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SP lança bolsa de R$ 500 para pais de estudantes da rede estadual

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Responsáveis atuarão no acompanhamento de protocolos sanitários

O governo de São Paulo vai contratar 20 mil pais ou responsáveis de estudantes em situação de vulnerabilidade social da rede estadual paulista para atuarem nas escolas. O programa Bolsa do Povo/Educação vai pagar uma bolsa mensal de R$ 500 para que os pais ou responsáveis trabalhem nas escolas. Eles vão atuar principalmente no acompanhamento de protocolos sanitários, para ajudar a garantir o retorno presencial seguro para estudantes e funcionários.

A jornada de trabalho será de 4 horas por dia e vai ocorrer até dezembro. As inscrições acontecem de 19 a 31 de julho e podem ser feitas pelo site do Bolsa do Povo, clicando na aba Educação. Para se inscrever será necessário o número de Registro do Aluno (RA).

Segundo o governo de São Paulo, o objetivo desse programa é auxiliar as famílias a superar os desafios educacionais e financeiros provocados pela pandemia e ampliar o envolvimento de toda a comunidade escolar, reforçando vínculos entre alunos, professores e servidores da educação e gerando novos postos de ocupação.

Para participar do programa, é necessário ser responsável legal pelo estudante da rede estadual de ensino de São Paulo, estar desempregado há pelo menos três meses, ter entre 18 e 59 anos de idade e morar próximo da unidade escolar. Um dos critérios preferenciais é estar cadastrado no CadÚnico.

Após as inscrições, os candidatos vão ser entrevistados na unidade de ensino indicada. As contratações vão começar em 16 de agosto.

Edição: Fernando Fraga

Publicado em 14/07/2021 – 15:09 Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Mais um evento importante em Pires do Rio

O Bazar do Terço de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é um evento social realizado por pessoas que voluntariamente arrecadam doações, realizam a comercialização e aplicam todo recurso em obras sociais.

Bancos concedem mais crédito a empreendedores mais velhos, diz estudo

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Pesquisa é do Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas

Pessoas com mais de 65 anos que são donas do próprio negócio têm mais facilidade para conseguir crédito junto aos bancos. De acordo com a 11ª edição da pesquisa “O Impacto da pandemia do coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 66% dos empreendedores com mais de 65 anos, que procuraram as instituições financeiras, conseguiram empréstimos.

O resultado é superior à média geral, que é de 52%. E quando comparada com os empreendedores mais novos, a diferença é ainda maior. Entre os donos de pequenos negócios com até 24 anos, as respostas são positivas em 35% das solicitações.

Para o Sebrae, além da experiência de gestão, os bancos levam em consideração o histórico bancário na hora de conceder um empréstimo, o que influencia diretamente nesse resultado. 

A pesquisa mostra que a taxa de sucesso no pedido de crédito aumenta conforme cresce a idade do empreendedor. Para o público de 36 e 45 anos, as respostas foram afirmativas em 51%; entre os de 46 e 55 anos, 53% de sucesso e entre a faixa de 56 e 65 anos, 57%.

Mulheres superam os homens

Além dos empreendedores da terceira idade, as mulheres também recebem mais respostas positivas do que os homens. Enquanto elas têm uma taxa de sucesso em 54% das solicitações, entre os homens, esse percentual cai para metade dos pedidos.

Segundo o Sebrae, desde abril do ano passado, as pesquisas de impacto têm detectado um aumento na solicitação e na concessão de crédito para os pequenos negócios. Em abril de 2020, 30% das empresas procuravam crédito, mas apenas 11% conseguiam uma resposta positiva. Já até maio de 2021, metade dos pequenos negócios já haviam recorrido a crédito e destes, 52% atingiram seu objetivo.

A expectativa da entidade é que a procura por crédito aumente ainda mais. Segundo a pesquisa, entre os empreendedores que procuraram crédito desde o início da pandemia, 45% deles recorreram às instituições financeiras em 2021.

Edição: Kleber Sampaio

Publicado em 13/07/2021 – 06:25 Por Agência Brasil – Brasília

Pfizer pede inclusão em bula da indicação de vacina para crianças

Imunizante passa a ser indicado para crianças e adolescentes

A Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa) divulgou nota, ontem (12), informando que, até o momento, somente a Pfizer solicitou a inclusão em bula da indicação da vacina contra a covid-19 para crianças com 12 anos e adolescentes. De acordo com a agência, o pedido já foi autorizado, e a indicação para esta faixa etária foi incluída na bula da vacina ComiRNAty. 

A Anvisa informou, ainda, que “não há solicitação do Instituto Butantan para alteração de bula da CoronaVac e inclusão de crianças e adolescentes. Portanto, não há pedido dependendo de análise da Anvisa”. 

“A competência para solicitar a inclusão de novas indicações na bula é do laboratório, e deve ser fundamentada em estudos que sustentem a indicação pretendida tanto em relação aos aspectos de segurança como de eficácia”, informou a Anvisa. 

Acrescentou que, desde o início do ano passado, a Anvisa tem realizado um troca de informações frequentes com os laboratórios envolvidos no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, assim como tem acompanhado todas as publicações científicas sobre o tema. Porém, não há pedido de aprovação da CoronaVac para esta faixa etária. 

“A decisão sobre o registro e alterações no pós-registro de uma vacina ou medicamento é da área técnica. Para as vacinas em uso emergencial esta decisão é da diretoria colegiada”, explicou a Anvisa.

*Com informações da Anvisa.

Edição: Kleber Sampaio

Publicado em 13/07/2021 – 07:17 Por Aécio Amado – Repórter da Agência Brasil* – Brasília

Educação é o grande desafio de crianças e jovens nos 31 anos do ECA

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Afirmação é de professor da USP que lança livro sobre o estatuto

Há 31 anos o Brasil implementava um marco na proteção dos direitos da criança e do adolescente: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Tendo como princípio fundamental a proteção integral desse público, o marco legal garante direitos como o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização e à proteção ao trabalho, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar. E determina que todos devem zelar por esses direitos: família, sociedade e poder público.

Ao comemorar o aniversário do estatuto, o professor de educação da Universidade de São Paulo (USP) e pedagogo Roberto da Silva pontuou as alterações mais significativas no próprio texto do documento. De acordo com Silva, houve mais de 400 avanços no ECA nesse período. Segundo ele, o estatuto “ajudou a criar uma infraestrutura que não existia; reformulou sistemas de saúde, educação, de trabalho da polícia”.

O professor destacou que boa parte dessas mudanças se refere à ampliação dos direitos das mães dessas crianças e adolescentes, principalmente nos aspectos de alimentação, saúde e cuidados, além de direitos trabalhistas e previdenciários.

Para essas alterações contribuíram as atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação em Regimes de Privação da Liberdade, coordenado por Silva na Faculdade de Educação da USP. O grupo teve participação ativa na elaboração do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e do Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária.

Roberto da Silva destacou que o plano fechou o ciclo do reordenamento institucional ao regulamentar a prática do acolhimento. Os gigantescos abrigos onde ficavam mais de 1,5 mil crianças e jovens foram substituídos por casas pequenas, com capacidade para cerca de 20 crianças, tornando mais fácil o acompanhamento e a fiscalização.

Na área da adoção, foi resolvido um grande problema, que era o lobby de organizações religiosas que criaram um “mercado internacional de adoção”, citou o professor da USP. “Nós tínhamos mais adoções internacionais do que adoção nacional, no Brasil”. Hoje a adoção internacional é tratada somente no âmbito da excepcionalidade.

No caso da adoção nacional, Silva considera que o Cadastro Nacional de Adoção, criado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), ainda carece de eficácia. Isso ocorre, conforme explicou, porque alguns juízes ainda acham que a adoção deve ser feita na comarca e no estado deles, “quando, na verdade, o cadastro nacional é para universalizar a adoção de adotantes e adotandos no país inteiro”.

Roberto da Silva viveu na rua e em abrigos dos 2 anos aos 18 anos de idade. “Passei pelos dois Códigos de Menores de 1927 e 1979, durante o cumprimento de penas, em São Paulo”, narrou. Silva contou que muitos dos meninos que foram criados com ele no abrigo encontrou dentro da prisão, onde permaneceu por dez anos. Foi ao sair da cadeia que tomou a decisão de estudar e se formar em professor de educação.

Pandemia e novos desafios

Segundo o professor, a pandemia do novo coronavírus trouxe novos desafios para o cumprimento do ECA. Para ele, se as crianças e adolescentes foram a faixa menos atingida pela covid-19, recorrendo pouco ao Sistema Único de Saúde (SUS), na área da educação, houve grandes deficiências. “A escola faz muita falta para eles. O direito da aprendizagem ficou muito comprometido durante esse período”, analisou.

Silva enfatizou que o desafio daqui para a frente é rever “a função social da escola pública no Brasil”.  Segundo ele, durante muitos anos houve um processo de transferência da responsabilidade da família para a escola e dos pais para os professores. Neste momento de pandemia, a escola devolveu a responsabilidade para as famílias e os professores aos pais. Para o professor, o que se viu foi que famílias e pais não estão suficientemente preparados para acompanhar o processo de escolarização dos filhos.

Roberto da Silva afirmou que as famílias perceberam é que a escola ocupava o tempo livre da criança para eles poderem trabalharem e gerar renda e alimentação. “O que menos fez falta foi o estudo, foram as lições. Nesse sentido, a escola precisa se reerguer”.

Para abordar o tema, Roberto da Silva decidiu organizar um e-book intitulado ECA 31 Anos – Nem a Pandemia Nem o Ódio Podem Matar Nossos Sonhos. O trabalho reúne textos de 40 alunos da Faculdade de Educação da USP. Silva explicou que esses alunos nasceram na vigência do ECA e não conhecem grande parte da história de lutas que levou à criação do estatuto. “Mas tentaram uma aproximação da parte da política de implementação dos direitos da criança e do adolescente e acabaram descobrindo coisas muito interessantes para o educador”.

De hoje (13) até o dia 17 deste mês, o professor Silva e seus alunos participarão de lives para discutir os textos do livro, que pode ser encontrado nas lojas de livros digitais. As lives serão realizadas na página da Faculdade de Educação da USP.

Edição: Claudia Felczak

Publicado em 13/07/2021 – 07:30 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Papa deixará hospital o mais rapidamente possível, diz Vaticano

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Segundo Vaticano, o Pontífice se reuniu ontem com diversos pacientes

O papa Francisco continua seu tratamento e sua reabilitação após uma cirurgia intestinal há dez dias e deixará o hospital o mais rapidamente possível, informou o Vaticano nesta terça-feira (12).

O boletim médico diário do Vaticano sobre a saúde do papa de 84 anos, que teve parte de seu cólon removido no dia 4 de julho, também afirma que ele se reuniu com muitos pacientes durante sua internação no Hospital Gemelli, mas sentiu-se particularmente próximo “daqueles que estão acamados e não podem voltar para casa.”

O boletim não dá mais detalhes sobre a condição do papa. O Vaticano disse na segunda-feira que ele ficaria mais alguns dias hospitalizado, além dos sete dias de internação inicialmente previstos, para “otimizar suas terapias médicas e de reabilitação”. No domingo, Francisco fez sua primeira aparição pública desde a cirurgia, ficando de pé por cerca de 10 minutos enquanto discursava da varanda de sua suíte no hospital.

Ele não tem compromissos marcados para o restante do mês, exceto suas bênçãos dominicais, embora o Vaticano esteja fazendo planos para uma visita papal à Eslováquia e à capital da Hungria, Budapeste, em meados de setembro.

Bispos escoceses anunciaram ontem que o papa participará da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP26) em Glasgow, em novembro, caso sua saúde permita.

Publicado em 13/07/2021 – 09:54 Por Philip Pullella – Repórter da Reuters – Roma