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Festival In-Edit começa amanhã e terá 50 documentários musicais

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Evento será online mais uma vez por causa da pandemia

Memórias, histórias e trajetórias de grandes nomes da música mundial, exploradas pelo cinema documental, estão novamente em foco na 13ª edição do Festival Internacional do Documentário Musical, o In-Edit. O evento começa nesta quarta-feira (16), apresentando 50 títulos nacionais e internacionais e fazendo uma homenagem ao diretor D. A. Pennebaker.

Pela segunda vez, por causa da pandemia de covid-19, o festival será realizado de forma online, podendo ser acessado de todo o país. O evento vai até 27 de junho.

Entre os documentários musicais que serão apresentados, 22 são títulos inéditos sobre artistas contemporâneos. Entre eles, o documentário Crock of Gold: A Few Rounds with Shane MacGowan, dirigido por Julien Temple e produzido por Johnny Deep, que faz uma homenagem ao vocalista da banda irlandesa The Pogues. Há também documentários sobre cantores brasileiros como Jair Rodrigues, Luiz Melodia e Paulo César Pinheiro.

Mas não são apenas os artistas o foco desse festival. O In-Edit mostra também a história de bandas, estilos musicais e grandes festivais da música, além de explorar viagens e ritmos.

Há filmes para amantes do heavy metal, como Metal: A Headbanger’s Journey, dos diretores Sam Dunn, Scot McFadyen e Jessica Joy Wise; e para os amantes do hip hop brasileiro, como Histórias e rimas – O Filme, de Rodrigo Giannetto, com depoimentos de Thaíde, Mano Brown, Karol Conká, Dexter, Emicida, Projota e Marcelo D2, entre outros. Há também road movie, como o documentário Dois tempos, dirigido por Pablo Francischelli, uma viagem musical com Yamandu Costa e o músico argentino Lucio Yanel.

Entre os destaques internacionais está All I Can Say, dos diretores Danny Clinch, Taryn Gould, Colleen Hennessy e Shannon Hoon, que usa imagens gravadas pelo próprio Shannon Hoon, vocalista da banda Blind Melon, entre os anos de 1990 e 1995.

Já no Panorama Brasileiro, destaque para Chico Mário – A Melodia da Liberdade, de Silvio Tendler, que conta a história do violonista, irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho.

Em homenagem a D.A.Pennebaker, um dos grandes nomes do documentário musical, serão apresentadas duas de suas obras: os clássicos Don’t Look Back, sobre uma turnê do cantor Bob Dylan, e Monterey Pop, sobre o festival de música realizado em 1967 que contou com apresentações de Jimi Hendrix e Janis Joplin. Curtas de Pennebaker também serão apresentados no festival, que conta ainda com uma conversa com a diretora Chris Hegedus, que foi sua parceira e esposa.

Outro convidado do evento é o músico Nasi, vocalista da banda Ira! e protagonista do documentário Você Não Sabe Quem Eu Sou, dos diretores Alexandre Petillo, Rodrigo Cardoso e Rogério Corrêa, filme que será lançado durante o In-Edit.

Além dos filmes, o festival promove ainda debates, shows e uma masterclass com o cineasta Marcelo Machado, diretor de Tropicália. Entre os shows, haverá apresentações de Alzira E e DJ Hum, entre outros.

Toda a programação do festival pode ser consultada no site do In-Edit. Alguns filmes também poderão ser acessados na plataforma do Sesc Digital  e no canal Tamanduá com acesso gratuito. Após o dia 28 de junho, 11 filmes nacionais ficarão disponíveis na plataforma Spcine Play, também com acesso gratuito.

Todos os filmes nacionais, os debates e os shows desta edição podem ser acessados gratuitamente pelo site ou redes sociais do festival. O acesso aos filmes internacionais, no entanto, custa R$ 3.

Edição: Graça Adjuto

Publicado em 15/06/2021 – 06:30 Por Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Aumentam casos de violência contra pessoas idosas no Brasil

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Isolamento social aumentou número de denúncias

As denúncias de violência contra pessoas idosas representavam, em 2019, 30% do total de denúncias de violações de direitos humanos recebidas pelo canal telefônico Disque 100, disponibilizado pelo governo federal, o que somava em torno de 48,5 mil registros. Em 2018, o serviço recebeu 37,4 mil denúncias de crimes contra idosos.

No fim do ano passado, com o isolamento social imposto pela pandemia de covid-19, o número observado em 2019 aumentou 53%, passando para 77,18 mil denúncias. No primeiro semestre de 2021, o Disque 100 já registra mais de 33,6 mil casos de violações de direitos humanos contra o idoso, no Brasil.

Apesar de o Estatuto do Idoso, instituído pela Lei 10.741/2003, garantir direitos às pessoas com idade igual ou maior que 60 anos, com frequência se tem notícia de quebra ou não do cumprimento de direitos básicos, como à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, à convivência familiar e comunitária.

O Estatuto do Idoso descreve a violência contra o idoso como qualquer ação ou omissão, praticada em local público ou privado, que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico.

Medo ou vergonha

Muitos idosos, porém, não denunciam a violência sofrida por medo ou por vergonha, uma vez que, na maioria das vezes, as agressões ocorrem já há bastante tempo e dentro do próprio domicílio. Por isso, o número de denúncias feitas por meio do Disque 100 não corresponde inteiramente à verdade – é subnotificado.

A presidente da Câmara de Títulos de Especialização em Gerontologia, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a assistente social Naira Dutra Lemos, não vê o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, que ocorre hoje (15), como uma data de comemoração, mas de alerta. “Acho que é um dia para a gente pensar sobre o assunto, para dar visibilidade sobre o tema. Um dia para a gente parar, refletir e mobilizar nossas forças para pensar sobre isso”, disse Naira à Agência Brasil.

A SBGG lançou a campanha Junho Violeta e espalhou mensagens para os serviços de assistência social, atendimento à saúde e universidades, incentivando alunos, profissionais e idosos a usar o laço roxo. “É uma mobilização que tem de ser de todos”. Naira defendeu também que os idosos devem ser tratados com respeito pelos mais jovens, que devem se conscientizar de que não terão 20 anos para sempre e envelhecerão do mesmo modo. Para Naira Lemos, o 15 de junho é importante ainda para mostrar à população que a pandemia revelou um grande número de casos de violência contra idosos e mulheres no âmbito familiar.

Uma ação de proteção aos idosos é a Recomendação 46, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alertando os serviços notariais e de registro do Brasil a adotarem medidas preventivas para coibir a prática de abusos contra pessoas idosas, especialmente vulneráveis, durante a pandemia. O objetivo da recomendação, divulgada em 22 de junho de 2020, era evitar violência patrimonial ou financeira ao idoso nos casos de antecipação de herança, movimentação indevida de contas bancárias, venda de imóveis, tomada ilegal, mau uso ou ocultação de fundos, bens ou ativos e qualquer outra hipótese relacionada à exploração inapropriada ou ilegal de recursos financeiros e patrimoniais sem o devido consentimento do idoso.

Ações

A Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV) do Rio de Janeiro recebe denúncias de violações contra a pessoa idosa de vários órgãos, entre eles a Ouvidoria da prefeitura (1746), o Ministério Público, a Defensoria Pública, Delegacia do Idoso, o Juizado Criminal e outras ouvidorias. Por meio de uma visita à residência do idoso, a secretaria verifica a procedência da denúncia e emite um parecer técnico, disse à Agência Brasil a assistente social do Núcleo de Assistência de Promoção e Proteção Social da Secretaria, Sandra Polo.

Com o envelhecimento da população, muitos familiares não sabem como lidar com os seus idosos e recebem orientação do órgão municipal. “Há situações que são mais de conflito familiar e vão para a esfera pública quando se referem ao privado”. Quando os casos precisam de desdobramento, a secretaria faz o encaminhamento necessário, trabalhando no sentido de acabar com a violação ou trabalhar numa ótica de prevenção”, firmou Sandra.

No fim do ano, a secretaria traça uma espécie de perfil da violência. Esse perfil dá aos profissionais condições de saber quais foram as maiores violações e abusos praticados contra os idosos. O último balanço, feito em 2019, mostrou que a violência mais comum na capital fluminense foi a questão da negligência, seguindo-se a violência psicológica e moral, que envolve xingamentos e impedimento de o idoso receber visitas, abandono, abuso financeiro, com apropriação de um bem do idoso e, às vezes, até uma forma de convencimento do idoso de assinar documentação. A maior parte das pessoas idosas, vítimas de agressões em 2019, era de mulheres (71%), enquanto os maiores agressores, por grau de parentesco, eram filhos (50%) e em 40% dos casos, o idoso residia com o agressor.

A secretaria tem também projeto de transferência de renda para idosos em situação de vulnerabilidade social. “A gente concede um benefício para esses idosos a fim de ajudar na questão financeira deles e da família, para que possam permanecer na comunidade onde residem, mantendo os vínculos. O objetivo é evitar maiores agravos.

A secretaria se preocupa também em reconhecer o potencial e a experiência dessas pessoas. “Porque a gente sabe que quando se chega a uma faixa etária mais adiantada, há a questão muito forte da discriminação. As pessoas com mais de 60 anos foram as que mais saíram do mercado de trabalho com essa história da pandemia. Foi o segmento mais afetado no sentido de contrair da doença. Tem maior risco de contaminação. Então, você acirra um preconceito que já existe com relação às pessoas maiores de 60 anos”.

Projeto de trabalho

A secretaria coloca essas pessoas fazendo acolhimento em hospitais, em visitas guiadas em museus e bibliotecas, trabalhando em outros equipamentos da prefeitura na parte administrativa. Sandra destacou que, no momento, devido à pandemia, esse projeto está parado, aguardando a vacinação do maior número de pessoas para evitar contágio. Redes sociais de apoio e a questão da convivência são também trabalhados pela equipe, para evitar o isolamento e a autonegligência dos idosos.

Hoje (15), em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes, a Secretaria de Envelhecimento Saudável promove ação na Praça Saens Peña, na Tijuca, zona norte do Rio, para orientar os motoristas de ônibus e garantir transporte urbano adequado aos idosos. A iniciativa percorrerá shoppings das zonas norte e sul da cidade com o mesmo objetivo. Cartazes serão colocados na prefeitura, enquanto vídeos serão divulgados nas redes sociais da administração municipal.

Envelhecimento

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil mantém a tendência de envelhecimento da população. Em 2019, os idosos somavam 32,9 milhões de pessoas, 6 milhões a mais que as crianças de até 9 anos de idade (26,9 milhões). Naquele ano, os idosos representavam 15,7% da população, enquanto as crianças até 9 anos de idade respondiam por 12,8%.

A primeira vez que o número de idosos superou o de crianças foi em 2014: 13,5% da população tinham menos de 9 anos de idade, enquanto 13,6% tinham mais de 60 anos. A partir daí, a diferença foi se acentuando. A estimativa do IBGE é que, em 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos de idade.

O médico Paulo Renzo, da Coordenação de Emergência Regional (CER) Ilha do Governador, do Hospital Municipal Evandro Freire, no Rio de Janeiro, destacou que o isolamento provocado pela pandemia, além de agravar as violações aos direitos dos idosos, favorece a ocorrência de acidentes domésticos e o consequente atendimento de fraturas nos hospitais a essa parcela da população.

Ouça: Junho Violeta: governo lança hoje pacto pelos direitos dos idosos

Perdas

“O confinamento, principalmente em relação aos idosos, causa impacto direto no aumento de acidentes domésticos. A nova condição de isolamento social, sem os devidos cuidados para manter a sanidade física e mental, contribui muito para isso. Os idosos deixaram de realizar suas atividades fora de casa e, consequentemente, perdem condicionamento físico e mental. Ganham em ansiedade e depressão”, explicou o médico. Entre os casos mais frequentes que chegam à Emergência do Evandro Freire estão idosos com fraturas e contusões, em geral ocasionadas por quedas da própria altura.

Paulo Renzo disse ter percebido também o aumento de casos de inapetência, depressão e ansiedade nesses tempos de pandemia, o que fragiliza e até pode gerar acidentes. Ele lembrou que o cuidado com o ambiente onde a pessoa idosa vive é muito importante. Deve-se eliminar do caminho qualquer objeto que possa servir de vetor para acidentes., como tapetes e móveis em excesso.

Renzo observou que a melhor maneira de manter as pessoas idosas longe das situações de risco é dando atenção a elas, considerando, porém, todos os cuidados necessários ao enfrentamento da pandemia. O médico destacou a necessidade de se reservar um tempo para ouvir os idosos, porque “eles têm muita sabedoria, histórias de vida e, certamente, amam compartilhar e reviver suas memórias”.

Edição: Graça Adjuto

Publicado em 15/06/2021 – 07:00 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Premiê britânico adia relaxamento de lockdown em um mês

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Boris Johnson citou risco da variante Delta

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, adiou em um mês os planos de suspender as restrições do lockdown por causa da pandemia de covid-19. Ele alertou que a variante Delta, mais infecciosa, poderia matar mais milhares de pessoas se ele não fizesse nada.

No estágio final de um plano delineado em fevereiro, Johnson esperava descartar a maioria das restrições no dia 21 de junho, quando pubs, restaurantes, clubes noturnos e outros estabelecimentos poderiam reabrir totalmente.

A medida muito aguardada foi adiada para 19 de julho. 

“Acho que é sensato esperar um pouquinho mais”, disse Johnson em entrevista coletiva. “No pé em que as coisas estão e com base no que consigo ver neste momento, tenho fé de que não precisaremos mais do que quatro semanas.”

O tempo adicional será usado para acelerar o programa de vacinação britânico – um dos mais adiantados do mundo – encurtando de 12 para oito semanas o tempo recomendado entre doses para pessoas de mais de 40 anos.

A situação será revista em 28 de junho, o que pode permitir que a reabertura seja adiantada, mas o porta-voz de Johnson disse que isso é considerado improvável.

Nas últimas semanas, houve um crescimento significativo de novos casos provocados pela Delta, variante descoberta inicialmente na Índia. As autoridades de saúde acreditam que essa variante é 60% mais transmissível do que a linhagem antes predominante, e cientistas alertam que ela pode desencadear uma terceira leva de infecções.

Nessa segunda-feira (14), o Reino Unido registrou 7.742 casos novos e três mortes pela doença

Publicado em 15/06/2021 – 09:09 Por Alistair Smout e William James* – Repórter da Reuters – Londres

Com reportagem adicional de Sarah Young e David Milliken

Receita e Anatel apreendem 16 mil desbloqueadores de TV por assinatura

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Valor dos aparelhos é de R$ 8,31 milhões

Equipes de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Alfândega da Receita Federal em Santos apreenderam, esta semana, 16.620 aparelhos desbloqueadores de TV por assinatura, comumente conhecidos como receptores FTA, no valor de R$ 8,31 milhões. A atuação foi em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com a Receita, os aparelhos foram adulterados de fábrica para realizar pirataria de canais pagos, filmes e outros conteúdos restritos.

“Ao longo da fiscalização, constatou-se que a totalidade da carga importada era composta por aparelhos que continham software instalado destinado a acesso ilegal e não autorizado a inúmeros canais de TV por assinatura (TV a cabo) e a outros aplicativos pagos”, informa a Receita.

A Receita Federal informa que já apreendeu 36.620 aparelhos desse tipo este ano no Porto de Santos. No ano passado, foram apreendidos 42 mil aparelhos.

“Os infratores cometem crime de violação aos direitos autorais e contra a propriedade imaterial e contrabando, além de concorrerem de forma desleal com empresas idôneas. Como estão conectados à internet, esses aparelhos possibilitam a invasão das redes domésticas e o roubo de dados pessoais”, explica o órgão.

Edição: Valéria Aguiar

Publicado em 15/06/2021 – 09:47 Por Agência Brasil – Brasília

Coluna – As prioridades dos clubes versus o interesse da CBF

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Tema interfere no futebol brasileiro e calendário ruim impede solução

Quantas vezes falamos, nesse espaço, das dificuldades de o calendário do futebol brasileiro abrigar tantas competições? E dos dilemas enfrentados pelos clubes de investirem alto em contratações e sofrerem com as convocações de seus principais jogadores deixando-os desfalcados para as competições para as quais se preparam?

Pois é. Aqui estamos de volta. Porque na quinta-feira (17) a Seleção Olímpica será convocada, e é certo que, mais uma vez, jogadores que atuam no Brasil vão estar na relação. E também é pule de 10 que a maioria deles vai querer jogar em Tóquio, porque a conquista de uma medalha olímpica é alcançada por poucos, menos ainda uma de ouro no futebol. O Brasil, por exemplo, tem apenas uma.

A briga promete ser grande. A Olimpíada começa em 23 de julho e, ao contrário de outros jogos da seleção principal, os olímpicos não vão jogar em data Fifa, o que permite aos clubes recusarem a cessão de seus jogadores. Os que atuam no exterior terão mais dificuldade de conseguirem suas liberações. E os daqui? Eles poderão entender, inclusive, que a visibilidade nos Jogos Olímpicos despertará o interesse de clubes lá de fora. E, aí, haja negociação para que os desfalques provocados pela Copa América – no total até nove rodadas do Brasileirão – não se estendam, inclusive, por jogos eliminatórios da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.

Não é à toa, portanto, que vemos um novo movimento dos clubes no sentido de se organizarem numa Liga para tirarem da CBF o poder de promover as competições nacionais, como o Brasileirão. Isso, claro, não é novidade, nem pelo fato de os clubes organizarem os campeonatos – é o que vemos na Europa -, nem pela iniciativa, que já deu errado algumas vezes. E por quê? Porque, apesar de os dirigentes se apresentarem como profissionais, no fundo ainda atuam como amadores e apaixonados, sempre priorizando seus interesses próprios e mais: criticando e atacando os dos outros.

Infelizmente não vejo, a curto prazo, um entendimento dos clubes. Como isso vai acontecer? Serão os famosos integrantes do falido “Clube dos 13” com mais alguns, que desde aquela época cresceram e hoje estão aí, firmes e fortes na Série A? Daqueles 13 de 1987, que chegaram a ser 20, três estão na Série B atualmente. E como será essa mágica de criar uma nova liga, sem alguma “virada de mesa”?

O mais incrível é que a CBF, que em tese deveria cuidar exclusivamente das seleções, atinge os campeonatos que ela mesma organiza ao enfraquecer os clubes e tirar qualidade dos jogos. O produto mais importante que promove é deteriorado pela falta de atenção e cuidado nessa organização. Só que ela não tem prejuízo financeiro com isso, pois quem paga os salários e fica sem as sonhadas premiações são os clubes. Daí o interesse de entrar nessa queda de braço.

A briga promete. Aguardemos os próximos capítulos e que sejam inéditos. Pois essa é a típica novela que não vale a pena ver de novo.

Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil

Edição: Marcio Parente

Publicado em 15/06/2021 – 12:44 Por Sergio du Bocage – Jornalista TV Brasil – Rio de Janeiro

Programa Petrobras Conexões para Inovação lança edital

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O edital é voltado para startups e pequenas empresas

A Petrobras lançou hoje (15) o terceiro edital do Programa Petrobras Conexões para Inovação – Módulo Startups, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Com valor total de R$ 22 milhões, é o maior edital de inovação já aberto no setor de óleo, gás e energia voltado para startups e pequenas empresas, segundo a estatal.

As empresas selecionadas poderão desenvolver soluções e modelos de negócios já acessando uma fatia relevante do mercado: a demanda da Petrobras. A companhia investirá em projetos de até R$ 500 mil e de até R$ 1,5 milhão, a depender da categoria do desafio (soft ou deep tech).

Este ano, serão 32 desafios nas áreas de eficiência energética, tecnologia de segurança, robótica, redução de carbono, modelagem geológica, tecnologia de inspeção e tecnologia digital.

As inscrições começam amanhã (16) e vão até o dia 1º de agosto. Veja o edital.

As startups vencedoras receberão suporte financeiro para o desenvolvimento dos projetos de inovação, terão interação com o corpo técnico da Petrobras, receberão capacitação empresarial para posicionamento de mercado e estruturação de planos de negócios, além da participação em Demo Days (Sebrae) com as tecnologias desenvolvidas.

O projeto poderá ser selecionado para uma etapa de implantação e teste do lote piloto na Petrobras ou em qualquer outra empresa.

O Módulo Startups faz parte do objetivo da companhia de estimular a geração de inovações com alto potencial de impacto e ganhos de eficiência em áreas de interesse do setor.

“Criamos um importante ecossistema de inovação, capaz de desenvolver soluções às atividades da Petrobras, apoiando a execução do plano estratégico e com foco na agregação de valor para a companhia. Já fizemos muito nos últimos anos, mas queremos desenvolver ainda mais nosso ecossistema, conferindo mais agilidade para a companhia, segurança às operações e competitividade para os negócios”, disse, em nota, o diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

Edição: Fernando Fraga

Publicado em 15/06/2021 – 13:10 Por Agência Brasil – Rio de Janeiro

Brasil adere a acordo dos EUA para exploração pacífica do espaço

Acordo planeja enviar a primeira mulher à Lua em 2024

O Brasil assinou hoje (15), em uma cerimônia no Palácio do Planalto, o acordo de adesão ao programa Artemis, liderado pelos Estados Unidos (EUA) e que planeja enviar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à Lua em 2024.

Além da cooperação técnico-científica, o acordo traz um conjunto de princípios, diretrizes e boas práticas para a cooperação internacional na exploração do espaço, incluindo do território lunar.

Até o momento, o Brasil é o único país da América Latina a assinar o documento e o 12º do mundo. São signatários: Austrália, Canadá, Coreia do Sul, EUA, Itália, Japão, Luxemburgo, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Reino Unido e Ucrânia.

Na cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro disse que, além do objetivo de levar a primeira mulher à Lua, o acordo servirá para impulsionar o desenvolvimento tecnológico. Bolsonaro acrescentou que o acordo é mais um feito da diplomacia brasileira. Outro feito foi a eleição do Brasil, na última sexta-feira (11), para um dos assentos não permanentes no Conselho de Segurança da ONU, afirmou o presidente. “Isso é uma prova irrefutável do bom relacionamento que o Brasil tem com o mundo todo”, disse.

Em sua fala, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, destacou ações recentes na área espacial, entre as quais o acordo firmado em 2019 entre Brasil e EUA para o uso militar e comercial da base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão.

Pontes disse que, com isso, o programa espacial brasileiro deve se fortalecer e formar uma nova geração de especialistas. “Temos caminhos abertos para futuros cientistas, futuros engenheiros, futuros técnicos e futuros astronautas, por que não?”, disse o ministro.

Aviação

Ao discursar na cerimônia, o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, reconheceu o pioneirismo de Santos Dumont no desenvolvimento da aviação mundial. O diplomata lembrou que o inventor, no início do século XX, deu à norte-americana Aída de Acosta a oportunidade de pilotar um de seus dirigíveis, o que garantiu a ela o título de primeira mulher a comandar uma aeronave motorizada.

O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, agradeceu o embaixador por “evocar a memória de Santos Dumont”, fazendo alusão à controvérsia entre os dois países em torno da invenção do avião. Até hoje, enquanto a maior parte dos brasileiros considera Dumont o inventor do primeiro avião, os norte-americanos afirmam que o título cabe aos irmãos Wright.

Edição: Valéria Aguiar e Kelly Oliveira

Publicado em 15/06/2021 – 13:17 Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil – Brasília