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Professores receberão capacitação para ensinar educação financeira

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Cerca de 25 milhões de alunos e 500 mil professores serão beneficiados

Uma parceria firmada entre o Ministério da Educação (MEC) e a Comissão de Valores Imobiliários (CVM) qualificará cerca de 500 mil professores da rede pública em educação financeira. Segundo o MEC, os cursos terão início em julho e farão parte do currículo continuado de formação de professores da rede básica, tanto em escolas públicas quanto particulares.

Os cursos de formação – que terão duração de 40 horas-aula – serão feitos na modalidade ensino a distância (EaD) e visam a auxiliar educadores a incentivar práticas de saúde financeira e empreendedorismo em jovens.

De acordo com dados do Ministério da Educação, o Brasil tem atualmente 2,3 milhões de professores nos ensinos básico e fundamental. A estimativa do ministério é atingir pelo menos 25% desses profissionais.

Os conhecimentos sobre educação financeira, no entanto, não farão parte de uma nova disciplina, e serão incorporados à grade curricular já existente de forma complementar ao ensino das matérias já adotadas. 

Segundo nota publicada pela CVM, a responsabilidade da infraestrutura de aprendizagem do curso ficará por conta da entidade, que desenvolverá a plataforma digital de ensino. Ao Ministério da Educação caberá engajar os professores e divulgar a plataforma, além de articular a inclusão do conhecimento nas escolas.

Edição: Graça Adjuto

Publicado em 16/06/2021 – 08:30 Por Agência Brasil – Brasília

China envia esta semana primeiros astronautas para sua nova estação

Dois participaram de missões anteriores e o terceiro vai pela 1ª vez

A China planeia enviar nesta quinta-feira (17) os três primeiros membros de uma tripulação para a nova estação espacial construída pelo país, informou hoje (16) a agência espacial chinesa.

Dois dos astronautas participaram de missões anteriores, enquanto o terceiro vai para o espaço pela primeira vez, disse aos jornalistas o diretor assistente da Agência Espacial Tripulada da China, Ji Qiming, no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste do país.

A seção principal da estação Tianhe, ou Harmonia Celestial, foi lançada em órbita em 29 de abril.

Os três homens que vão partir para a estação espacial planejam permanecer por um período de três meses, para realizarem caminhadas no espaço, trabalho de manutenção e experiências científicas.

Os astronautas vão viajar na nave Shenzhou-12, lançada pelo foguete Longa Marcha-2F Y12.

Trata-se da terceira de 11 missões previstas até o final do próximo ano pela China, para construir e manter a estação espacial e enviar tripulantes e suprimentos. Mais dois módulos da estação devem ser lançados no próximo ano.

Trata-se da primeira missão chinesa tripulada em cinco anos. A China enviou 11 astronautas para o espaço desde que se tornou o terceiro país a fazê-lo, em 2003. Todos eles eram pilotos do Exército de Libertação Popular, o braço militar do Partido Comunista Chinês.

Embora a primeira tripulação do Tianhe seja toda masculina, as mulheres vão integrar futuras tripulações, disseram as autoridades.

O Tianhe baseia-se na experiência adquirida pela China ao operar duas estações espaciais experimentais no início do seu programa espacial.

Astronautas chineses passaram 33 dias na segunda das estações anteriores, fizeram uma caminhada no espaço e deram aulas de ciência que foram transmitidas para estudantes de todo o país.

A China pousou uma sonda, a Tianwen-1, em Marte no mês passado, que transportava um rover – veículo de exploração espacial.

Nos últimos anos, a China também trouxe amostras lunares, as primeiras do programa espacial de qualquer país desde os anos 70, e pousou uma sonda e um rover no lado oculto da lua.

Pequim não participa da Estação Espacial Internacional, em grande parte devido às preocupações dos Estados Unidos com a falta de transparência do programa chinês e às suas relações com as Forças Armadas.

Espera-se que missões científicas estrangeiras e possivelmente astronautas estrangeiros visitem a estação chinesa no futuro. Depois de concluído, o Tianhe vai permitir estadias de até seis meses, semelhante à muito maior Estação Espacial Internacional.

A estação chinesa deverá ter durabilidade de 15 anos, enquanto a Estação Espacial Internacional está chegando ao fim de seu período útil.

Publicado em 16/06/2021 – 08:58 Por RTP – Pequim

Agência mantém barragem da Vale em Mariana em nível 2 de emergência

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ANM fez vistoria técnica para analisar risco de rompimento

Após vistoria técnica, a Agência Nacional de Mineração (ANM) decidiu manter a barragem Xingu, localizada na mina Alegria, em Mariana (MG) e operada pela Vale, em nível de 2 de emergência. Com isso, a estrutura permanece na mesma situação decretada em setembro o ano passado.

A fiscalização foi feita ontem após pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Mariana, para verificar se há risco de rompimento.

A classificação de nível 2 ocorre quando a barragem tem uma anomalia classificada como “não controlada” ou “não extinta”, necessitando de novas inspeções. O nível 3 é decretado quando há o risco de “ruptura iminente ou que está ocorrendo”.

De acordo com o chefe da Divisão de Segurança de Barragens de Mineração da ANM, em Minas Gerais, Claudinei Cruz, a inspeção realizada pelos técnicos da agência reguladora não constatou alterações na estrutura da barragem, o que levou à decisão de manter o nível 2.

“Fizemos vistoria em campo e uma reunião interna com a empresa, onde ela apresentou toda a documentação da barragem. Foi verificado que o status da barragem não teve muita modificação em relação a setembro do ano passado, quando estivemos aqui. Portanto, não houve mudanças nos parâmetros da barragem e, assim, ela continua no nível 2 emergência”, afirmou Cruz.

Interditada pela ANM desde março de 2020, a barragem do Xingu não recebe rejeitos de minério de ferro há mais de 20 anos. Entretanto, alguns trabalhadores ainda executavam atividades no local.

No dia 4 de junho, a mineradora paralisou a operação de trens que circulam em um dos ramais da Estrada de Ferro Vitória a Minas. A medida foi adotada em atendimento à decisão do Ministério da Economia, através da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), que determinou a interdição de atividades em áreas próximas à barragem Xingu.

Os fiscais da superintendência afirmaram “grave e iminente risco de ruptura por liquefação” da barragem. Um desastre de tal magnitude, segundo a superintendência, poderia causar um soterramento de trabalhadores na cidade já castigada por um rompimento de barragem da Samarco em 2015, com a morte de 19 pessoas.

Em nota, a Vale reiterou que não houve alterações nas condições ou nível de segurança da barragem e afirmou que não existe risco iminente de ruptura da barragem de Xingu. A empresa disse ainda que suspendeu o acesso de trabalhadores e a circulação de veículos na zona da inundação da barragem Xingu, sendo permitidos apenas acessos imprescindíveis para estabilização da estrutura, com rigoroso protocolo de segurança.

“A barragem Xingu é monitorada e inspecionada continuamente por equipe técnica especializada e está incluída no plano de descaracterização de barragens da companhia. A Zona de Autossalvamento (ZAS) da Barragem Xingu permanece evacuada”, disse a empresa, em nota publicada na última quinta-feira (10).

A Vale também disse que “em conformidade com o termo de interdição da Superintendência Regional do Trabalho”, está adotando medidas para continuar a garantir a segurança dos trabalhadores, de modo a permitir a retomada das atividades.

Edição: Maria Claudia

Publicado em 16/06/2021 – 10:33 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

IBGE atualiza limites de municípios no mapa da Amazônia Legal

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Atualmente, nove estados compõem a Amazônia Legal

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (16) o novo mapa da Amazônia Legal para 2020, com base na atualização da Malha Municipal. As alterações em relação ao mapa anterior ocorreram nos municípios internos à região, sem mudanças nas divisas dos estados e das fronteiras internacionais.

Segundo o IBGE, no mapa constam as divisas estaduais, limites municipais e posições das sedes das cidades, informações que auxiliam a compreensão da dinâmica urbana e da infraestrutura logística de integração regional.

Atualmente, a Amazônia Legal ocupa 5.015.068,18 quilômetros quadrados (km²), correspondentes a cerca de 58,9% do território brasileiro, de  8.510.295,914 km².

“As maiores mudanças em relação a 2019 foram em municípios internos à Amazônia Legal. Por exemplo, no Mato Grosso, o município de Várzea Grande teve mudanças em seu território, mas sem que isso alterasse a área total em questão”, disse, em nota, o cartógrafo do IBGE Diogo Nunes.

Atualmente, nove estados compõem a Amazônia Legal: Acre (22 municípios), Amapá (16), Amazonas (62), Mato Grosso (141), Pará (144), Rondônia (52), Roraima (15), Tocantins (139) e parte do Maranhão (181 municípios, dos quais 21 foram parcialmente integrados), com um total de 772 municípios. O Maranhão é o estado com o maior número de municípios na área e tem 79,3% do seu território, ou 261.350,785 km² integrados à Amazônia Legal.

“A atualização do recorte territorial da Amazônia Legal serve como referência para a agregação de informações estatísticas e geocientíficas, contribuindo para a consolidação de uma base de informações de apoio ao planejamento regional e viabilizando o acompanhamento dos objetivos de redução das desigualdades sociais e regionais e de desenvolvimento sustentável”, explica o IBGE.

Instituída por lei em 1953, a Amazônia Legal define a delimitação geopolítica da região para efeito de planejamento social e econômico da região. “O governo federal é o responsável pela demarcação da Amazônia Legal, cabendo ao IBGE a divulgação espacial dessa região”, disse o cartógrafo Nunes.

Edição: Fernando Fraga

Publicado em 16/06/2021 – 10:58 Por Agência Brasil – Rio de Janeiro

Covid-19: ministério recebe do Butantan 1 milhão de doses de vacina

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Butantan vai acelerar produção de mais 10 milhões de doses

O Instituto Butantan entregou hoje (16) ao Ministério da Saúde um lote de um milhão de doses da vacina CoronaVac contra covid-19. Essa remessa é parte das 5 milhões de doses previstas para serem liberadas ao longo do mês de junho para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). As doses entregues hoje já contemplam o segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde, de 54 milhões de vacinas. O primeiro, de 46 milhões, foi cumprido no dia 12 de maio.

O novo lote de 5 milhões de doses está sendo produzido a partir dos 3 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) recebidos no dia 5 de maio. Desse total, já houve a liberação de 2,8 milhões de vacinas desde o dia 11, quando foram entregues 800 mil doses e, no dia 14, mais 1 milhão. 

Segundo informações do Instituto Butantan, o envase da matéria-prima foi iniciado no dia 27 e terminou na madrugada do dia 30. Parte das doses já envasadas está em outras etapas do processo produtivo, como inspeção de controle de qualidade. O Butantan informou, ainda, que até o fim de junho receberá um novo lote de 6 mil litros de IFA para a produção de mais 10 milhões de doses.

Ainda de acordo com o Butantan, com a entrega de hoje, já foram fornecidas ao PNI  50,012 milhões de doses desde 17 de janeiro, quando o uso emergencial do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Edição: Kleber Sampaio

Publicado em 16/06/2021 – 11:15 Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Israel desafia trégua e ataca localizações do Hamas em Gaza

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Foi o 1º ataque desde que um cessar-fogo encerrou 11 dias de conflito

Um avião israelense atingiu localizações do Hamas, em Gaza, nesta quarta-feira (16), após balões incendiários serem lançados do enclave palestino. Foi o primeiro ataque desde que um frágil cessar-fogo encerrou 11 dias de conflitos no último mês.

A violência é um teste para o governo do novo primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, cuja coalizão chegou ao poder no domingo (13) com a promessa de focar em questões socioeconômicas e evitar escolhas sensíveis de políticas em relação aos palestinos.

Uma trégua mediada pelo Egito, que interrompeu os conflitos entre Israel e militantes de Gaza, não parece imediatamente ameaçada pela explosão. Os ataques aéreos de Israel durante a noite deram lugar à calmaria de manhã.

Não houve relatos de mortes em qualquer um dos lados.

A violência ocorre depois de uma marcha de nacionalistas judeus em Jerusalém Oriental nessa terça-feira, que havia atraído ameaças de ação por parte do Hamas, o grupo militante no comando de Gaza.

O Exército israelense disse que sua aeronave atacou complexos armados do Hamas na cidade de Gaza, na cidade de Khan Younis, ao sul, e estava pronto para qualquer cenário, incluindo novos conflitos, diante dos contínuos atos terroristas que procedem de Gaza.

Segundo o Exército, os ataques foram resposta ao lançamento de balões carregados com materiais incendiários, que, segundo o Corpo de Bombeiros, causou 20 incêndios em comunidades próximas à fronteira com Gaza.

Um porta-voz do Hamas, confirmando os ataques de Israel, disse que os palestinos continuariam a buscar sua “resistência corajosa e a defesa dos seus direitos e locais sagrados” em Jerusalém.

Analistas sugerem que o Hamas se absteve de atirar foguetes no momento da marcha e depois dos ataques de Israel, para evitar escaladas de violência em Gaza, que foi devastada pelos bombardeios aéreos de maio.

“(O cessar-fogo) é muito frágil. A calmaria do momento pode dar aos egípcios a chance de tentar consolidá-la”, disse Talal Okal, um analista em Gaza.

De acordo com a Rádio do Exército de Israel, o país havia informado mediadores egípcios que o envolvimento direto do Hamas no lançamento dos balões colocaria em risco negociações de uma trégua de longo prazo. Autoridades israelenses não confirmaram a informação.

Horas antes dos ataques noturnos, milhares de israelenses com bandeiras se reuniram em torno do Portão de Damasco, na Cidade Velha de Jerusalém, antes de se dirigirem ao sagrado Muro Ocidental do Judaísmo, atraindo raiva e condenação de palestinos.

* Reportagem adicional de Dan Williams

Publicado em 16/06/2021 – 11:23 Por Nidal al-Mughrabi e Rami Ayyub* – Repórteres da Reuters – Gaza e Telaviv

Japão decidirá este mês se permitirá público local na Olimpíada

Especialistas aprovam público máximo de 10 mil espectadores em eventos

O Japão decidirá este mês se permitirá público local na Olimpíada de Tóquio, afirmou o principal porta-voz do governo nesta quarta-feira (16), após especialistas aprovarem um plano para liberar público de até 10 mil pessoas nos eventos.

A decisão final sobre o público nos Jogos será tomada levando em conta as condições de infecção do novo coronavírus (covid-19) e a prevalência de variantes, afirmou o ministro-chefe do Gabinete, Katsunobu Kato, a repórteres.

O ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura, disse que especialistas sanitários concordaram com o plano do governo que permitiria até 10 mil espectadores ou 50% da capacidade da arena, o que for menor, durante os eventos.

Torcedores estrangeiros já foram proibidos na Olimpíada que começa em 23 de julho, parte de medidas planejadas para realizar o que o governo japonês as autoridades olímpicas prometeram ser Jogos “seguros”.

Organizadores em Tóquio podem ter inveja da Eurocopa, com dezenas de milhares de torcedores se reunindo em estádios ao redor do continente europeu ao longo do espetáculo que dura um mês.

Nesta terça-feira (15), a capacidade máxima de 67 mil pessoas viu a Hungria estrear na Euro 2020 contra Portugal. Outros países estão permitindo públicos variados, com até 45 mil pessoas esperadas nas duas semifinais e na decisão de 11 de julho no estádio Wembley de Londres.

A Olimpíada já foi adiada em um ano, entre preocupações sobre como os organizadores conseguiriam manter voluntários, atletas, autoridades e o público japonês em segurança quando os Jogos começarem, após uma quarta onda de infecções.

Tóquio, Osaka e outras oito prefeituras permanecem sob estado de emergência que deve acabar em 20 de junho.

Publicado em 16/06/2021 – 11:27 Por Chang-Ran Kim, Rocky Swift, Ossian Shine e Ju-min Park) – Tóquio