quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Ao menos 40 pessoas morrem pisoteadas em funeral de Soleimani, no Irã

Pelo menos 40 pessoas morreram pisoteadas e 213 estão feridas após uma debandada nas ruas de Kerman, onde ocorrem nesta terça-feira (7) as cerimônias fúnebres de Qassem Soleimani, general iraniano morto pelos Estados Unidos na semana passada. Dezenas de milhares de pessoas estão nas ruas da cidade natal daquele que é considerado um herói do Irã.

As cerimônias de hoje, durante as quais o povo iraniano continua a exigir vingança contra os Estados Unidos, marcam o final de três dias do luto nacional.

“Infelizmente, como resultado da desordem, alguns dos nossos compatriotas ficaram feridos e outros morreram durante as cerimônias fúnebres”, disse o chefe dos serviços de emergência do país à televisão estatal iraniana Press TV.

Momentos antes, o líder da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, ameaçou incendiar lugares próximos dos Estados Unidos, provocando gritos de “Morte a Israel!” entre a multidão que se encontrava na praça central de Kerman para assistir ao funeral.

Hossein Salami elogiou os feitos do general Soleimani e disse que, como mártir, este representava uma ameaça ainda maior aos inimigos do Irã. “Vamos nos vingar. Vamos incendiar os locais que [os Estados Unidos] apreciam”, afirmou o líder militar.

Cenários de vingança

No momento em que dezenas de milhares de pessoas, vestidas de preto e empunhando imagens de Soleimani, se reuniram na cidade natal do general, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã disse que o país considera 13 “cenários de vingança” como retaliação contra os Estados Unidos.

“Os americanos devem saber que, até ao momento, 13 cenários de vingança foram discutidos pelo Conselho e, mesmo que cheguemos a um consenso do mais fraco dos cenários, levá-lo a cabo poderá ser um pesadelo histórico para os EUA”, disse Ali Shamkhani.

Antes destas declarações, o Parlamento iraniano tinha anunciado a aprovação de uma lei que classifica todas as forças armadas norte-americanas como terroristas.

A decisão altera uma lei recente que já declarava como terroristas as forças dos EUA enviadas da África à Ásia Central, passando pelo Médio Oriente. Agora, essa denominação foi estendida ao Pentágono, a todas as forças norte-americanas restantes e a todos os envolvidos na morte de Soleimani.

Alemanha retira militares do Iraque

Ainda nesta terça-feira, as forças armadas alemãs anunciaram a retirada de parte dos soldados, atualmente baseados no Iraque, em missões de formação para serem transferidos para a Jordânia e para o Kweit, devido às tensões na região.

De acordo com o Ministério da Defesa alemão, o contingente que está em Bagdade e em Taji, ao norte da capital iraquiana, com cerca de 30 pessoas, vai ser apenas “provisoriamente reduzido” e essa realocação vai “começar em breve”.

Além dos militares baseados na capital do Iraque e proximidades, a Alemanha conta com tropas no Curdistão iraquiano, também em missões de treino das forças de segurança locais.

No total, Berlim possui atualmente cerca de 120 militares no Iraque, no âmbito da coligação internacional contra o autoproclamado Estado Islâmico.

Ayatollah preside cerimônia

O enterro do comandante da força de elite iraniana Al-Quds vai ocorrerá no Sul do Irã, em uma cerimônia que vai ser presidida pelo líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei.

Qassem Soleimani morreu na sexta-feira (3) em um ataque aéreo contra o carro em que seguia, próximo ao aeroporto internacional de Bagdá, ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O ataque ocorreu três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana que durou dois dias e só terminou quando Trump anunciou o envio de mais 750 soldados para o Médio Oriente.

O Irã prometeu vingança e anunciou no domingo (5) que deixará de respeitar os limites impostos pelo tratado nuclear assinado em 2015, documento que os Estados Unidos abandonaram em 2018.

Publicado Por RTP – Emissora pública de televisão de Portugal Kerman / Agencia Brasil

Ministério da Saúde quer zerar fila de espera por cirurgias eletivas

Municípios terão R$ 250 milhões a mais para procedimentos.

O Ministério da Saúde reservou R$ 250 milhões a mais para aumentar o número de cirurgias eletivas a serem realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os repasses começam a ser feitos já em janeiro para diminuir as filas para 53 tipos de procedimentos que incluem catarata, varizes, hérnia, vasectomia e laqueadura, além de cirurgia de astroplastia de quadril e joelho, entre outras com grande demanda.

Os procedimentos com maior demanda são os oftalmológicas, para tratamento de catarata e de suas consequências, e para tratamento de doenças da retina, seguida de cirurgia para correção de hérnias e retirada da vesícula biliar.

De acordo com o Ministério da Saúde a expectativa é zerar a fila de espera de pacientes que aguardam por esses procedimentos, que não têm caráter de urgência e são de média complexidade.

As cirurgias eletivas, fazem parte do atendimento diário oferecido à população em hospitais de todo o país. Dados registrados no sistema de informação do SUS mostram que ao longo de 2018 foram realizadas 2,4 milhões de cirurgias eletivas em todo país. Até outubro de 2019, foram 2 milhões de procedimentos realizados em todos os estados brasileiros.

Os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, responsáveis pela organização e a definição dos critérios que garantam o acesso do paciente aos procedimentos cirúrgicos eletivos, podem se programar para utilização os recursos de acordo com as demandas da população de cada estado. Confira o valor do repasse por estado.

Publicado Por Kamilla Cerbino – Estagiária da Agência Brasil* Brasília

Nasa anuncia descoberta de planeta do tamanho da Terra

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Ele é chamado de “TOI 700 d” e está a 100 anos-luz de distância.

A Nasa, agência espacial norte-americana, anunciou nessa segunda-feira (6) a descoberta de um planeta do tamanho da Terra, a orbitar uma estrela a uma distância que torna possível a existência de água, em área identificada como habitável.

O planeta é chamado de “TOI 700 d” e está relativamente próximo da Terra, a 100 anos-luz de distância, informou a agência.

A descoberta foi feita pelo satélite Tess, “projetado e lançado especificamente para encontrar planetas do tamanho da Terra e a orbitar estrelas próximas”, explicou o diretor da Divisão de Astrofísica da Nasa, Paul Hertz.

Outros planetas semelhantes foram descobertos antes, principalmente pelo antigo telescópio espacial Kepler, mas este é o primeiro do Tess, lançado em 2018.

O Tess descobriu três planetas a orbitarem a estrela, denominados “TOI 700 b”, “c” e “d”. Somente o “d” está na chamada área habitável. É quase do tamanho da Terra (20% a mais), circula a estrela em 37 dias e recebe o correspondente a 86% da energia fornecida pelo Sol à Terra.

Os pesquisadores geraram modelos baseados no tamanho e tipo da estrela, a fim de prever a composição da atmosfera e a temperatura da superfície.

Uma das simulações, segundo a Nasa, indica um planeta coberto por oceanos, com “uma atmosfera densa dominada por dióxido de carbono, semelhante à aparência de Marte quando jovem, de acordo com as suposições dos cientistas”.

Uma face deste planeta está sempre voltada para a sua estrela, como é o caso da Lua com a Terra, um fenômeno chamado de rotação síncrona. Essa face estaria constantemente coberta de nuvens, de acordo com este modelo.

Outra simulação prevê uma versão da Terra sem oceanos, onde os ventos soprariam do lado oculto em direção à face iluminada.

Vários astrônomos estão agora oservando o planeta com outros instrumentos, tentando obter novos dados que possam corresponder a um dos modelos previstos pela Nasa.

*Emissora pública de televisão de Portugal / Publicado Por RTP* Washington / Agencia Brasil

Unesco adverte EUA para não ameaçar patrimônio cultural do Irã

Ameaças foram feitas pelo presidente Donald Trump.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reagiu com veemência às ameaças de atacar tesouros culturais do Irã, feitas pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

No sábado (4), Trump disse no Twitter que os EUA fizeram uma lista de 52 locais que poderão ser alvo, caso o Irã tente retaliar o assassinato de um de seus generais de alto escalão. Ele acrescentou que alguns desses alvos são de “muito alto nível e importantes para o Irã e a cultura iraniana.”

Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, encontrou-se nessa segunda-feira (6) com o embaixador do Irã na organização e observou que tanto os Estados Unidos quanto o Irã já ratificaram duas convenções, uma voltada à proteção de propriedades culturais durante conflitos armados e outra para proteger os patrimônios culturais e naturais da humanidade. Ela lembrou que essas convenções proíbem quaisquer ataques a esses locais.

Trump vem sido criticado pela ameaça, mesmo dentro dos Estados Unidos, com algumas pessoas argumentando que isso seria uma violação do direito internacional.

*Emissora pública de televisão do Japão / Publicado Por NHK* Tóquio / Agencia Brasil

Cartazes oficiais dos Jogos de Tóquio 2020 são apresentados

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As criações são de artistas do Japão e de outros países.

Os 20 cartazes, 12 para a Olimpíada e 8 para a Paralimpíada, foram mostrados à imprensa no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio nessa segunda-feira (6). As criações são de autoria de artistas japoneses e do exterior.

Um pôster olímpico do cartunista Naoki Urasawa retrata a empolgação de um atleta antes da competição, em uma arte que usa estilo de mangá.

Tomoyuki Shinki, um artista com deficiência intelectual, fez um cartaz para a Paralimpíada que retrata jogadores de basquete competindo em cadeiras de rodas.

A exibição das obras será feita a partir desta terça-feira (7) até o dia 16 de fevereiro, no mesmo museu onde foram anunciadas.

Funcionários do comitê organizador de Tóquio dizem que o Comitê Olímpico Internacional e o Comitê Paralímpico Internacional vão, cada um, escolher um cartaz como obra que vai representar os respectivos jogos.

Publicado em Por NHK* Tóquio / Agencia Brasil / *Emissora pública de televisão do Japão

“Não surte efeito”, diz Caiado sobre redução do ICMS proposta por Bolsonaro para conter preço da gasolina

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), levou poucas horas para concluir que “não surtem efeito” as medidas de redução do ICMS para conter reajuste de preços dos combustíveis. A medida foi divulgada na segunda, 6, como alternativa diante da instabilidade no mercado do petróleo após o ataque os Estados Unidos ao Irã.

https://support.twitter.com/articles/20175256

Para Caiado, “sem o novo pacto federativo, ações fatiadas não surtem efeito. É preciso discutir o todo. Chegou a hora de @jairbolsonaro, Câmara e Senado, além dos governadores, colocarem as propostas na mesa para chegarmos a um acordo que beneficie a população”.

O governo do presidente Jair Bolsonaro soltou uma ideia que pode parecer simpática para o proprietário de veículos, no entanto, cria um problema para os Estados, pois, se for feita a redução do percentual do ICMS sobre os combustíveis, dificilmente ele voltaria ao mesmo percentual sem um grave desgaste do governante estadual.

Na esteira da proposta, Caiado aproveitou para reforçar a tese de que é preciso de uma rediscussão sobre o “pacto federativo”. Em síntese, Bolsonaro não precisa contar com o apoio do governador goiano, desta vez. 

Publicado por Altair Tavares / Diário de Goiás

Comunidade internacional insiste que EUA e Irã exercitem autocontrole

Secretário-geral da ONU pede que países contenham situação.

A comunidade internacional vem insistindo que os Estados Unidos (EUA) e o Irã exercitem seu autocontrole, após a promessa de vingança por parte de Teerã a respeito do assassinato do alto comandante militar iraniano, Qassem Soleimani.

As cerimônias do funeral para Soleimani foram realizadas em todo o Irã nessa segunda-feira (6), três dias após sua morte por um ataque com drones feito pelos Estados Unidos no Iraque. Na capital iraniana, em meio à multidão enlutada e em preces, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, chorou pela morte de Soleimani.

O enterro está marcado para terça-feira (7), na província sudeste de Kerman, onde ele nasceu. Os três dias de luto declarados por Khamenei após a morte do general chegaram ao fim.

A imprensa iraniana citou Ali Akbar Velayati, conselheiro de política externa do líder supremo, afirmando que americanos devem deixar a região. Alertou que caso não o façam, podem acabar em uma situação pior do que ocorreu na guerra do Vietnã.

No domingo (5), vários foguetes foram disparados perto da embaixada americana em Bagdá. Tropas americanas e outras embaixadas dos Estados Unidos na região estão em alerta máximo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, insiste que líderes exercitem controle máximo, sem citar especificamente os Estados Unidos ou o Irã. Ele pediu que os países se esforcem para conter a situação.

Publicado Por NHK* Tóquio / Agencia Brasil / *Emissora pública de televisão do Japão