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Projeção de crescimento do PIB em 2021 passa de 3,2% para 3,5%

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É o que revela Boletim Macrofiscal do Ministério da Economia

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 aumentou de 3,2% para 3,5%, ficando em R$ 8,42 trilhões, segundo dados do Boletim Macrofiscal de Maio, divulgado hoje (18), em Brasília, pelo Ministério da Economia. Os números mostram que a previsão de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano é de 5,05%, acima do centro da meta de inflação de 3,75% para o ano. A meta tem ainda intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Segundo o boletim, a projeção do PIB (a soma de todas as riquezas produzidas no país) para 2022 até 2025 é de 2,5%. A publicação diz, ainda, que o aumento da estimativa do PIB de 2021 se deve a uma melhora da expectativa do resultado econômico do primeiro trimestre de 2021, com um aumento esperado de 0,3% na margem do PIB com ajuste sazonal, “mesmo diante do aumento das regras legais de distanciamento e a despeito do fim do auxílio emergencial”.

Para o segundo semestre deste ano, o boletim afirma que, com o avanço da vacinação contra a covid-19, é esperada uma aceleração do setor de serviços. Entre outros pontos, destaca-se a ampliação da vacinação no país como um fator fundamental para a retomada da atividade econômica.

“Deve-se salientar que a incerteza nas estimativas atuais ainda permanece significativamente elevada. Ademais, as projeções da atividade para este e para os próximos anos tornam-se particularmente sensíveis à divulgação dos dados e ao desenrolar dos efeitos da covid-19 e do processo de vacinação, principalmente considerando os seus efeitos no PIB de longo prazo”, afirma.

Serviços em alta

O boletim também registra a performance dos diferentes setores da economia, registrando aumento na atividade do setor de serviços e na produção agrícola.

Ainda segundo a publicação, o setor de serviços tem apresentado recuperação em 2021 e está mais próximo do nível pré-crise econômica desencadeada pela pandemia do novo coronavírus, apesar de o segmento ter sido um dos mais impactados. Inclusive com maior dificuldade de retorno em razão das medidas restritivas de deslocamento e de isolamento social.

“Mesmo assim, observa-se que o setor de serviços cresceu 2,8% no 1T21 [primeiro trimestre de 2021] em relação ao trimestre anterior (com ajuste sazonal). Na análise interanual, o setor ainda apresenta recuo de 0,8% ante mesmo trimestre do ano anterior. O carregamento estatístico para o ano de 2021 é de alta de 6,2%”, diz o boletim.

Quanto à produção agrícola é esperado um novo recorde na safra de grãos em 2021, com estimativa de alta de 4,1% em relação à safra de 2020. Esse desempenho resulta em 264,5 milhões de toneladas (aumento de 10,3 milhões de toneladas), com destaque para aumento da safra de soja e de trigo.

Entretanto, os dados mostram que a produção industrial apresentou um recuo de 0,4% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior (com ajuste sazonal).

A indústria de transformação registrou queda de 0,6%, enquanto a indústria extrativa cresceu 0,8%. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2020, a produção industrial apresentou crescimento de 4,3% no trimestre, com queda de 2,1% na indústria extrativa, enquanto a indústria de transformação teve alta de 5,2% e os insumos típicos da construção civil, 15,4%.

O comércio varejista também apresentou uma diminuição na sua recuperação em 2021, interrompendo o forte retorno das vendas observado no fim de 2020. No primeiro trimestre de 2021, as vendas no varejo restrito recuaram 4,3% em relação ao trimestre anterior (com ajuste sazonal).

Por sua vez, o varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, caiu 3,9%, com recuo 20,0% para veículos e motos, e de 3,7% para materiais de construção. Frente ao primeiro trimestre de 2020, as vendas no varejo restrito caíram 0,6%, enquanto no ampliado cresceram 1,4%.

Inflação

O Boletim Macrofiscal de Maio aponta, ainda, para uma expectativa na taxa de inflação de 5,05% ao ano. Apesar de o valor estar acima da meta de inflação de 3,75%, ele se encontra dentro do intervalo de tolerância. Já para o próximo ano, a projeção do IPCA [a inflação oficial do país] converge para o centro da meta a partir de 2022, que é de 3,5%. Em 2023, a meta é de 3,25%.

Os dados mostram que o IPCA de abril, último mês divulgado, foi de 0,31%, ficando 0,62 ponto percentual abaixo da taxa de março (0,93%). Em 12 meses, o índice acumula alta de 6,76%.

“A evolução do IPCA ao longo do ano de 2020 mostra que a inflação acumulada em 12 meses do grupo Alimentação no Domicílio, após atingir um valor mínimo de 5,1% em março de 2020, acelerou até alcançar o pico em novembro de 2020, quando atingiu 21,1%, e fechou o ano em 18,2%. No dado mais recente, no acumulado em 12 meses, encontra-se em 15,55% (abril de 2021)”, diz o boletim.

O documento destaca, ainda, que os preços dos serviços contribuíram positivamente para a inflação acumulada em 12 meses, uma vez que a elevada ociosidade da economia contribui para manter a variação do preço baixa e estável neste setor.

Publicado em 18/05/2021 – 11:04 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Kleber Sampaio

Conflito entre Hamas e Israel tem sinais de redução após apelos de paz

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Israel, no entanto, disse que ofensiva vai continuar

Os combates na fronteira entre Israel e o grupo palestino Hamas pareceram diminuir um pouco nesta terça-feira (18), sem mortes registradas em Gaza pela primeira vez desde o início das hostilidades, em 10 de maio, e menos ataques com foguetes palestinos de longo alcance.

Um apelo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, nessa segunda-feira, em apoio a um cessar-fogo, pareceu passar despercebido. Israel disse que continuará, por enquanto, com uma ofensiva para destruir a capacidade das facções armadas do Hamas e da Jihad Islâmica, acrescentando que os ataques com foguetes continuam.

Os EUA e outras potências mundiais têm pressionado pelo fim da escalada mais violenta do conflito em anos, na qual autoridades de Gaza afirmam que 212 palestinos, incluindo 61 crianças e 36 mulheres, foram mortos.

Hoje, não houve nenhuma notícia imediata de baixas israelenses. Dez pessoas foram mortas em Israel, incluindo duas crianças, em ataques anteriores de foguetes ou mísseis palestinos.

Em sinal de uma possível disseminação da violência para outras partes, os militares israelenses disseram que suas tropas mataram um palestino que tentou atacá-los com uma arma e explosivos improvisados na Cisjordânia ocupada e que derrubaram um drone perto da fronteira com a Jordânia. 

Greves gerais foram realizadas nesta terça-feira em Jerusalém Oriental, cidades árabes dentro de Israel e na Cisjordânia ocupada por Israel, com postagens nas redes sociais exibindo uma bandeira palestina e pedindo solidariedade “do mar ao rio”.

O Hamas começou seu ataque com foguetes na segunda-feira passada, após semanas de tensão sobre um processo judicial para despejar várias famílias palestinas em Jerusalém Oriental e em retaliação aos confrontos da polícia israelense com os palestinos perto da Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, durante o período do muçulmano sagrado do Ramadã.

Publicado em 18/05/2021 – 11:08 Por Nidal al-Mughrabi, Dan Williams e Stephen Farrell – Repórteres da Reuters – Gaza e Jerusalém

CPI da Pandemia vai pedir que PF apure ameaças recebidas por senadores

Solicitação foi feita pelo vice-presidente da comissão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado vai encaminhar à Polícia Federal (PF) cópias de ameaças e xingamentos feitos nas últimas semanas a parlamentares que integram o colegiado.

A solicitação de encaminhamento do conteúdo – que tem chegado aos senadores via WhatsApp ou redes sociais – para providências foi feita nesta terça-feira (18) pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues ( Rede-AP).

“Presidente [Omar Aziz], acabamos de oficializar a Vossa Excelência que alguns colegas desta Comissão Parlamentar de Inquérito – eu creio que não devam ser todos – têm recebido nas suas comunicações pessoais, têm recebido no seu WhatsApp, e de diversas formas, diferentes tipos de ameaças, o que me parece ser claramente uma ação coordenada”, afirmou o senador.

Ao acatar o pedido, o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), disse que as ameaças têm sido frequentes. “Isso daí está virando uma rotina, mas o papel nosso é continuar trabalhando aqui”, avaliou Aziz.

Hoje a comissão está ouvindo o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo. Os requerimentos de convocação foram apresentados pelos senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que querem explicações sobre a condução da diplomacia brasileira durante a crise sanitária provocada pela covid-19.

Publicado em 18/05/2021 – 11:26 Por Karine Melo – Repórter Agência Brasil – Brasília

Edição: Valéria Aguiar

País comemora o Dia Internacional dos Museus com programação especial

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O tema deste ano é o futuro das instituições

Programação especial para comemorar o Dia Internacional de Museus, celebrado hoje (18),  já está disponível para o público de todo o país. As atividades fazem parte da 19ª Semana Nacional de Museus, que conta com a mobilização de instituições museológicas de vários estados. O tema deste ano é O futuro dos museus: recuperar e reimaginar. As atrações prosseguem até o dia 23 de maio.

Serão realizadas, entre outras atividades, palestras, exibição de filmes, contação de histórias, oficinas, shows musicais e rodas de conversa. 

“O tema propõe a reflexão sobre o futuro dos museus. Reimaginar um futuro para os museus significa não apenas dialogar com os avanços tecnológicos e os recursos e ferramentas deles advindos, mas também compreender como afetam a maneira de ser e de estar no mundo”, informou, em nota, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Informações sobre a 19ª Semana Nacional de Museus podem ser acessadas por meio do site do programa, por regiões, cidades e instituições participantes. Basta escolher a região e a cidade de interesse.

O formato busca rápida permite ao usuário encontrar atividades por estado, cidade, museu ou palavra-chave. Para esclarecer dúvidas também é possível escrever para o site.

Publicado em 18/05/2021 – 12:28 Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Edição: Maria Claudia

Ernesto Araújo diz à CPI da Pandemia que não houve atritos com a China

Ex-chanceler é o sétimo a prestar depoimento ao colegiado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado ouve, nesta terça-feira (18), o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, sétimo a falar ao colegiado. Desde as 9h30 da manhã Araújo tem respondido a perguntas sobre a condução da diplomacia brasileira durante a pandemia, com foco na relação do Brasil com a China e nas negociações para compras de vacina.

O ex-ministro negou que tenha causado qualquer atrito com a China “antes ou durante a pandemia” e que isso tenha dificultado a aquisição de vacinas para o Brasil. “Não entendo nenhuma declaração que eu tenha feito em nenhum momento como antichinesa. Houve determinados momentos em que, como se sabe, por notas oficiais, o Itamaraty, eu tomei a decisão, nós nos queixamos de comportamentos da Embaixada da China ou do embaixador da China em Brasília, mas não houve nenhuma declaração que se possa qualificar como antichinesa. Não há nenhum impacto de algo que não existiu”, declarou.

Segundo Ernesto Araújo, o Itamaraty acompanhou os trâmites burocráticos dos insumos para as vacinas, mas não foi identificada nenhuma correlação entre atraso dos insumos e declarações do governo brasileiro.

Saída do governo

Ao falar de sua saída do posto de chanceler brasileiro, ocorrida em março deste ano, o diplomata disse que o fato não teve qualquer relação com a questão das vacinas. “Certamente não foi a questão de vacinas, como foi falado. O presidente manifestou que havia surgido, a partir de determinados fatos, dificuldades que poderiam dificultar o relacionamento, especificamente com o Senado e diante disso me pediu que colocasse a disposição o cargo, o que eu fiz”, afirmou.

Araújo afirmou que ainda em 2020 o Ministério das Relações Exteriores (MRE) já havia instruído postos diplomáticos brasileiros a prospectar estudos no exterior, sempre em parceria com a pasta da Saúde, com a qual tinha bom relacionamento, seja a gestão de Luiz Henrique Mandetta, sejam as de Nelson Teich e Eduardo Pazuello.

Estados Unidos

Perguntado se declarações do governo brasileiro mal recebidas pela China tinham a ver com um alinhamento à política internacional norte-americana de Donald Trump, Ernesto Araújo disse que não. Ainda sobre o governo Trump, disse que o que houve foi uma “aproximação”, mas que a relação não trouxe benefícios à imunização de brasileiros visto que os Estados Unidos proibiram a exportação de vacinas.

De acordo com Araújo, com Joe Biden na Presidência dos Estados Unidos, houve mudança de ênfase por parte do governo americano, mas havia contato estreito e frutífero com o novo governo, para rearmar a relação a partir das novas prioridades do governo americano.

Cloroquina

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) pediu explicações ao diplomata sobre a aquisição de hidroxicloroquina pelo governo brasileiro. O ex-ministro disse que em março de 2020 havia uma expectativa de que houvesse eficácia com o uso da cloroquina, não só no Brasil, mas no mundo. “Os estoques de cloroquina baixaram e ajudamos a viabilizar. É um remédio necessário, usado para outras doenças crônicas, e o estoque havia baixado”, explicou.

Covax Facility

Sobre a decisão do Brasil de obter o equivalente a 10% da população brasileira de doses de vacinas pelo consórcio internacional Covax Facility – iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o fornecimento de imunizantes para o mundo –, o diplomata relatou que houve uma reunião na Casa Civil para analisar a entrada do Brasil no grupo. Segundo Araújo, partiu do Ministério da Saúde a decisão sobre a porcentagem de doses, que poderia ter sido de até 50%.

“Jamais fui contra [o consórcio internacional], o Itamaraty esteve atento desde abril de 2020, assim que o Covax tomou forma, em julho, assinei carta para o gestor do consórcio dizendo que o Brasil tinha interesse em entrar. O contrato ficou pronto em setembro e assinamos naquele momento”, disse Araújo. O contrato resultou na aquisição de 2,9 milhões de doses de vacinas para os brasileiros.

Publicado em 18/05/2021 – 12:30 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Juliana Andrade

UFG firma parceria para implantar polo em Anápolis

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A Universidade Federal de Goiás (UFG) firmou parceria para a instalação de espaço de laboratórios avançados de tecnologia, extensão de cursos de pós-graduação e implantação de um polo no Centro de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia (CEITec) de Anápolis.

O espaço vai abrigar, além de startups, salas das universidades e espaços compartilhados de trabalho (coworking).

Segundo o prefeito Roberto Naves, o acordo com a UFG eleva o nível do CEITec. “Com a UFG aqui, vamos expandir isso. Teremos mais tecnologia, gestão e transparência”, destacou. Outras parcerias que entraram na pauta foram a extensão dos cursos de MBA, mestrado e doutorado da UFG em Anápolis, além de pesquisas nas áreas de inteligência artificial, tecnologia, logística e gestão.

Para o reitor Edward Madureira, a proposta da instituição é colocar a serviço da sociedade tudo que é produzido dentro da universidade. Ao detalhar algumas pesquisas desenvolvidas em suas unidades, ele sugeriu ações que podem ser realizadas de imediato no CEITec, além de convidar a Prefeitura de Anápolis para conhecer os polos de desenvolvimento no campus, em Goiânia.

Publicado por Diário de Goiás

Lara avalia desafios da próxima gestão da OAB-GO; Entidade tem 40% de inadimplência

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Um dos nomes que tem pavimentado a pré-candidatura para presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Goiás (OAB-GO), o advogado Rafael Lara, que se coloca na situação e sucessor do atual mandatário, Lúcio Flávio de Paiva, disse em entrevista ao Diário de Goiás que o próximo presidente da Ordem terá “dificuldades infinitas”. Ele avalia, no entanto, que o momento é de “conversas” e compreender melhor o cenário antes de entrar, de fato, para a campanha.

O presidente eleito enfrentará desafios naturais e que qualquer outra categoria tem experimentado. Terá diante a continuidade da crise pandêmica e como nortear a Ordem no período pós-Covid-19. Além de tudo, terá de administrar uma alta taxa de inadimplência entre os advogados, que chega a 40% nas anuidades da OAB. “O índice é alto, mas não é Goiás. É o Brasil. É uma realidade nacional, e nós temos que nos enxergar e nos preparar para essa advocacia que vai enfrentar esse problema de frente pós-pandemia e buscar elementos para ajudar a advocacia a sair desse momento difícil. Resgatar social e economicamente o que a gente perdeu em razão da pandemia. Muito em breve a gente terá o retorno dos índices de adimplência para os índices históricos entre 20 e 30%”, reforçou.

Lara destaca os desafios “infinitos” que o advogado tem diante a profissão. “Dificuldades são infinitas. Eu não tenho só ouvido dificuldades. Eu tenho vivido bastante dificuldades. Sou um advogado militante. Todos os dias eu estou no escritório, faço audiência, faço sustentações orais, tenho dificuldades de despachar com juízes, desembargadores, como toda a advocacia está enfrentando”, pontua. Mas destaca estar preparado para enfrentá-los. “Estamos atentos e trabalhando para solução desses problemas. E vamos trabalhar cada vez mais, vamos melhorar cada vez mais”, pontuou.

Surgimento de novas candidaturas, até mesmo, vindas do seu próprio grupo? Não preocupa. Faz parte do processo eleitoral. “É absolutamente legítima e normal. Temos uma presença majoritária do atual grupo da situação”, conclui.

Conselheiro da OAB e doutorando em Direitos Humanos, Lara quer dar continuidade ao que avalia ter sido uma boa gestão do atual presidente Lúcio Flávio de Paiva. “O momento é de realizar e olhar para tudo o que foi feito durante a gestão e valorizá-la. Eu, como pré-candidato, estou ouvindo a advocacia e construindo bandeiras dentro daquilo que a gente já vem fazendo para continuarmos mudando e seguindo em frente”, destaca.

Veja os principais destaque da entrevista com o advogado e pré candidato da OAB-GO Rafael Lara:

CEDO PARA FALAR EM PRÉ-CAMPANHA

Na verdade tá muito cedo para a pré-campanha. Para tudo, apesar de eu ser pré-candidato ainda somos gestão da OAB e estamos trabalhando muito. Nessa fase inicial, em que eu estou apontado como sucessor do nosso atual presidente da OAB, o nosso grande líder, Lúcio Flávio, tenho conversado com as lideranças, conversado com diversos advogados classistas e que tem um compromisso com a advocacia e que querem ver a advocacia progredir. Então a gente está se resumindo a conversar com as pessoas, uma vez que não é hora de fazermos sequer pré-campanha.

VALORIZAR FEITOS DA GESTÃO DE LÚCIO FLÁVIO 

A gente tá num momento ainda que estamos construindo efetivamente a gestão. O presidente Lúcio, sequer chegou a 2 anos e meio de gestão. O momento é de realizar e olhar para tudo o que foi feito durante a gestão e valorizá-la. Eu, como pré-candidato, estou ouvindo a advocacia e construindo bandeiras dentro daquilo que a gente já vem fazendo para continuarmos mudando e seguindo em frente. É um momento muito delicado da advocacia em decorrência de algo que era inesperado para todo o mundo que é a pandemia. Nós precisamos de uma Ordem que olhe de forma mais carinhosa, ainda mais carinhosa do que já vinha olhando, em razão desse momento que é a advocacia pós-pandemia. Mas também de uma OAB  que seja modernizada e acompanhe as mudanças que a advocacia teve durante essa pandemia. Precisamos caminhar ao lado da advocacia com as inovações tecnológicas. A gente precisa caminhar ao lado da advocacia preparando a todos e trabalhando junto ao judiciário para que as novas tecnologias não substituam as pessoas, não substituam o contato direto com o magistrado, com a escrivania. Coisas que vão ser desafios para a próxima gestão quando essa pandemia passar. Também, precisamos e estamos muito atentos que a gente tem que continuar combativos e presentes com as demandas da advocacia junto ao judiciário e as prerrogativas ampliando aquilo que já vem sendo feito, tanto no sentido de regionalizar trazendo uma presença maior da Procuradoria de Prerrogativas no interior do estado de Goiás e na capital com diversos desafios que surjam e geram temas que não estavam sendo enfrentados mas que aparecem em razão da pandemia e viram novos desafios para uma nova gestão da Ordem.

RESGATE DAS FINANÇAS DA ORDEM

Nós temos muito orgulho de que conseguimos resgatar, inclusive moralmente, as finanças da Ordem. Em que tese, nós temos quase 45% de inadimplência das anuidades, em razão desse momento delicado que a advocacia está passando, a gente pode olhar para as finanças da Ordem e dizer que estamos mantendo de forma saudável e como exemplo eu cito as subseções, que recebem repasses mensais e que mesmo com as finanças em situação muito complicado em situação de inadimplÊncia, todas as subseções do estado de Goiás estão recebendo seus repasses de duodécimos rigorosamente em dia, o que não acontecia nas gestões anteriores do presidente Lúcio Flávio. Nas gestões anteriores existia um critério de repasses de duodécimos para subseções que definia entre subseções amigas e subseções não-amigas da seccional escolhendo qual seria a advocacia que receberia retorno enquanto nós temos sistemas impessoais, igualitárias e com métricas objetivas de repasse e repito: absolutamente em dia com as subseções.

INADIMPLÊNCIA NA OAB-GO

O índice é alto, mas não é Goiás. É Brasil. É uma realidade nacional, e que nós temos que nos enxergar e nos preparar para essa advocacia que vai enfrentar esse problema de frente pós-pandemia e buscar elementos para ajudar a advocacia a sair desse momento dificil. Resgatar social e economicamente o que a gente perdeu em razão da pandemia. Muito em breve a gente terá o retorno dos índices de adimplÊncia para os índices históricos entre 20 e 30%.

DIFICULDADES

Dificuldades são infinitas. Eu não tenho só ouvido dificuldades. Eu tenho vivido bastante dificuldades. Sou um advogado militante. Todos os dias eu estou no escritório, faço audiência, faço sustentações orais, tenho dificuldades de despachar com juízes, desembargadores, como toda a advocacia está enfrentando. Eu vejo a advocacia sem acesso suficiente a determinadas escrivanias e secretarias, com acessos remotos e e-mails que eventualmente não são respondidos a tempo e a hora. A advocacia está podendo contar com a OAB para trabalhar com isso, então a gente tem estado bastante presente e precisa estar mais presente para que naquelas escrivanias e juízos específicos que não tem atendido a advocacia no tempo e hora necessários, que possamos melhorar nisso. Percebo também desafios tecnológicos e estruturais com velocidade de internet e oscilação de internet que temos na sociedade. Independente, de cidades, algumas até com estrutura bem precária, inclusive. E essa realização de audiências, onde os clientes estão, os advogados e testemunhas, estão, de forma virtual tem sido um desafio grande. São problemas que surgiram em decorrência da pandemia. Estamos atentos e trabalhando para solução desses problemas. E vamos trabalhar cada vez mais, vamos melhorar cada vez mais. 

OUTROS PRÉ-CANDIDATOS

É absolutamente legítima e normal. Temos uma presença majoritária do atual grupo da situação. Toda a diretoria, a maioria do Conselho caminhando conosco para essa futura pré-candidatura que a gente tem pela frente e eventualmente aqueles que entendem que devem e que buscam por alguma questão pessoal ou motivo específico se lançar candidato, eu vejo isso com muita naturalidade e legitimidade, da mesma forma que eventuais candidatos surjam de dentro de um grupo que está na atual situação o que é absolutamente normal, o grupo se renova e oxigena, nós percebemos muito mais pessoas de fileiras que antes eram oposição e agora caminham conosco, vemos pessoas que não se interessavam pela Ordem e agora se interessam, e vemos uma advocacia jovem com muita vontade de fazer acontecer nos acompanhando nesse processo. 

Publicado por Altair Tavares em Diário de Goiás

(Com edição de Domingos Ketelbey)