Relator
escolhido para a matéria é o senador Esperidião Amin (PP-SC).
O serviço militar aberto às mulheres está em discussão no Senado, na forma
de um Projeto de Lei (PL) apresentado em 2015 pela então senadora Vanessa
Grazziotin (PCdoB-AM). O PL está tramitando no Senado e há previsão de ser
apreciado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) após o carnaval.
O relator escolhido para a matéria foi Esperidião Amin (PP-SC). Em seu
relatório, porém, ele afirmou que os gastos extrapolariam a Lei de
Responsabilidade Fiscal. Amin usou custos estimados pelas Forças Armadas.
Os dados dos militares consideraram um efetivo feminino da ordem de 10% dos
recrutas convocados no ano de 2019 (60 mil recrutas). No âmbito do Comando da
Marinha, o impacto seria de R$ 23 milhões; no Exército, o impacto seria de R$
536,76 milhões; e na Aeronáutica, de R$ 21 milhões. Os custos somariam R$
580,76 milhões para receber 6 mil mulheres.
“Fica clara a violação dos art. 16 e 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal
comprometendo-se com despesas que não possuem respaldo no Plano Plurianual
(PPA), Lei Orçamentária Anual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e violando às
metas fiscais. O país passa por uma grave situação fiscal”, disse Amin em seu
relatório.
Existem divergências em relação à visão do relator. Para o senador
Alessandro Vieira (Cidadania-SE), por exemplo, os custos informados pelas
Forças Armadas são maiores do que se verificaria na prática. “O custo indicado
pelo Ministério da Defesa aponta para algo em torno de R$ 100 mil por recruta,
o que me parece uma avaliação bastante elevada. Quando ele coloca R$ 581
milhões, são 60 mil recrutas no total, ao ano e 10% disso, 6 mil, em torno de
R$100 mil. Está um tanto quanto elevado”.
Alguns senadores pediram vista coletiva. O líder do PT no Senado, Rogério
Carvalho (SE), sugeriu alterações no relatório, prevendo o serviço militar
feminino até o limite orçamentário. Amin sinalizou acatar a sugestão de
Carvalho e afirmou que será favorável ao projeto, apesar do apontamento sobre
os custos.
O projeto
A proposta diz que as mulheres podem prestar o serviço militar
voluntariamente. Ao contrário dos homens, que devem se apresentar
obrigatoriamente ao completarem 18 anos, as mulheres só fariam se quisessem,
mas teriam que manifestar interesse de fazê-lo na mesma idade.
“O projeto tem o caráter de ação afirmativa e destina-se a assegurar às
mulheres a prestação do serviço militar. Com isso, pretendemos dar às mulheres
a oportunidade de participarem da realização desse serviço, que tantas lições
de cidadania têm prestado aos brasileiros, com acesso igual para todos os
gêneros”, disse Grazziotin em seu projeto.
No texto, ela também destacou que as mulheres já vêm desempenhando papéis
nas Forças Armadas, com exceção da área de combate. “A mulher ocupa cargo e
concorre às promoções nas mesmas condições de igualdade para os militares do
sexo masculino. A maioria das oficiais e sargentos encontram-se lotadas nos
quartéis-generais, nas organizações militares de saúde, nos estabelecimentos de
ensino e nos órgãos de assessoramento”.
O projeto foi aprovado, ainda em 2015, pela Comissão de Direitos Humanos
(CDH). Depois seguiu para a Comissão de Relações Exteriores (CRE), mas o
projeto ainda não foi votado porque Amin pediu manifestação da CAE. Mesmo que
tenha o parecer pela rejeição aprovado na CAE, o projeto volta para a análise
terminativa na CRE. Se lá for aprovado e não houver recurso para análise em
Plenário, o texto seguirá para a Câmara dos Deputados.
Com informações da Agência Senado
Edição: Valéria Aguiar
Publicado em 23/02/2020 – 09:58 Por Marcelo
Brandão* – Repórter da Agência Brasil – Brasília
Você torce pra algum time de futebol? Se torce, torça também
para seu time pagar os mais de 5 bilhões de reais que clubes devem à União! Os
cinco maiores devedores (em milhões de reais): Corinthians 737; Atlético-MG
356; Vasco 256; Botafogo 251; Flamengo 224!
As contas externas brasileiras estão cada vez piores! Em
janeiro o rombo foi de 11,8 bilhões de dólares, o maior para o mês em cinco
anos! Em comparação com janeiro de 2019 o buraco aumentou 31,3%! Os dados são
do Banco Central! O aumento do rombo se deve à piora do saldo da balança
comercial, como temos acompanhado!
O governo federal mudou a projeção de resultado das contas
dos Estados e Municípios para este ano de positivo em 9 bilhões de reais para
zero! Com isto o déficit do setor público consolidado (União, Estados,
Municípios e empresas estatais) subiu de 118,9 para 127,9 bilhões de reais!
Piorou!
A confiança do setor de comércio aumentou em fevereiro,
informou a Fundação Getúlio Vargas – FGV! O índice atingiu 99,8 pontos, o mesmo
de fevereiro de 2019! Está num ritmo diferente dos consumidores, cuja confiança
diminuiu! Não fecha!
O Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getúlio
Vargas – FGV, caiu 1,4 ponto em fevereiro, na comparação com janeiro! A queda
surpreende pois com a diminuição da taxa de juros e com financiamentos
bancários sendo anunciados, era pra estar em alta!
O estado é o segundo do país
a participar da estratégia do Ministério da Saúde, que utiliza uma bactéria
para reduzir a capacidade do mosquito Aedes aegypti de transmitir o vírus da
dengue, zika e chikungunya.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinou no último dia 17 de fevereiro, em Campo Grande (MS), documento que formaliza a participação do município no “Método Wolbachia”. A estratégia inovadora é do Ministério da Saúde e consiste em infectar o mosquito Aedes aegypti com uma bactéria chamada wolbachia, que reduz a capacidade de o mosquito transmitir a dengue, zika e chikungunya. Para apoiar o projeto, cerca de 2.500 profissionais de saúde, entre agentes de endemias e agentes comunitários de saúde, estão sendo capacitados entre os dias 17 e 18 de fevereiro e vão atuar nas ações de vigilância, incluindo a mobilização da população nesta nova estratégia.
“A Wolbachia é uma tecnologia do SUS. Os primeiros testes foram realizados
em Niterói (RJ) e, após os bons resultados, decidimos expandir para outras
regiões de diferentes biomas, como Campo Grande. O Ministério da Saúde tem
aportado recursos e mudou sua linha de pesquisa. Agora as pesquisas financiadas
partem dos problemas que afetam a população e o SUS, a exemplo de soluções para
doenças como dengue, malária e leishmaniose”, destacou o ministro Luiz Henrique
Mandetta.
A assinatura do Termo de Cooperação entre o Ministério da Saúde, Fiocruz e
secretarias de saúde de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande ocorre durante a
abertura do “Encontro Estadual de Vigilância em Saúde: integração, vigilância e
Atenção Primária”, promovido pela Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso
do Sul. A ideia é apresentar e discutir, neste espaço, ações de imunização,
vigilância das arboviroses, tuberculose e o Método Wolbachia, com a
participação da equipe do World Mosquito Program (WMP), da Fiocruz, responsável
pelo projeto, desde a produção de ovos dos insetos até a preparação para
liberação nos locais em que o projeto acontece.
Ainda em Campo Grande, o ministro Mandetta entrega 80 equipamentos
(monitores de sinais vitais e desfibriladores) para atendimento à população em
unidades de saúde de 42 municípios do estado.
O Termo de Cooperação irá definir as responsabilidades de cada ente
envolvido (Ministério da Saúde, Fiocruz e secretarias de saúde). O Ministério
da Saúde elaborou, ainda, o Procedimento Operacional Padrão, documento que
descreve as atividades a serem realizadas para expansão da pesquisa nas cidades
definidas para o projeto.
Petrolina/PE e Belo Horizonte/MG serão as próximas cidades a participarem do
Método Wolbachia. Inclusive, estão previstas reuniões de planejamento para o
desenvolvimento projeto no município de Petrolina de 3 a 5 março.
ETAPAS DE IMPLANTAÇÃO
A implantação do método Wolbachia no município será feita de forma
gradativa. Campo Grande foi dividida em seis áreas de atuação, sendo que na
primeira área estão incluídos sete bairros: Guanandi, Centenário, Lageado,
Coophavila II, Tijuca, Batistão e Aero Rancho.
Os agentes de saúde da primeira área já foram capacitados para começarem as
atividades de engajamento comunitário dessa região, que inclui a
conscientização da população sobre a importância do combate ao mosquito Aedes
aegypti. Depois, será realizada avaliação da população quanto à aceitação do
projeto. Somente após essa etapa é que se inicia a soltura dos mosquitos com a
bactéria Wolbachia. Depois, é necessário monitorar a presença desses mosquitos
na região, capturando alguns para avaliarem a presença da bactéria.
O Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen) irá receber o ovo do
mosquito com a bactéria Wolbachia, produzido na Fiocruz. Serão realizados
envios semanais para que técnicos do Lacen coloquem esses ovos para eclosão.
Depois de adultos, esses mosquitos são soltos.
A Wolbachia é uma bactéria intracelular presente em 60% dos insetos da
natureza, mas que não está presente no Aedes aegypti. Quando presente no
mosquito, ela impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam
dentro do mosquito, contribuindo para redução destas doenças. Não há
modificação genética nem no mosquito, nem na bactéria. Na prática, o método
consiste na liberação de Aedes aegypti com a Wolbachia para que se reproduzam
com os Aedes aegypti locais e gerem uma nova população destes mosquitos, todos
com Wolbachia.
Atualmente, o Método Wolbachia é implementado em 12 países: Austrália,
Brasil, México, Colômbia, Indonésia, Vietnã, Sri Lanka, Índia, Fiji, Nova
Caledônia, Vanuatu e Kiribati. Os resultados preliminares do World Mosquito
Program, responsável pelo método, apontam redução dos casos de dengue no
Vietnã, Indonésia e na Austrália, e dos casos de chikungunya em Niterói, no Rio
de Janeiro, onde os mosquitos com Wolbachia começaram a ser liberados em larga
escala em 2016.
EQUIPAMENTOS PARA ATENÇÃO ESPECIALIZADA
Após a assinatura do Termo de Cooperação, o ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, ainda em agenda em Campo Grande, irá entregar à Secretaria Estadual
de Saúde de Mato Grosso do Sul 80 equipamentos, entre monitores de sinais
vitais e cardioversores (desfibriladores), para compor a Rede de Atenção
Especializada do Estado.
Os monitores de sinais vitais são usados em remoção de pacientes ou em UTIs,
semi-UTIs, RPA (recuperação pós-anestesia) ou pronto-socorro. Servem para medir
sinais vitais, como temperatura, pressão e capinografia (medida de CO2 no
sangue). Já os cardioversores são usados para reverter arritmia ou parada
cardíaca em unidades de remoção, prontos-socorros, UTIs e em enfermarias.
Nos próximos dias, serão entregues cerca de 230 equipamentos, por meio da
Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), a outros três estados
(Roraima, Rondônia e Paraíba). Ao todo, são 321 equipamentos distribuídos neste
ano com investimento de R$ 9,8 milhões.
“É importante criarmos soluções dentro do nosso país para reduzir a
dependência de outro países para a compra de equipamentos. A PDP é fundamental
para a aquisição de novas tecnologias, como os 80 equipamentos que estão sendo
entregues hoje para Mato Grosso do Sul. Ao todo serão beneficiados 42
municípios, que passam a contar com novos monitores de sinais vitais e
cardioversores”, disse o ministro Mandetta.
As PDPs visam ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde
considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo
principal é fomentar o desenvolvimento nacional para reduzir os custos de
aquisição dos medicamentos e produtos para saúde, que atualmente são importados
ou que representam um alto custo para o SUS.
O projeto “Juceg Certificadora Digital” – que faz parte do Goiás de
Resultados – prevê a certificação digital, por meio do Estado, para a redução
de procedimentos e rapidez para o empresário.
Em reunião de trabalho na Sala de Situação do programa, no 4º do PPLT, na
manhã desta sexta-feira (21), o presidente da Junta Comercial do Estado de
Goiás, Euclides Barbo, e o gerente de TI do órgão, Sílvio Miranda, apresentaram
ao gestor do Comitê Goiano de Resultados, Madson Ribeiro, estudos e planilhas
que fundamenta o pedido de suplementação orçamentária para a realização do
projeto de certificação digital.
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em Goianésia recebe força-tarefa para evitar rompimento
No início de março, o vice-governador Lincoln Tejota vai apresentar à
secretária de Economia,
Cristiane Schimdt os detalhes do projeto que prevê emissão de 20 mil
certificados ao ano e uma estimativa inicial de superávit de R$ 2 milhões, além
de mais agilidade e sobretudo a extensão a municípios hoje sem esse serviço
propiciando a inclusão e fomento a microempresários, até então, fora do alcance
da Juceg.
Segundo Madson Ribeiro” o trabalho entre todas as esferas da administração,
coordenado pelo vice-governador, por determinação do governador Ronaldo Caiado, tem
refinado as ideias, diminuindo as sobreposições, produzindo economicidade e
está gerando serviços cada vez melhores para a sociedade”, enfatizou.
Juceg Cidadã
Desde o ano passado, os
empresários goianos contam com a Junta 100% Digital, que dispensou a
necessidade de ir ao órgão para solicitar serviços. A iniciativa foi uma das
primeiras entregas do Programa Goiás de Resultados. Hoje cerca de 12 mil
processos mensais já são processados automaticamente na Juceg por meio da
digitalização dos atos empresariais.
Além disso o tempo médio de
deferimento automático de processos da Junta hoje está 9 segundos, um dos
menores do país. Segundo Sílvio Miranda, no próximo semestre a Junta vai emitir
a certificação digital, democratizando o acesso tanto geográfica quanto
socialmente. “Vamos operar com custos enxutos e com sistema próprio e assim
vamos beneficiar o MEI (Microempreendedor Individual), os municípios remotos,
além de gerar superávit e conhecer cada vez melhor nosso público alvo.”,
ressalta o gerente de TI da Juceg.
Hoje a certificação é exigência
para que a empresa possa emitir nota fiscal, acessar a Junta, assinar
documentos eletrônicos, enfim, atuar de forma legal.
Jornalista italiano mostra em livro como os algoritmos na
internet impulsionam o medo e o terrorismo psicológico por meio dos buscadores
de informação e redes sociais.
Jornalista italiano mostra em livro como os algoritmos na internet
impulsionam o medo e o terrorismo psicológico por meio dos buscadores de
informação e redes sociais. Analisamos também sobre política quântica
e como gatos e cachorros estão diretamente ligados com manipulação no mundo
digital.
Você decide fazer um experimento químico e coloca hidróxido de sódio, também
conhecido como soda cáustica líquida num copo de Coca-Cola. A substância é
altamente corrosiva e não demorará muito para a lata começar a derreter. O
contato com a soda e o refrigerante também causará um efeito fervente.
Provavelmente, para fazer esse experimento terá de ter uma luva apropriada,
pois o risco de se queimar, é alto. Sequer ousará consumir a combinação, pois
seria suicídio.
Não que as redes sociais tenha corrompido a forma como se faz política, elas
alteraram de forma considerável os meios e as estratégias dos políticos e
daqueles que organizam suas campanhas. Negar isso é como ignorar os efeitos do
experimento da soda cáustica na lata de refrigerante. Os algoritmos e a
manipulação de dados mudaram sistematicamente a forma de se fazer política. O
futuro está na internet e o trabalho dos engenheiros de informação por trás das
grandes campanhas deverão levar em conta essas mudanças.
Em termos simples, um algoritmo é uma sequência matemática lógica que define
instruções que serão seguidas para executar uma tarefa, resolver um problema ou
dar solução a algo. Por exemplo: Quando fazemos uma pesquisa no Google, há uma
série de algoritmos que estão trabalhando para nos mostrar a resposta. E aqui
começa a mágica das transformações atuais: os algoritmos das redes sociais e
dos mecanismos de busca irão nos mostrar apenas aquilo que nos interessa.
Exemplo: se nos interessamos mais por fotos e vídeos de gatinhos e bebês
sorridentes interagindo com seus país, o Facebook irá entender isso e
relacionam prioritariamente este tipo de conteúdo no feed de notícias, enquanto
assuntos relacionados a geopolítica e a fome na África ou um ataque terrorista
na Europa, ficarão em segundo plano, mesmo que sejam assuntos muito mais
relevantes. O algoritmo de Mark Zuckerberg irá dar um jeito de continuar lhe
mostrando vídeos fofinhos e ignorar uma manifestação política que está
acontecendo na França, por exemplo.
E aí entram os estrategistas políticos e engenheiros da informação que o
jornalista e professor italiano Giuliano da Empoli define em sua obra “Os
Engenheiros do Caos – Como as Fake News, as Teorias da Conspiração e os
Algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar
eleições” (Ed. Vestígio, 2019). Se estamos falando de um eleitor favorável a
liberação das drogas, os profissionais da informação irão conseguir manipular
os algoritmos para que ele tenha acesso apenas a um conteúdo que o agrade e
reforce suas convicções pessoais, não importa se são informações verdadeiras ou
falsas. O mesmo se dá com uma pessoa contrária à liberação de substâncias hoje
consideradas ilícitas.
O reforço à uma possível bolha de notícias, é contínuo. “No mundo, como dizia o ex-presidente do Google, Eric Schmidt, é cada vez mais raro conteúdos que não sejam feito sob medida. Os algoritmos da Apple, do Facebook ou do próprio Google fazem que cada um de nós recebam informações que nos interessam”, parafraseia o jornalista. E se uma teoria da conspiração reforça o que já estamos pré-dispostos a acreditar, provavelmente, pouco importará sua fonte, se é ou não uma verdade.
O futuro e a política quântica
Da Empoli traça na conclusão de seu livro que estamos na “Era da Política
Quântica”. “A física quântica é salpicada de paradoxos e de fenômenos que
desafiam as leis da racionalidade científica. Ela nos revela um mundo no qual
nada é estável e onde uma realidade objetiva não pode existir – porque,
inevitavelmente, cada observador a modifica na perspectiva de seu ponto de
vista pessoal. Nessa dimensão, as interações são as propriedades mais
importantes de cada objetivo, e de diversas verdades contraditórias podem
existir sem que uma invalide a outra”.
Na era da política quântica, os engenheiros da informação podem dar a
impressão que a não exista uma realidade objetiva. Cada assunto se definirá,
provisoriamente, em relação a uma outra, “e, sobretudo cada observador
determina sua própria realidade”, pontua Da Empoli. “Assim, na política
quântica, a versão do mundo que cada um de nós vê é literalmente invisível aos
olhos dos outros”. Interessante, não? Dessa forma, estamos propensos a
acreditar em Pavões Misteriosos, dar vazão a uma possível Terra-Plana e até
mesmo uma possível mentira por trás do atentado ao então deputado federal e
futuro presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro e as
suas mais diversas teorias, seja difundidas por militantes à esquerda ou à
direita. “Cada um marcha dentro de sua própria bolha, no interior de qual
certas vozes se fazem ouvir mais do que outras e alguns fatos existem mais do
que os outros”, explica.
Perturbador ou não, já na introdução de seu livro, Empoli já nos diz: “se o
algoritmo das redes sociais é programado para oferecer ao usuário qualquer
conteúdo capaz de atraí-lo à plataforma com maior frequência e por mais tempo,
o algoritmo dos engenheiros do caos os força a sustentar não importa que
posição, razoável ou absurda, realista ou intergaláctica, desde que ela intercepte
as aspirações e os medos – principalmente os medos – dos eleitores”. Se o medo
do eleitor é perder o emprego por conta de uma possível crise, uma notícia que
apresente refugiados sendo contratados e colocados no mercado, pode apresentar
uma ameaça, mesmo que aquele imigrante sequer apresente um risco em si, ao seu
emprego. A posição generalista da comunicação tornará casos específicos em
gerais, tomando grandes proporções a ponto de um nicho de pessoas dizerem:
“Estrangeiros estão tomando o nosso emprego” por mais enganosa que essa
afirmação possa ser e não havendo comprovação estatística.
E que bugalhos tem a ver gatinhos com
manipulação na internet?
Talvez já tenha algum dia se questionado sobre o efeito que as redes sociais tem em sua vida. Em algum momento talvez tenha desejado dar um tempo no perfil do Facebook, desativando-o, talvez até permanentemente. É mais ou menos sobre isso que Jaron Lanier, um cientista da computação, pioneiro e criador de um dos primeiros produtos de realidade virtual, fala em “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais” (Ed. Intrínseca, 2018).
E pra falar sobre redes sociais Lanier precisa falar sobre gatos.
Bem, não é muito difícil que encontremos memes e vídeos fofos sobre
gatos na internet e nas redes sociais. Na maioria das vezes, gatos não
são nada previsíveis, gerando os mais variados vídeos – engraçados e
surpreendentes. Seu comportamento rende assunto porque costumam ser
estranhos e ao mesmo tempo, peculiares. É difícil impor uma rotina de
treinamento à eles. Por mais que dê para se criar gatos em casa é
complicado domesticá-los.
Na contramão encontramos os cães: estes são criados para ser
obedientes, aceitam ser treinados, são previsíveis à ponto de
praticamente trabalharem para nós, humanos. Isso os torna leais e
confiáveis.
Lanier traça um paralelo entre gatos e cachorros na introdução de sua
obra. Diz que os gatos domesticaram a si mesmos. “Embora inteligentes,
os gatos não são uma boa escolha para quem quer um animal que aceite o
treinamento de maneira confiável. Basta assistir a um vídeo de circo de
gatos na internet: o mais comovente é que fica claro que os animais
estão decidindo se colocam em prática o truque que aprenderam, não fazem
nada ou saem andando em direção à plateia.”
O autor lembra-nos que os gatos não se entregaram à criação do mundo moderno e não se renderam aos treinamentos para condicioná-los ao adestramento. Ninguém os dominará, mesmo os seus próprios donos. Ao contrário dos cachorros que tem respeito, admiração e chegam a temer seus criadores.
https://youtu.be/pqgfmJ_DSgk
E nós? Quem somos nas redes sociais? Lernier faz uma
analogia entre seres independentes ou controláveis quando estão manuseando os
perfis nas mais variadas redes sociais da internet na vida.
Jaron nos indaga se estamos como um cachorro, condicionados ao algoritmo
imposto pelos engenheiros de dados de Mark Zuckerberg e cia, ou se como gatos,
levamos nossa vida independente do nosso comportamento digital. “Como permanecer
independente em um mundo onde você está sob vigilância contínua e é
constantemente estimulado por algoritmos operados por algumas das corporações
mais ricas da história, cuja única forma de ganhar dinheiro é manipulando o seu
comportamento? Como ser um gato, apesar disso tudo?”, questiona logo na
introdução.
E é assim que os engenheiros do caos por trás do controle dos algoritmos
querem a maioria dos usuários: cães manipuláveis prontos para atenderem os
anseios de grandes corporações ou partidos políticos. Não basta mais vender um
produto, o objetivo agora, é controlar hábitos que vão desde os costumes do
dia-a-dia até o seu voto.
Estarmos cientes disso, não vai fazer com que apaguemos nossas contas no
Facebook ou Instagram. O próprio Jaron explica que apesar do título alarmante
do seu livro, “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais” é
mais um alerta do que uma ordem, obviamente. Serve para refletirmos e usarmos
com mais parcimônia e cuidado a forma como utilizamos esse mundinho digital.
O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende fazer até o mês de abril, 27
encontros regionais em Goiás. A ação visa fortalecer as bases da legenda, com o
intuito de formar chapas para vereadores em diferentes localidades do estado.
Segundo o deputado federal, Rubens Otoni, a realização de encontros regionais é
o dever de casa para os próximos meses. O parlamentar entende que o partido
precisa primeiro capacitar aqueles que pretendem ser candidatos a vereador no
pleito de outubro.
“No nosso planejamento está previsto a realização de encontros regionais.
Vai se iniciar na última semana de fevereiro, coordenado pela presidente do
diretório estadual, Kátia Maria, serão feitos 27 encontros regionais em todo o
estado de Goiás, dialogando com as lideranças, preparando para a formação das
chapas de vereadores até abril. Nossa tarefa de casa são os encontros
regionais. Vamos aplicar cursos para capacitar os nossos candidatos que vão
participar do processo eleitoral”, explicou o parlamentar.
Não são
novas bolsas, mas as existentes que serão redistribuídas.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
divulga, na próxima semana, no site da autarquia, a relação
das bolsas a que terão direito os cursos de mestrado e doutorado em todo o
país. De acordo com o coordenador geral de Desenvolvimento Setorial e
Institucional da Diretora de Programas e Bolsas no País da Capes, Lucas
Salviano, ao todo 4,5 mil bolsas devem ser redistribuídas este ano.
Não se tratam de novas bolsas, mas de bolsas existentes que serão
redistribuídas de acordo com critérios estabelecidos pela Capes. Para
determinar quantas bolsas serão concedidas a estudantes de cada programa de
mestrado ou de doutorado, serão levados em consideração critérios como a nota
obtida pelo curso em avaliações conduzidas pela Capes, o número de estudantes
que concluíram o curso e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da
cidade onde o curso é ofertado.
Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação têm uma determinada
quantidade de bolsas de estudos. Se um bolsista conclui a pesquisa, a bolsa é
repassada para um novo bolsista do mesmo programa.
Agora, as bolsas não permanecerão, necessariamente, no mesmo programa. Essa
é a primeira vez que a autarquia define regras unificadas para a concessão de
bolsas. Um curso de mestrado ou doutorado poderá perder ou ganhar bolsas de
acordo com os critérios estabelecidos pela Capes. As bolsas estarão
disponíveis para serem distribuídas pelos cursos aos estudantes em março.
“A grande vantagem do modelo é ter critérios objetivos, claros. A concessão
será publicada no site da Capes, qualquer pessoa terá acesso à quantidade de
bolsas de cada programa apoiado. Até então, apenas a instituição era comunicada
da concessão, agora todos serão”, disse coordenador.
Distorções
Segundo Salviano, o modelo foi pensado para corrigir distorções. “A gente
identificou o que estamos chamando de distorções na distribuição de bolsas.
Cursos nota 3 [que é a mais baixa permitida para o funcionamento de um programa
de pós-graduação] com mais bolsas que cursos de excelência que são 6 e 7, que
são as melhores notas”, explicou Salviano. “Não consideramos justo cursos
que têm a nota mínima para funcionamento há mais de dez anos ficarem com bolsas
que poderiam estar sendo concedidas a cursos que estão melhorando de
nota”, acrescentou.
Neste ano, o novo modelo será aplicado apenas às bolsas que estão
desocupadas ou cuja previsão de conclusão de pesquisa seja para este ano. Os
estudantes que já são bolsistas seguirão recebendo o benefício normalmente.
Cursos que perderem bolsas pelo novo cálculo, mas que estiverem com as
bolsas ocupadas, permanecem com as bolsas até a conclusão das pesquisas, mas
não poderão ofertar o benefício a novos estudantes.
De acordo com Salviano, haverá uma transição para que os cursos não sejam
muito prejudicados. Os cursos poderão perder, no máximo, 10% das bolsas atuais.
Ou seja, se um programa tiver dez bolsas, poderá perder apenas uma, mesmo que o
cálculo aponte que ele deve perder cinco, por exemplo. Os cursos com melhor
desempenho poderão ganhar até 30% das bolsas atuais, ou seja, caso tenham 20
bolsas, poderão passar a ter, no máximo 26.
Revisão
De acordo com as portarias publicadas
nesta sexta-feira (21), os critérios valem até fevereiro de 2021.
Segundo Salviano, eles podem ser revistos após esse período. Para isso, a
autarquia conta com o apoio do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e
Pós-Graduação.
As regras valem para os Programa de Demanda Social (DS), Programa de
Excelência Acadêmica (Proex), Programa de Suporte à Pós-Graduação de
Instituições de Ensino Particulares (Prosup) e Programa de Suporte à
Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (Prosuc).
Por meio deles, a Capes concede 81,4 mil bolsas a estudantes de 5,7 mil
cursos de mestrado e doutorado, em todas as unidades da Federação. Atualmente,
os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil e os de doutorado, R$ 2,2
mil.
Edição: Fernando Fraga
Publicado em 22/02/2020 – 15:00 Por Mariana
Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro