Um chinês
de 44 anos, proveniente de Wuhan morreu no sábado.
Autoridades sanitárias nas Filipinas anunciaram que um chinês morreu no país
de pneumonia causada pelo novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde
(OMS) classificou o caso como a primeira morte causada pela doença “fora
da China”.
O Departamento de Saúde das Filipinas disse que um homem de 44 anos
proveniente de Wuhan, cidade na província de Hubei, morreu no sábado (1º).
Wuhan é o epicentro do surto do coronavírus.
De acordo com o órgão, o chinês chegou ao território filipino via Hong Kong
em 21 de janeiro e passou pela ilha turística de Cebu, no centro do país.
Uma chinesa de 38 anos que visitou a região com a vítima também foi diagnosticada com o vírus na quinta-feira da semana passada.
Sérgio
Moro anunciou 26 acusados de crimes graves e violentos.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou hoje (30) uma lista com os 26 criminosos mais procurados no país. A lista, que será permanente, envolve pessoas acusadas de crimes graves e violentos, que estão com mandados de prisão em aberto e são ligados a organizações criminosas. A lista está disponível no site do ministério e será atualizada mensalmente.
Segundo o ministério, a lista de procurados foi feita com base em
informações obtidas com as áreas de segurança estaduais e a partir de 11
critérios objetivos, como posição de liderança em organização criminosa,
capacidade financeira para investir em atividades criminosas, atuação
interestadual e internacional, entre outras.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a lista é
importante para facilitar as prisões dos criminosos para que possam cumprir as
penas e enfraquecer a atuação dos crimisosos.
Queda da criminalidade
De acordo com os números mais recentes do ministério, o país registrou queda
de 21,4% nos homicídios nos primeiros nove meses de 2019, em comparação com o
igual período de 2018. No mesmo período, também houve queda em outros índices
de criminalidade, como ocorrências envolvendo estupro (6,4%), roubo a banco
(38,4%), latrocínio (22,2%), roubo de cargas (23,3%) e roubo de veículos
(26,4%).
As informações sobre os índices de criminalidade estão disponíveis na plataforma eletrônica Sinesp, no site do
Ministério da Justiça. A partir de hoje, as ocorrências de homicídios
registradas em todos os municípios do país serão inseridas no sistema e poderão
ser consultadas. Até o momento, os dados referem-se ao período entre janeiro de
2018 e setembro de 2019.
Publicado em 30/01/2020 – 16:33 –
Por André Richter – Repórter da Agência Brasil Brasília
Na China
foram contabilizados 7,7 mil casos e 170 óbitos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência
global em razão da disseminação do coronavírus. A entidade fez o anúncio à
imprensa em sua sede, em Genebra, na Suiça, após uma reunião com especialistas.
Até o momento, foram contabilizados 7,7 mil casos e 170 mortes na China,
principal local de multiplicação do vírus. Em outros 19 países, já foram
registrados 98 casos. No Brasil, o Ministério da Saúde investiga nove casos suspeitos.
De acordo com a entidade, os casos abrangem pessoas que viajaram para Wuhan, foco do surto, ou que tiveram contato com pessoas com histórico de passagem pela cidade.
Os representantes da OMS, contudo, negaram que o anúncio signifique uma
manifestação de desconfiança com a China.
“A China está tendo um novo patamar para este surto. Meu respeito e
agradecimento para os profissionais de saúde que, no meio do Festival de
Primavera, estão trabalhando por 24 horas, durante sete dias por semana, para
salvar vidas e colocar o surto em controle”, afirmou o diretor da organização,
Tedros Adhanom.
A OMS afirmou que não há necessidade de medidas para evitar viagens ou
comércio internacional com a China. Além disso, apresentou um conjunto de
recomendações, como apoio a países com sistemas de saúde mais precários,
combate a rumores e desinformação, desenvolvimento de recursos para
identificar, isolar e cuidar dos casos, além do compartilhamento de dados e
conhecimento sobre o vírus.
“Países devem trabalhar juntos no espírito de solidariedade e cooperação. Estamos nessa juntos e só podemos parar juntos. Este é o tempo de fatos, não medo, para ciência, não rumores, para solidariedade, não estigma”, destacou Adhanom.
Histórico
Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.
A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da
OMS na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia
até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de
janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da
transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.
Emergência global
Uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC, na sigla
em inglês) é uma declaração formal da Organização Mundial da Saúde (OMS) de “um
evento extraordinário que pode constituir um risco de saúde pública a outros países
por meio da disseminação, e que requer uma resposta internacional coordenada”.
Segundo o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), do qual o Brasil é
signatário, os países que fazem parte do grupo devem atender prontamente às
recomendações e práticas publicadas pelo documento de emergência, e os governos
e autoridades responsáveis devem organizar e colocar em prática planos de ação
para conter a ameaça sanitária. De acordo com o RSI, as declarações são
temporárias e devem ser reavaliadas a cada três meses.
De acordo com o diretor-geral da OMS, o coronavírus (2019-nCoV) atende aos
critérios da declaração de emergência.
Essa é a sexta vez em que o recurso é usado. A declaração de emergência
havia sido emitida no surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars), em
2002/2003; na pandemia de 2009 de H1N1 (também chamada de febre suína); na
declaração de emergência de poliomielite, em 2014; na epidemia de ebola na
África Ocidental, também em 2014; no surto de vírus Zika, cujo principal foco
de infestação foi o Brasil, em 2015/2016, e na epidemia de ebola em Kivu, no
Congo, em 2019.
Das vezes em que foi instituída, apenas a declaração de emergência sobre a
epidemia de Kivu continua ativa.
A Fundação Oswaldo Cruz recebeu hoje (30) fragmentos do material genético do
novo coronavírus que serão utilizados para aprimorar os protocolos de testagens
realizados no Brasil. As amostras vieram de Berlim e foram trazidas pela
Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), que representa a Organização Mundial
da Saúde no continente americano.
À frente dos testes realizados na fundação, o pesquisador Fernando Motta
explicou que os fragmentos serão usados como “controle positivo”, uma
forma de comprovar que o exames realizados tinham capacidade de detectar o
vírus. Motta é tecnologista em saúde pública do Laboratório de Vírus
Respiratórios e de Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz e avalia que a Fiocruz tem
condição de atender à demanda por testes nesse primeiro momento. O Brasil ainda
não tem casos confirmados de coronavírus e, até ontem, investigava nove
suspeitas.
Como laboratório de referência, a Fiocruz recebe uma amostra de todos esses
casos supeitos para garantir a qualidade dos testes. A fundação vinha realizando
principalmente testes diferenciais, em que descartava o coronavírus a partir da
testagem de outras viroses já conhecidas. Com a chegada do material trazido
pela OPAS, será possível realizar testes específicos para coronavírus, o que
deve acelerar o diagnóstico e dar mais precisão ao processo.
Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, e do Instituto Evandro
Chagas, do Pará, também estiveram hoje na Fiocruz para conhecer os protocolos e
preparar seus laboratórios para realizarem os testes em suas regiões. Como o
treinamento começou hoje, a Fiocruz deve continuar a ser o laboratório de
referência para todo o país. A partir do momento em que as amostras chegam na
fundação, é possível concluir os testes entre 48 e 72 horas.
Motta explicou ainda que os protocolos adotados estão em constante mudança,
porque o vírus infectou humanos apenas recentemente. “Uma das principais
hipóteses é que veio de um hospedeiro animal e acabou de ser introduzido na
população humana. Não sabemos, com 100% de certeza, todas as informações. O
vírus pode sofrer algum tipo de alteração e esse protocolo pode precisar ser
atualizado. Mas há uma rede mundial e esse compartilhamento está sendo
feito”.
A Fiocruz também recebeu hoje uma visita técnica do secretário-executivo do
Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, e do secretário Nacional de
Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. Segundo o chefe de gabinete da
Presidência da Fiocruz, Valclair Rangel, foram apresentados os laboratórios e
esclarecidas dúvidas em relação à recepção das amostras e à realização dos
exames. “Saímos com um conjunto de acordos”, resumiu ele, que contou
que o ministério deixou na Fiocruz um representante da Coordenação-Geral de
Laboratórios.
Desde a última segunda-feira, a Fiocruz criou uma Sala de Situação para
monitorar informações sobre o novo coronavírus no estado do Rio de Janeiro.
Participaram da primeira reunião secretarias municipais de saúde e a secretaria
estadual, e a próxima reunião deve contar também com representantes de
universidades e de conselhos profissionais.
Publicado em 30/01/2020 – 16:11 –
Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro
No sétimo andar de um prédio comercial na Avenida 136, no
Setor Marista, o ex-governador José Eliton (PSDB) recebe aqueles que buscam o
advogado para assuntos jurídicos e, não seria diferente, atualizar os assuntos
da política. Entre decisões sobre o atendimento do escritório jurídico,
orientações sobre a condução da fazenda que tem em Posse, ele demonstra que
está sintonizado com os fatos da política goiana.
Ele foi citado pelo deputado Tales Barreto (PSDB) como um dos prováveis
nomes para a disputa eleitoral de 2.020 para prefeito de Goiânia. Questionado
de forma direta, ele respondeu em curtas palavras: Não vai disputar as prévias
agendadas pelo PSDB para o final de fevereiro.
De forma realista, avalia que outros nomes devem apresentar um perfil melhor
para a disputa. Ele cita o próprio deputado que se figura como o nome mais
provável e avalia que a ex-secretária da Educação de Goiás, Raquel Teixeira,
que foi candidata a vice governadora com ele em 2018, com um perfil mais
conectado com a cidade de Goiânia.
Éliton reconhece que, finalizado o governo, após a derrota eleitoral, não há
condições políticas para que ele entre neste tipo de disputa.
Em reunião conjunta, conduzida pelo presidente do diretório regional do
PSDB, Jânio Darrot, com o diretório municipal de Goiânia, foi definida a
realização de prévias para a escolha do candidato a prefeito da capital pelo
partido.
Na prática, hoje, o PSDB só tem a candidatura do deputado Talles Barreto.
O livro, a montanha e a planície
Na política, o uso do termo planície refere-se àqueles que passam um
tempo no poder (a montanha) e voltam para vida normal. Éliton está finalizando
um livro em que conta a versão dele sobre os fatos e bastidores da política que
vivenciou.
Questiono se ele vai contar histórias que ninguém contou até agora e ele
abre o sorriso, tentando esconder o conteúdo para evitar a antecipação. Sem
escapatória, diante da insistência, vai contar sobre reuniões que nunca foram
abordadas. Uma delas tratou da decisão que analisou a expulsão de Demóstenes
Torres do DEM no ano de 2012. Então deputado federal, Ronaldo Caiado participou
da reunião.
Eliton recusa a gravação de uma entrevista em áudio para evitar polemização,
principalmente com assuntos relativos à sua gestão em comparação com a
administração de Caiado. Mas, rapidamente saca do celular as imagens da
construção da unidade de saúde de Posse. Ele explica que já foi apelidada
de AME (Ambulatório Médico Especializado), depois virou USE (Unidade de Saúde
Especializada) e, agora, foi nomeada como POLICLÍNICA pela atual gestão (A
inauguração está programada para o fim de fevereiro). A obra foi construída com
recursos do Goiás Na Frente, programa que ele coordenou na gestão de Marconi
Perillo (PSDB).
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego)
se reuniram nesta quarta-feira (29) com a secretária da Educação, Fátima
Gavioli, para tratar da negociação do reajuste do piso da categoria, fixado
pelo Ministério da Educação em 12,84%.
Segundo a presidente do Sintego, Bia de Lima, a Secretaria de Educação
(Seduc) planeja fazer um reordenamento de finanças para pagar o reajuste ou
parte dele sem impactar a folha de pagamento do estado.
“A Secretaria de Educação fez uma proposta bastante ousada, dizendo que
vai buscar os caminhos para pagar sem impactar a folha. Ela está buscando esses
números para provar para o governador e para nós que tem jeito”, disse em
entrevista ao Diário de Goiás.
Lima relata que a secretária citou o reordenamento escolar e a redução de
contratos de convênio como fontes de economia de recursos que poderiam ser
realocados para o pagamento do reajuste.
“A mágica está no reordenamento de toda a máquina da secretaria. Ela
está fazendo mudanças na jornada, na administração das escolas conveniadas, que
diminuíram os contratos. Os professores da rede foram redimensionados. Ela vai
levar os números ao governo para ver o que é possível negociar”, pontuou.
Possibilidade de greve
O Sintego espera uma posição do governo Caiado ainda em fevereiro. O
sindicato prepara a convocação de uma assembleia para debater uma eventual
greve. A data depende das regionais estaduais.
Antes de colocar uma paralisação em pauta, porém, Bia de Lima pretende
dialogar com o governador. Ela solicitou uma audiência com Caiado para tratar
do tema. “Queremos ver o que é possível
avançar para levar à categoria pontos solidificados sobre essas negociações na
assembleia”, afirmou.
Dentro de
poucos meses, produto poderá começar a ser testado.
Cientistas norte-americanos trabalham para desenvolver a vacina que poderá
barrar o coronavírus que, até o momento, já infectou quase 8 mil pessoas em
vários países e matou quase duas centenas de pessoas. Se tudo correr bem,
dentro de poucos meses a vacina poderá começar a ser testada.
O laboratório da farmacêutica Inovio, na cidade de San Diego, na Califórnia,
é neste momento um dos locais onde a vacina está sendo desenvolvida. Os
cientistas da Inovio esperam ter o produto pronto para ser testado em humanos
no início do verão e já lhe deram um nome: “INO-4800”.
O fato de as autoridades chinesas terem sido rápidas ao divulgar o código
genético do vírus ajudou os cientistas a determinar a origem, as mutações que
pode sofrer à medida que o surto se desenvolve e a perceber a melhor forma de
proteger a população mundial do contágio.
“Assim que a China forneceu a sequência do DNA do vírus, conseguimos
colocá-lo na tecnologia dos nossos computadores e desenvolver o protótipo de
uma vacina em apenas três horas”, explicou à BBC Kate Broderick,
vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Inovio.
Caso os testes iniciais sejam bem-sucedidos, serão feitos testes em maior
escala, principalmente na China, o que pode ocorrer até o fim deste ano. Se a
cronologia prevista pela Inovio se confirmar, esta será a vacina desenvolvida e
testada mais rapidamente em um cenário de surto.
Da última vez que um vírus semelhante surgiu, em 2002 – a Síndrome
Respiratória Aguda Grave (Sars) -, a China demorou a partilhar informações com
o mundo e, por isso, a epidemia já estava perto do fim quando uma vacina foi
desenvolvida.
Como funciona a vacina contra o coronavírus
A equipe responsável pelo desenvolvimento da vacina utiliza uma nova
tecnologia de DNA e trabalha com uma empresa de biotecnologia de Pequim.
“As nossas vacinas são inovadoras pois utilizam as sequências de DNA do
vírus para atingir partes específicas do agente patogênico”, organismo capaz de
produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros, explicou a responsável pela
empresa norte-americana.
“Depois, utilizamos as células do próprio paciente como uma fábrica para a
vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta naturais do corpo”.
O trabalho desse e de outros laboratórios é financiado pela Coligação para
Inovações de Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla original), uma
organização não governamental que apoia o desenvolvimento de vacinas que
previnam surtos.
“A nossa missão é garantir que os surtos não sejam uma ameaça para a
humanidade”, explicou Melanie Saville, uma das diretoras da organização, que
foi criada depois do surto de ébola na África Ocidental.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das entidades que participam da
procura global por uma vacina que combata o coronavírus, diz que não existem
garantias de que qualquer um dos projetos em desenvolvimento seja
suficientemente seguro e eficaz para que possa vir a ser utilizado.
“Os especialistas vão considerar vários critérios, incluindo a segurança da
vacina, as respostas imunológicas e a disponibilidade dos laboratórios para
fabricarem doses suficientes no tempo necessário”, explicou a OMS.