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Primeira paciente de Rio Verde diagnosticada com coronavírus é curada

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A primeira paciente de Rio Verde diagnosticada com Covid-19 foi curada. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde, Eduardo Ribeiro, neste domingo (22).

Trata-se de uma idosa de 65 anos. Ela foi um dos três primeiros casos de Goiás anunciados pelo governador Ronaldo Caiado, no dia 12 de março. Os outros dois eram de Goiânia.

Segundo o secretário de saúde de Rio Verde, ela permaneceu em isolamento domiciliar durante todo o tempo. Todos os familiares dela testaram negativo para a presença do novo coronavírus.

A SMS de Rio Verde informou que não há um protocolo específico imposto à ela e a rotina normal poderá ser retomada.

A cidade tem outras quatro pessoas contaminadas pelo Sars-Cov-2. Em Goiás, segundo balanço do Ministério da Saúde no sábado (21), eram 20 casos confirmados de Covid-19. São nove em Goiânia, cinco em Rio Verde, dois em Anápolis, dois em Aparecida de Goiânia, um em Jataí e um em Catalão.

Por Rafael Tomazeti / Diário de Goiás

Como cuidar da alimentação para manter a imunidade das crianças

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Com Covid-19, Sociedade Brasileira de Diabetes organizou dicas.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta para os cuidados com a alimentação de crianças e jovens para manter a imunidade.

Com o fechamento de grande parte das escolas privadas e públicas e o aumento exponencial de casos de Covid-2019 confirmados no Brasil, muitas crianças tiveram de ser afastadas de suas atividades, alterando também a rotina de pais e cuidadores. Para ajudá-los com a alimentação, considerando possível cenário de restrições à prática de atividades físicas, a SBD organizou algumas dicas para facilitar nutrição saudável de crianças com e sem diabetes.

De acordo com a nutricionista Silvia Ramos, coordenadora do Departamento de Nutrição, Exercício e Esportes em Diabetes da SBD, nesses dias atípicos, é de fundamental importância planejar os itens a serem ofertados. Desta forma, evita-se um erro comum: refeições e lanches com excesso de um grupo de nutrientes e falta de outros importantes para o desenvolvimento infanto-juvenil.

“É fundamental lembrar que as crianças e jovens, independente de terem ou não diabetes, necessitam de uma boa alimentação. Ao considerar este cenário de pandemia, esse cuidado torna-se ainda mais importante, visto que ajuda a manter a imunidade elevada e, nos casos de crianças e jovens com diabetes, evita-se maior vulnerabilidade ao Covid-19”, diz Silvia.

Com a redução da atividade diária – mesmo que seja a atividade escolar, educação física, aulas extras e brincadeiras fora de casa – as crianças e jovens passam a ter uma necessidade menor de alimentos, afirma a nutricionista. “Por outro lado, a ansiedade com a situação pode gerar vontade de comer e, por este motivo, mesmo sem aulas a rotina em casa deve ser planejada e se possível com a supervisão de um adulto”, complementa.

Montagem e preparo de pratos

Durante o preparo e montagem de pratos e lanches, a interação entre adultos e crianças pode auxiliar também na melhor aceitação dos alimentos, socialização dos pequenos e autonomia – além dos potenciais aspectos lúdico e educacional. Para as crianças, é importante que as refeições sejam feitas à mesa e que o momento seja focado na alimentação sem outras distrações.

Silvia aponta ainda a necessidade de atenção a alimentos que parecem saudáveis, mas podem ser pouco nutritivos. É o caso dos bolinhos prontos, biscoitos com ou sem recheio, achocolatados prontos, refrigerantes, sucos de caixinha e salgadinhos.

Alimentos industrializados e ultraprocessados, de modo geral devem ser evitados. Suas formulações, na maior parte das vezes, são ricas em açúcares, gorduras saturadas e aditivos químicos. Por isso, a busca por alimentos naturais deve ser o primeiro passo.

Para facilitar no dia-a-dia, Silvia aponta que a melhor forma de organização é dividir os alimentos em três grupos:

-Grupo de Carboidratos: fornecem energia e disposição para as atividades rotineiras. Exemplos: pães, torradas, bolos simples, cereais integrais, tapioca, panqueca, biscoitos integrais, tortas, pipoca, dentre outros;

– Grupo de Proteínas: responsáveis pela formação de tecido e músculos fundamentais para o crescimento. E o caso do leite, iogurte, coalhada, queijos e ovos.

– Grupo das frutas e hortaliças: possuem alto teor nutricional e ajudam na de saciedade. Além disso, são práticos para transportar e consumir. Exemplo: Frutas frescas ou secas, tomate, cenoura e pepino.

Edição: Denise Griesinger

Publicado em 22/03/2020 – 07:50 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Governo usará laboratório do Exército para produzir cloroquina

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Em vídeo, presidente afirmou que ação ampliará estoque do medicamento.

O presidente Jair Bolsonaro divulgou na tarde hoje (21), nas redes sociais, um vídeo em que afirma que o hospital Albert Einstein deu início a pesquisas sobre o uso de cloroquina e da hidroxicloroquina no combate à covid-19. Essas substâncias são usadas normalmente contra o vírus da malária, no combate ao lúpus e à artrite reumatoide.

O presidente afirmou ainda que, em parceria com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, usará o laboratório químico e farmacêutico do Exército para ampliar a produção das substâncias. Bolsonaro comentou ainda que o Brasil deverá manter o estoque do medicamento, e que a produção nacional não será vendida a outros países.

Publicado em 21/03/2020 – 18:15 Por Agência Brasil – Brasília

Saúde pode autorizar cloroquina para pacientes graves até dia 24

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Ministério vai liberar nota com orientações sobre uso de medicamentos.

O ministério da Saúde pode autorizar, até terça-feira (24), a prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina para casos graves de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. A declaração foi feita há pouco pelo secretário executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis. Até lá, o ministério soltará uma nota com orientações sobre o uso dos medicamentos.

O secretário, no entanto, informou que a eventual liberação dos remédios terá caráter experimental e valerá apenas para pacientes internados em estado grave. Ele reiterou que os dois componentes têm efeitos colaterais fortes e não podem ser estocados para serem usados em caso de eventual gripe.

“Hoje, [os medicamentos] são usados em pesquisas clínicas, com autorização dos comitês de ética dos hospitais, em associação com outros medicamentos. Caso o Ministério da Saúde libere a prescrição, poderá ser usado para pacientes graves, internados em hospitais. Não é para ser usado por quem está gripado e acha que se tomar esse medicamento e não vai ter complicações”, destacou Gabbardo.

Nos últimos dias, foi divulgado um estudo realizado na França em que a cloroquina – usada para tratar a malária – e a hidroxicloroquina – prescrita para casos de artrite reumatoide e lúpus – diminuíram a contagem viral. Ontem (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que o governo norte-americano estuda a utilização dos medicamentos no tratamento do novo coronavírus.

Sobre a autorização do presidente Jair Bolsonaro para que o Exército amplie a produção dos medicamentos, o secretário-executivo disse que a medida tem caráter preventivo no caso de um eventual aumento da demanda futura. No Brasil, o produto é fabricado em laboratórios privados, das Forças Armadas e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Esses medicamentos já são fabricados no Brasil e existem nas farmácias. Em função da possibilidade da utilização para casos graves de coronavírus, estamos pensando na necessidade de ampliação da produção. É isso que o presidente autorizou: que o Exército possa ampliar a produção de medicamentos”, explicou. Ele lembrou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu a venda dos remédios com a retenção de atestado apenas para pessoas com as três doenças tratadas pelos medicamentos: malária, lúpus e artrite reumatoide.

Vacinação

Em relação à campanha de vacinação contra a gripe, que começa na próxima segunda-feira (23) para idosos e profissionais de saúde, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, relatou iniciativas de estados e de municípios para evitar a aglomeração de idosos em postos de saúde. Ele citou parcerias com escolas para vacinação em pátios, ambientes mais arejados, e o fechamento de acordo com farmácias, empresas e entidades do setor produtivo para evitar a concentração de pessoas em um único lugar.

Oliveira mencionou iniciativas para que profissionais de saúde levem as doses às unidades hospitalares e às clínicas para que os colegas se vacinem. Isso, afirmou o secretário, evita o deslocamento em massa de profissionais de saúde para os postos de vacinação. Ele também citou uma iniciativa do governo do Pará, que fará a vacinação no sistema drive-thru, em que o motorista não sai do carro.

O secretário reiterou a recomendação para que os governos locais adiem a vacinação em crianças. A campanha começa nesta segunda para idosos e profissionais de saúde. Na etapa seguinte, serão vacinados profissionais de segurança pública, doentes crônicos e pessoas com restrição de liberdade. Somente na última fase, a vacinação será liberada para as demais pessoas. Ele citou a simplificação do registro, com a coleta apenas do registro da vacina, não do nome do paciente, para diminuir o tempo de permanência na unidade.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Publicado em 21/03/2020 – 20:30 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Bolsonaro edita MP e decreto para definir atividades essenciais

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Medidas devem uniformizar ações que, até o momento, eram estaduais.

O presidente Jair Bolsonaro editou na noite desta sexta-feira (20) um decreto e uma medida provisória que garantem ao Governo Federal a competência sobre serviços essenciais, entre os quais a circulação interestadual e intermunicipal. De acordo com o governo, os dispositivos têm como objetivo “harmonizar” as ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Com os dispositivos, que têm força de lei e passam a vigorar imediatamente, caberá ao presidente da República indicar quais serviços públicos e atividades essenciais não podem ser interrompidos em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus. O texto, segundo o governo, busca impedir que a circulação de insumos necessários para a população seja afetada pelas restrições sanitárias e biológicas em vigor em vários estados.

Além de delegar ao presidente a definição de serviços e atividades essenciais, a Medida Provisória 926/2020 determina que qualquer interrupção de locomoção interestadual e intermunicipal seja embasada em normas técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A MP altera a Lei 13.979/2020, sancionada em fevereiro por Bolsonaro, que trata do enfrentamento ao coronavírus no país.

A MP entra em conflito com medidas de restrição à locomoção editadas por estados. Na quinta-feira (19), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, editou um decreto que determinava a suspensão do transporte interestadual de passageiros entre o Rio e estados com circulação confirmada do coronavírus ou situação de emergência decretada. Paraná e Maranhão tomaram decisões semelhantes.

Outro ponto da MP simplifica procedimentos para a compra de material e de serviços necessários ao combate à pandemia. O texto flexibiliza e burocratiza a licitação para a aquisição de bens para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O decreto detalha os serviços públicos e as atividades “indispensáveis ao atendimento das necessidades” do país. O texto cita a assistência à saúde (incluídos os serviços médicos e hospitalares), o transporte intermunicipal e interestadual de passageiros e os serviços de táxi ou de aplicativo. Em contraste com medidas tomadas por diversos países na prevenção ao coronavírus, o decreto inclui o transporte internacional de passageiros na lista de serviços que não podem ser interrompidos.

De acordo com o decreto, a suspensão desses serviços e dessas atividades essenciais “põe em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população”. O decreto proíbe restrições à circulação de trabalhadores que possam afetar os serviços e as atividades e à circulação de cargas de qualquer espécie que resultem em desabastecimento de gêneros necessários à população.

Caberá ao comitê de combate ao novo coronavírus criado pelo governo federal definir outros serviços públicos e atividades considerados essenciais e editar atos para regulamentar e operacionalizar as normas. O decreto estabelece ainda que os órgãos públicos e privados mantenham equipes devidamente preparadas e dispostas à execução, monitoramento e à fiscalização dos serviços públicos e das atividades essenciais, com canais permanentes de diálogo com órgãos federais, estaduais, distritais, municipais e privados.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Publicado em 21/03/2020 – 16:27 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Hospital da UFMG realiza transplante de fígado em paciente com HIV

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Procedimento é o primeiro registrado no estado.

Em um procedimento inédito no estado de Minas Gerais, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas realizou transplante de fígado em um paciente com o vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). A cirurgia, conduzida pela equipe de transplante hepático, foi realizada com sucesso e o paciente já teve alta hospitalar e passa bem.

O homem, de 55 anos, morador de Belo Horizonte, além do HIV, é portador do vírus da Hepatite B, que resultou em uma cirrose e em um câncer no fígado. O transplante era o único tratamento possível para o seu caso.

Segundo o hospital, com o avanço da terapia antirretroviral, que melhorou a sobrevida de pessoas com HIV, a principal causa de morte em pacientes com o vírus passou a ser a doença hepática terminal. As hepatites causam lesões graves no fígado e, em muitos casos, o transplante é o único tratamento possível.

No caso do paciente, o transplante era contraindicado por causa do risco de infecções e da interação medicamentosa. “No entanto, nos últimos anos, com a modernização do tratamento para o HIV, isso deixou de ser uma contraindicação”, afirmou o coordenador do grupo de transplante hepático do HC-UFMG, o cirurgião Leandro Amado.

O médico explicou ainda que, quando o paciente tem carga viral negativa, ou seja, quando é impossível detectar o vírus HIV nos exames, e os seus linfócitos, que são as células de defesa do organismo, estão com taxas próximas à normalidade, o transplante hepático é indicado.

“A cirurgia, do ponto de vista técnico, não muda. O desafio é o pós-transplante e a administração da medicação imunossupressora, essencial para transplantados, e controle do HIV”, disse.

Com a realização do primeiro transplante hepático em uma pessoa com HIV, o Hospital das Clínicas da UFMG se torna referência para esse tipo de procedimento e amplia as possibilidades de tratamento de pacientes que têm o vírus e o diagnóstico de doença hepática terminal.

*Com informações da UFMG

Edição: Lílian Beraldo

Publicado em 21/03/2020 – 15:36 Por Agência Brasil* – Brasília

Empresas e governo avaliam suspender corte de fornecimento de energia

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As empresas fornecedoras de energia elétrica no Brasil avaliam, junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regula o setor no país, suspender o corte de eletricidade de clientes inadimplentes durante o período de quarentena recomendada.

A suspensão é discutida pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que representa as empresas, em conjunto com a Aneel e também o Ministério de Minas e Energia. Como o setor é regulado, a decisão se estenderia para todas as distribuidoras do país. Ainda não há, porém, prazo para uma posição definitiva.

Em pronunciamento da noite desta sexta-feira (20), o governador Ronaldo Caiado informou que solicitou à Enel a suspensão do corte de energia dos consumidores inadimplentes. O pedido se estende às operadoras de telefonia e de internet. A Enel informou ao Diário de Goiás que não houve solicitação formal, mas reiterou que o assunto já é discutido com o governo federal e a agência reguladora.

Em Goiás, a Saneago já comunicou a suspensão do corte dos serviços de clientes inadimplentes. O Ipasgo fez movimento semelhante e ampliou o prazo para pagamento de débitos.

Por Rafael Tomazeti / Diário de Goiás