Cronograma
inicial previa abertura do prazo nesta terça-feira.
Inicialmente programadas para terem início nesta terça-feira (28), as
inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni)
foram suspensas pelo Ministério da Educação nesta segunda-feira (27). O
ministério ainda não estipulou nova data.
A decisão foi tomada após o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região suspender a divulgação do resultado das inscrições no
Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Segundo o MEC, o cronograma do do Sisu e o do Prouni, ambos programas de acesso
à educação superior, só serão divulgados após uma decisão final da justiça.
O Sisu oferta vagas em instituições públicas de ensino superior. Já o Prouni
oferta bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior. Mas
ambos utilizam notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como foi
comprovada a falha na correção
(http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2020-01/inep-encontra-inconsistencia-em-correcao-do-enem)
de algumas provas do Enem, a justiça atendeu o pedido da Defensoria Pública da
União (DPU) de suspender a divulgação dos resultados do Sisu. A ideia é não
comprometer a transparência e a lisura do procedimento que dá acesso às vagas,
seja de um programa, seja de outro.
Segundo a DPU, em seu pedido, a revisão das notas pode provocar alteração
nos resultados finais de todos os candidatos. E essa alteração, ainda que de
décimos, pode ser a diferença entre conseguir ou não a vaga pretendida.
O MEC, no entanto, vai disponibilizar aos estudantes a consulta de bolsas do
Prouni, uma vez que se trata apenas de uma informação. Com isso, a consulta das
mais de 251 mil bolsas relativas ao processo seletivo 1/2020 já está aberta.
Procedimentos
adotados para outras doenças, porém, estão mantidos.
O presidente da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, disse hoje (27) que a
agência reforçou a atenção para casos suspeitos de coronavírus em portos e
aeroportos, em especial nos que recebem passageiros procedentes da China, local
onde foram registradas as primeiras ocorrências do vírus. Apesar de aumentar o
alerta, a agência não vai mudar os procedimentos que já eram adotados para
outras doenças.
De acordo com Torres, os
protocolos já existentes estão estabelecidos e atualizados – são os mesmos
adotados, anteriormente, em situações em que houve risco de entrada de doenças
provocadas pelo vírus Ebola e da gripe H1N1. As principais recomendações são:
lavar as mãos, sobretudo antes de consumir alimentos, usar lenços descartáveis
e cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir.
Torres descartou a necessidade de
adoção de medidas mais restritivas como as adotadas em outros países, como a
China, que isolou a província de Hubei, a mais afetada. Segundo o presidente da
Anvias, a adoção desse tipo de medida é avaliada de maneira dinâmica, e as
ações podem ser tomadas conforme a evolução da crise.
Ele destacou que determinadas
situações exigem a adoção de medidas restritivas do trânsito de pessoas, como
ocorreu na China. “Não se identifica ainda essa necessidade em outros
locais, inclusive no Brasil. Se vier a acontecer alguma coisa que assim se
justifique, as medidas cabíveis serão tomadas”, acrescentou.
Torres também descartou a
possibilidade de realização, no momento, de triagens compulsórias para evitar a
entrada do vírus no país. Até o momento, não há nenhum tripulante de aeronaves
ou navios que se enquadre como caso suspeito, e qualquer triagem só ocorrerá em
caso de notificação de um caso suspeito, seja de tripulante ou passageiro,
acrescentou.
“A notificação não é uma opção do
comandante da aeronave ou do navio: é compulsória, ele tem que fazer. Nos casos
em que essa comunicação for feita, a equipe terá acesso ao veículo, seja avião
ou navio, ela vai efetuar a triagem inicial e identificar se há subsídios que
justifiquem as demais medidas. E, neste momento não existe triagem
compulsória”, completou.
O presidente da Anvisa comentou
ainda a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de elevar de
“moderado” a “elevado” o risco internacional do coronavírus
no mundo. Segundo Torres, a decisão vai gerar adaptações internas nas ações da
agência. “É um processo que, a cada dia ,vai sofrer atualizações. Uma elevação
de grau demanda ações internas, mas normalmente não há uma ação que seja
diferente das anteriores”, disse. “No que tange às ações da Anvisa, temos
condições de lidar com essa situação. Não é dizer que estejamos tranquilos, e
sim que estamos atentos, atuantes, para fazer o que é necessário para manter a
saúde do cidadão.”
Torres informou ainda que a
Anvisa criou um grupo de trabalho exclusivo para o coronavírus.
Sintomas
De acordo com o Ministério da
Saúde, até o momento, é considerado caso suspeito do novo coronavírus a pessoa
que apresenta sintomas da doença, como febre, tosse e dificuldade para
respirar. Além disso, o paciente precisa ter viajado para área com transmissão
ativa do vírus nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas.
Desde o fim de semana os
aeroportos brasileiros divulgam alerta da Anvisa sobre o coronavírus. A
mensagem reforça procedimentos de higiene e diz que os passageiros que
apresentarem sintomas relacionados ao vírus devem procurar um agente de saúde.
Publicado em 27/01/2020 – 20:33 –
Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil Brasília
Ataque
não causou vítimas, segundo serviços de segurança.
Três das cinco granadas-foguete lançadas hoje em Bagdá caíram na embaixada
norte-americana, atingindo uma cantina durante a hora de jantar, mas sem causar
vítimas, disse fonte dos serviços de segurança.
A agência noticiosa francesa AFP adianta que é a primeira vez que os
disparos de mísseis atingem diretamente a embaixada dos Estados Unidos,
localizada na “Zona Verde” de Bagdá, que tem sido alvo de tentativas
de ataque nos últimos meses.
A Embaixada dos EUA não respondeu às questões colocadas, mas as forças de
segurança iraquianas disseram que não houve vítimas.
É a segunda vez em uma semana que a missão diplomática norte-americana é
alvo de tentativas de ataque.
Em 20 de janeiro, três roquetes caíram perto da embaixada. Uma fonte
americana disse que um deles caiu perto da residência do assistente do
embaixador.
O disparo do roquete de hoje ocorreu mais cedo do que o habitual.
Jornalistas ouviram uma detonação na margem oeste do Tigre às 19:30 (17:30 de
Lisboa).
O primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, e o chefe do parlamento,
Mohammed al-Halboussi, condenaram o ataque.
Abdel Mahdi denunciou “uma agressão que poderia transformar o Iraque
numa zona de guerra”.
No final de dezembro, um empreiteiro norte-americano foi morto em um ataque
com roquetes disparados contra uma base no norte do Iraque que abrigava
soldados dos EUA.
Em retaliação, Washington realizou ataques aéreos em 29 de dezembro contra
várias bases das brigadas do Hezbollah, um grupo armado xiita iraquiano de
Hachd al-Chaabi, coligação de paramilitares dominados por fações pró-Irão e
integrados nas forças regulares.
Pelo menos 25 combatentes das brigadas do Hezbollah foram mortos nos ataques
e em 31 de dezembro milhares dos seus apoiantes atacaram a embaixada
norte-americana.
Publicado em 27/01/2020 – 07:48 – Por RTP – Emissora Pública de Televisão de
Portugal Bagdá
Terapia
com uso de metal raro será testada clinicamente.
Um grupo de pesquisadores do Brasil, Reino Unido e Itália, coordenado por um
professor brasileiro, desenvolveu um composto com ação potente e seletiva
contra o câncer de ovário. O estudo realizado com o novo composto à base de
paládio – metal raro de alto valor comercial – demonstrou sua eficácia contra
células de tumor de ovário sem afetar o tecido saudável. Além disso, testes em
células tumorais indicaram que o composto age contra tumores resistentes ao
tratamento mais utilizado atualmente no combate ao câncer de ovário, que é
feito com um fármaco chamado cisplatina.
O trabalho foi conduzido durante a pesquisa de doutorado da professora
Carolina Gonçalves Oliveira, atualmente no Instituto de Química da Universidade
Federal de Uberlândia (UFU), que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (Fapesp).
A cisplatina é um quimioterápico eficiente para tumores no ovário, mas o
tratamento pode causar efeitos colaterais severos aos pacientes, afetando rins,
sistema nervoso e audição. Segundo o pesquisador do Instituto de Química de São
Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) Victor Marcelo Deflon, que
coordenou o estudo, isso acontece porque a molécula não é muito seletiva, ou
seja, afeta também células saudáveis.
“[O novo composto] tem alta seletividade para células de câncer, isso traz
uma expectativa de menos efeitos colaterais. E ele é ativo em células de câncer
resistentes à cisplatina, isso é ótimo porque é uma alternativa para tratar
câncer nesses casos que são resistentes à cisplatina”, disse Deflon. “Algumas
células de câncer aprendem a se defender da cisplatina, então ficam
resistentes”, complementou.
Os pesquisadores identificaram o mecanismo de ação do novo composto e
concluíram que há diferenças em relação à cisplatina. “O fato de ele [novo
composto] atuar em células resistentes à cisplatina mostra que o mecanismo de
ação dele é diferente, então a gente foi estudar qual era o mecanismo e acabou
encontrando que o potencial alvo dele é uma enzima, não o DNA”, disse.
Testes clínicos
O composto à base de paládio teve ação na topoisomerase, uma enzima presente
em tumores e que participa do processo de replicação do DNA, sendo um alvo
potencial para quimioterápicos. “Essa enzima tem altas concentrações em células
de câncer porque são células que se reproduzem muito rápido e ela está
relacionada com metabolismo celular para replicação das células”, disse.
Já a cisplatina age diretamente no DNA, causando mudanças estruturais nele,
impedindo a célula tumoral de copiá-lo. Deflon explicou que são alvos
diferentes, mas tanto a cisplatina como o composto de paládio inibem o processo
de divisão celular do tumor.
A partir dessa descoberta, os pesquisadores devem buscar o desenvolvimento
de versões ainda mais eficientes do composto para obter uma molécula que possa
ser testada em animais com boas chances de sucesso. Depois de testes
bem-sucedidos em animais, a molécula pode ser levada para testes clínicos.
“É uma tentativa de desenvolver um fármaco que tenha menos efeitos
colaterais que a cisplatina e, nesse caso, ele é mais seletivo tanto para
célula que é sensível à cisplatina quanto para célula que é resistente à
substância”, acrescentou.
Publicado em 27/01/2020 – 06:30 –
Por Camila Boehm São Paulo
Eu sou filho de agricultores, mas um dos primeiros presentes que meu pai fez
para a mãe, logo após o casamento, foi assinar uma revista mensal católica
escrita, em alemão, e para ele ainda um jornal, acho que era mensal. Eu e meus
irmãos crescemos, vendo o pai e ainda mais, a mãe, LENDO quase todos os dias,
especialmente na hora do chimarrão após o almoço e a sesta. A mãe seguiu firme
enquanto a visão permitiu.
Estamos nos aproximando rapidamente do início do ano escolar 2020. É hora de
fazer os cálculos com os gastos escolares dos filhos. O orçamento sempre fica
curto nestas horas. O que serão as prioridades nos investimentos e gastos?
Aí eu lembro da pérola preciosa do grande escritor brasileiro
infanto-juvenil, Pedro Bandeira de Luna Filho. Ele é várias vezes premiado por
seus escritos voltados para crianças ou jovens. Certa vez ele afirmou:
“UM PAI CHEGA A FAZER SACRIFÍCIOS PRA COMPRAR UM TÊNIS DA GRIFE PRO FILHO E
ACHA RUIM GASTAR VINTE REAIS EM UM LIVRO. INFELIZMENTE AINDA TEMOS UMA
SOCIEDADE QUE ACHA MAIS IMPORTANTE INVESTIR NO PÉ DO QUE NA CABEÇA DO FILHO”.
Pois é! Eis a grande questão que eu já abordo há muitos anos. Quanto se
investe, na família, em bons livros? Compram-se até revistas tipo Playboy,
revistas de modas, ou sensacionalistas, gastam-se vários mil reais em celular,
tablet, brinquedos eletrônicos, fica-se pendurado no telefone para ligar para o
programa da maior prostituição brasileira, o famoso Big brother, para “salvar”
ou “tirar” um brother ou uma sister, com as crianças em idade escolar, gasta-se
com mochila toda colorida, ou ainda um certo “carrinho” para que a criança não
precise fazer força de carregar o peso da mochila – coitadinha, pode sofrer na
coluna – mas o que menos se gasta é onde talvez mais deveria se INVESTIR, …
EM LIVROS.
Enquanto continuarmos, como diz Pedro Bandeira, em “investir mais nos pés
dos filhos, do que na cabeça”, não haverá a mínima chance de competirmos com
países do chamado, primeiro mundo.
Os pais conscientes, que antes de tudo, são exemplo de bons leitores diante
dos filhos e lhes impõem limites firmes de horário e tempo de uso de celulares
e toda a parafernália e lixo eletrônico, e também exigem horários bem definidos
para estudo, fazer tarefas escolares e outras leituras, certamente, terão muito
mais possibilidade de um futuro bom para os filhos.
Perguntei, aqui em Lages, para duas crianças, creio que têm entre 9 a 11
anos, quantos livros leram nas férias. A resposta parecia até combinada porque
saiu na ponta da língua e, juntos disseram: “Ah! Mas nós estamos de férias”.
Isto demonstra que não se estuda para se preparar para a vida, mas para cumprir
obrigação.
Despertar e criar gosto pela leitura, se adquire, PRATICANDO. Quem fica só
com leituras de internet, fica muito limitado, porque são todos textos curtos e
pontuais. Raciocínio e pensamento lógico e crítico precisa de muito mais.
Precisa de obras de mais fôlego de autores reconhecidos, precisa de trabalhos
bem elaborados, com boa bibliografia, fundamentação e argumentação.
Lembro até hoje, quando no antigo curso ginasial, correspondente ao ensino
fundamental de 5º ao 9º ano de hoje, nós tínhamos que ler obras de José de
Alencar, Machado de Assis e outros famosos e sintetizar tudo em poucas páginas
de caderno, valendo nota.
Não se descarta gastar com tênis, mochila, celular, etc. Porém, saber dosar
certo os gastos segundo a importância de cada investimento, é o que define os
resultados. Quem “investe” no secundário mais que no central, terá resultados
conforme seu investimento.
Quem planta milho, nunca colherá laranja. Colheremos dos filhos, conforme
nossa semeadura.
ONU
relembra Dia Internacional em Homenagem às Vítimas do Holocausto.
A palavra holocausto tem origem grega (holókaustos) e latina (holocaustum), e na história antiga nomeava o sacrifício religioso de animais pelo fogo. Após a Segunda Guerra Mundial, o termo ganhou um novo significado: “homicídio metódico de grande número de pessoas, especialmente judeus e outras minorias étnicas, executado pelo regime nazista”, como descreve o aplicativo do Dicionário Priberam, editado no Brasil e em Portugal.
O genocídio em massa – sistemático e organizado – faz parte da memória de
sobreviventes dos campos de concentração. Lá, apenas duas possibilidades
existiam para os inimigos do regime: trabalho forçado e extermínio. Mais de 200
estabelecimentos desse tipo foram criados por nazistas, dentro e fora de
território alemão, durante as décadas de 1930 e 1940. Os campos serviam
explorar e eliminar principalmente judeus, mas também ciganos, homossexuais,
comunistas, testemunhas de Jeová, pessoas com deficiências físicas e mentais,
prisioneiros de guerra soviéticos e poloneses.
O Holocausto é considerado por muitos historiadores como o maior crime já
cometido contra a humanidade.
“Víamos a fumaça e um fogo enorme ardendo dia e noite, e a Kapo [funcionária também prisioneira da SS alemã] nos dizia ‘vocês vão virar fumaça. Olha aí. Fogo, fumaça, é o que vocês vão virar, se não me obedecerem’”, descreve Lulu Landwehr, ex-prisioneira sobrevivente de Auschwitz (Polônia) no livro de memórias “…E Pilatos lavou as mãos”.
“Quem abriu o nosso vagão [ao chegar a Auschwitz] foi um jovem detento que estava lá há mais tempo. Ele olhou para mim e falou para eu vestir um casaco grande e, para quando eu chegasse em frente ao oficial alemão, dizer em voz alta que eu tinha 18 anos [tinha 13, na verdade]. Assim, me salvei da câmara de gás”, contou à Agência Brasil, Henry Katina. “Selecionavam as pessoas que tinham condições para trabalhar. As que não tinham condições de trabalhar foram imediatamente levados para a câmara de gás”, complementa.
Lulu Landwehr e Henry Katina viviam em cidades distantes a 170 quilômetros na
Hungria (Oradea e Halmeu, respectivamente) ocupadas pacificamente por alemães.
As duas cidades hoje pertencem à Romênia. Em períodos próximos, os dois foram
forçados com suas famílias judias a morar em guetos, e depois foram levados de
trem para o campo de concentração e extermínio em Auschwitz. A viagem dela foi
em 1º de maio de 1944 e viagem dele, 22 dias depois.
Apesar de perderem pais e irmãos assassinados pelo regime nazista, os dois tiveram sorte e passaram pouco tempo em Auschwitz. Depois de três meses, ela foi levada com a irmã para um campo de trabalho forçado ainda na Polônia onde fabricava munição. Ele foi trabalhar com pás e picaretas para nivelar terreno que serviria de estação ferroviária no país.
Foto da família de Lulu Landwehr – Lulu Landwehr / Arquivo pessoal
As coincidências nas histórias dos dois não terminam aí. Ambos vieram morar
no Brasil na década de 1950. Lulu e seu marido, também judeu e foragido guerra,
viveram em São Paulo e depois em Brasília. Henry, após uma passagem no Canadá,
veio a Belo Horizonte, onde morava uma irmã. Gostou da cidade e conheceu a
mulher com quem é casado até hoje. Lulu morreu em abril do ano passado, aos 93
anos.
Henry, hoje com 89 anos, continua em Belo Horizonte e nesta segunda-feira
(27) fará uma palestra na cidade, promovida pela Federação Israelita, pela
Secretaria de Cultura e Turismo e pelo Banco de Desenvolvimento de Minas
Gerais. O evento marca a passagem do Dia Internacional em Homenagem às Vítimas
do Holocausto.
Para o rabino Toive Weitman, as vítimas do holocausto, como Lulu e Henry, “são verdadeiros heróis, que enxergaram o inferno na vida deles e muitos deles, sobreviventes, conseguiram ainda reconstruir família”. E a história pessoal que deixaram registrada ou ainda contam é fundamental porque “a memória do passado ensina às novas gerações” e serve como lição positiva: “transformar a maldade e faz o mundo mais humano.”
A data foi instituída em 2005 pelas Nações Unidas. No 27 de janeiro de 1945,
há 75 anos, as tropas soviéticas descobriram o campo de concentração de
Auschwitz. Segundo a Unesco, o local foi o maior complexo de extermínio e “o
maior centro de assassinatos em escala industrial, construído para implementar
o genocídio dos judeus da Europa”. Conforme a agência da ONU, de 1,1 milhão de
indivíduos que foram assassinados em Auschwitz, quase 1 milhão eram judeus. A
estimativa é de que no ano de 1944, quando Lulu Landwehr e Henry Katina
passaram por Auschwitz, a média de assassinatos tenha sido de seis mil pessoas
por dia.
Barbárie elevada à enésima potência
Historiadores e a comunidade judaica apoiam a lembrança da data com solenidades. “O holocausto foi uma das construções mais conhecidas do nazismo, que foi a barbárie elevada à enésima potência no século 20. [O Holocausto] não pode ser esquecido. Tem que ser lembrado e relembrado insistentemente, principalmente para as gerações mais jovens, até para se precaver”, defende o historiador Antônio José Barbosa, professor aposentado de História Contemporânea da Universidade de Brasília (UnB).
“O objetivo [da data] é fazer que conheçam a história do holocausto, e que
isso não aconteça nunca mais a nenhum povo ou nação”, complementa Ilana
Iglicky, orientadora pedagógica do Memorial do
Holocausto, que funciona na antiga sinagoga do bairro de Bom Retiro em
São Paulo. O museu já recebeu mais de 25 mil pessoas desde a inauguração
em 2017. “O holocausto não aconteceu do dia para a noite, mas começou com
a intolerância – com o não em relação ao outro, com a xenofobia”, alerta.
A intolerância preocupa constantemente Vivianne Landwehr, filha de Lulu Landwehr. “De vez em quando surge mais uma pessoa que parece pregar em nome do bem e da decência, que as pessoas não devem ter liberdade. Isso tudo trata de respeito e liberdade”, opina. O fenômeno da intolerância e até manifestações de caráter nazista também inquietam o presidente da Confederação Israelita do Brasil, Fernando Kasinski Lottenberg: “existe um mito que as populações serão substituídas por outras. Isso acontece na Europa com a questão dos refugiados.”
Segundo ele, eventuais manifestações de intolerância e até de homenagem ao
nazismo devem ser “marcadas juridicamente”. Ele defende que “comportamentos que
negam ou querem reviver esse período sejam punidos conforme prevê a
legislação”.
Homem comum
Para o professor Wolfgang Döpcke, também do departamento de História da UnB, essas manifestações ganham força “em tempos de crises sociais e desestabilização e desorientação das sociedades. ”O comportamento reflete frustrações sociais, a sensação de privação social, exclusão e descrença nos processos democráticos e sua ordem institucional, bem como, no outro lado, as ameaças a privilégios que pretende-se defender por meios violentos e autoritários.”
Na avaliação do acadêmico, “dificilmente Auschwitz vai se repetir. Porém, as ideias, posturas intelectuais, mentalidades e as concepções do ser humano atrás destas atrocidades se encontram e se manifestam ainda hoje com crescente tendência”. Para Wolfgang Döpcke, “a memória do holocausto passa a mensagem de resistir e opor qualquer manifestação de intolerância, racismo, antissemitismo, xenofobia, ódio social e discriminação humana.”
Auschwitz é um lugar histórico (campo de extermínio nazista da Segunda Guerra Mundial, Auschwitz) Rota de trem que levava à estação de Auschwitz, onde judeus eram distribuídos em 3 campos diferentes – Reuters/Direitos Reservados
O professor assinala que houve evolução dos estudos sobre o holocausto nas
últimas décadas “Despediu-se da ideia que o genocídio tinha sido realizado por
um pequeno grupo de perpetradores de elite, membros principalmente das instituições
de matança como da SS. As pesquisas revelaram um grupo muito maior de
perpetradores diretos, acima de tudo nos fuzilamentos em massa no leste
europeu”.
A pesquisa histórica mais recente conferiu “uma maior importância ao papel
do homem comum entre os perpetradores e perguntou-se como homens plenamente
comuns se transformaram em assassinos de massa”. Segundo ele, “descobriu-se
que, sem questionar a responsabilidade alemã pelo Holocausto, que este não
poderia ter sido implementado tão facilmente sem a ampla cumplicidade e
colaboração por instituições e indivíduos antissemitas, principalmente no leste
europeu e nos territórios ocupados da União Soviética.”
Publicado em 27/01/2020 – 06:01 –
Por Gilberto Costa Brasília
“Acabei com a indústria da multa em Goiás, e esse é mais um compromisso de
campanha que estou entregando. Não terá mais aquele pardal móvel, que fica
multando as escondidas, que não têm nenhum objetivo educativo, mas apenas de
assaltar o bolso goiano”, dizia Caiado, no vídeo, há um ano.
A iniciativa do governador é avaliada como uma das mais acertadas no
primeiro ano da gestão. O internauta Alex Júnior, comentou:”Como ele bem disse
o radar móvel não tem o objetivo de educar, e sim de arrecadar.Achei uma boa”.
– “Como ele bem disse o radar móvel não tem o objetivo de educar, e sim de
arrecadar.Achei uma boa”
Os efeitos da decisão não foram divulgados, ainda pela Agência Goiania de
Transportes e Obras Públicas (GOINFRA). Nos locais em que os radares
funcionavam, aumentou ou diminuiu o volume de acidentes? Qual o volume de
multas aplicadas nas estradas goianas no primeiro ano de Ronaldo Caiado em
comparação com o ano anterior?.
Reveja o vídeo do governador, em 24 de Janeiro do ano passado: