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Estado deve indenizar mulher de detento assassinado em prisão

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O Estado de Goiás foi condenado a indenizar a mulher de um detento assassinado no presídio de Trindade, em crime cometido por outro preso. A autora da ação vai receber R$ 55 mil por danos morais e pensionamento mensal no valor de dois terços do salário mínimo, a ser pago até a data em que o homem completaria 65 anos de idade. A sentença é do juiz Liciomar Fernandes da Silva, que considerou que o poder público deve cuidar da segurança da população encarcerada.

“O Estado, à luz do artigo 5º, inciso 49, da Constituição Federal, tem a obrigação de zelar pela integridade física dos detentos que se encontram sob sua custódia, garantindo-lhes o cumprimento da pena em estabelecimento adequado, com condições dignas de sobrevivência. Ainda que a morte tenha sido causada por ato de outro detento, era do Estado o munus de proteção aos presos custodiados na cadeia pública”, destacou o magistrado.

Consta dos autos que o detento Samuel Teodora de Assis cumpria pena na unidade penitenciária de Trindade desde 22 de novembro de 2014. No dia 9 de agosto de 2018, aos 37 anos de idade, foi esfaqueado por um colega de cela e morreu no local. Segundo atestado de óbito, a causa foi “ocorrência de choque hipovolêmico, anemia aguda severa, traumatismo torácico e meio de ação pérfuro-cortante”.

Na ação, a mulher alegou que era dependente economicamente do esposo (apenado) e que havia forte ligação emocional com o mesmo, decorrente da própria relação conjugal. Além dos danos morais e do pedido de pensão, ela pleiteou o pagamento gasto com honorários advocatícios, mas essa questão foi negada pelo juiz.

Risco administrativo
Para ponderar a responsabilidade do Estado no caso, Liciomar Fernandes da Silva elucidou a hipótese da responsabilidade objetiva, que parte da ideia de que a atuação estatal envolve um risco de dano, que lhe é inerente. “Por este motivo, a teoria do risco administrativo dispensa as vítimas da prova de culpa do agente administrativo, bastando apenas a demonstração do nexo de causalidade entre o evento e o dano”.

Dessa forma, se tratando de homicídio de preso sob custódia do Estado, o magistrado explicou que a responsabilidade objetiva decorre da Teoria do Risco Administrativo, segundo a qual “o Estado tem o dever de exercer a sua atividade administrativa, mesmo quando perigosa ou arriscada, com absoluta segurança, de modo a não causar dano a ninguém. Está vinculado, portanto, a um dever de incolumidade, cuja violação enseja o dever de indenizar independentemente de culpa.”

Por fim, o magistrado explicou que a partir do momento em que não foram observadas as regras mínimas de segurança, “permitindo a ofensa à incolumidade do detento, assumiu o Estado a obrigação de indenizar, independentemente da aferição de culpa. Vislumbra-se o nexo de causalidade pela falta anônima do serviço (ação ou omissão) e o evento morte”. Veja sentença. (Texto: Lilian Cury – Centro de Comunicação Social do TJGO)

Governo anuncia veto para torcedores nos estádios de futebol devido ao coronavírus

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“Um prejuízo enorme”, assim definiu André Pitta ao ser questionado a respeito da possibilidade de jogos no Campeonato Goiano sem a presença de torcida. A entrevista foi concedida um dia antes do Governo de Goiás divulgar medidas preventivas para conter a expansão do coronavírus.

Entre as medidas está o veto de torcedores nas partidas de futebol. Com isso os jogos do Campeonato Goiano e o confronto já programado entre Goiás e Vasco da Gama para próxima semana não terá a presença de público na Copa do Brasil.

Estão autorizadas apenas a presença de jogadores, comissão técnica, arbitragem, profissionais de imprense e dirigentes.

Por Diário de Goiás

Confirmados três casos de Coronavírus em Goiás

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), informou, em reunião com representantes de veículos de comunicação no Palácio Pedro Ludovico, que Goiás tem 3 casos confirmados de Coronavírus. Dois em Goiânia e um em Rio Verde. O Chefe do Executivo reuniu com representantes dos canais, incluindo o Diário de Goiás.

Ele confirmou decreto de Emergência na Saúde de Goiás para facilitar a aquisição de insumos e equipamentos para estruturar os 22 leitos do Hospital do Servidor Público que funcionará como um anexo do Hospital de Doenças Tropicais. Dos três casos em Goiás. Um é de uma mulher de Rio Verde, com mais de 60 anos que foi fazer um curso na Espanha. O segundo caso é de uma pessoa de 38 anos que esteve na Itália e o terceiro caso uma mulher de 32 anos que esteve nos Estados Unidos. “Elas estão em casa mantendo a quarentena. O serviço de vigilância está acompanhando”, disse o governador. Foi destacado um período de monitoramento dos casos que é de 14 dias.

“O decreto de emergência pode provocar uma certa apreensão nas pessoas. Isso é mais do ponto de vista burocrático se tivermos de cumprir as leis de licitações, se tivermos para comprar um respirador vai demorar em torno de dois meses, se tiver que tomar medidas para outras áreas”, declarou o governador Ronaldo Caiado.  

No Hospital do Servidor foram instaladas estruturas como salas modulares, para que a triagem seja feita a parte externa do local. Foi anunciado que o Hospital do Servidor Público será usado exclusivamente para internação de eventuais pacientes que tiverem a suspeita de contaminação confirmada.

O Hospital do Servidor começou a ser construído em 2015, mas até hoje ainda não entrou em pleno funcionamento. O espaço tem 24,5 mil metros quadrados. Serão instalados no local equipamentos de respiração.  O Estado pode receber do Ministério da Saúde o valor de 2 reais per capita a serem destinados à contenção da pandemia e atendimento de pacientes, o que somaria cerca de R$ 14 milhões. Para pacientes do interior, ambulâncias serão equipadas para trazer pacientes para a capital, caso haja necessidade.

Caiado explicou que o decreto visa dar transparência a ações do governo. Ele relatou que neste período é natural que haja um aumento. “Esse decreto tem uma finalidade preventiva e proativa. A função preventiva é que temos condições para tomar medidas para decidirmos em conjunto com os outros poderes, medidas que possam ficar acima de qualquer dúvida. Um respirador para comprar hoje tem um valor, e no ano que vem metade do preço. Queremos fazer tudo com a melhor transparência e que tudo seja vinculado na ata do Ministério da Saúde”, relatou.

Escalonamento

O governador Ronaldo Caiado destacou que haverá um escalonamento no horário dos servidores públicos, para que diminua a aglomeração de pessoas.  Ele fez pedidos ao comércio para que a entrada e saída de funcionários seja de forma semelhante. Também houve pedido a donos de empresas de ônibus e ao setor produtivo quanto a situações de limpeza.

“Dei uma flexibilização para que as pessoas entrem e saiam de forma gradativa. Pedi que o comércio faça o mesmo. Pedi que os donos das empresas de ônibus tenham uma atenção maior com a higienização. Conversamos com o Fórum Empresarial para tenham cuidado para fazer processo de assepsia”, declarou.

Eventos

O governador explicou que eventos de grande porte, com grande aglomeração de pessoas serão cancelados. Os jogos de futebol serão realizados sem a presença de público nos estádios. “Temos essa necessidade de cancelar todo e qualquer evento para evitar a disseminação da doença. Ainda não temos a previsão de um horário fixo”, declarou. O período de suspensão dos eventos pode durar até quatro meses. Caiado disse que será levado em consideração o ambiente, se o espaço é não arejado. O gestor argumentou que não colocará a saúde das pessoas em detrimento econômico.

“Pra mim até porque antes de ser governador, sou médico, não tenho dificuldade em decidir. Entre a vida e a parte financeira, ficou com a vida do cidadão. Para não disseminar, quantas medidas necessárias, sei que muitos ficarão contrariados, mas isso é mais relevante do que qualquer outro evento. Depois do período voltamos a rotina”, argumentou.

Escolas

Ronaldo Caiado destacou que será avaliada a evolução do vírus junto a crianças. Por enquanto, as aulas nas escolas não serão suspensas, mas haverá um acompanhamento mais detalhado.

“Vamos cancelar os maiores eventos, com maior aglomeração de pessoas, serão canceladas. Precisamos analisar o comportamento dos vírus com as crianças. Gradualmente vamos saber informar caso a caso, estamos tomando as medidas necessárias preventivas e de tratamento”, disse Caiado.

Idosos

Haverá uma antecipação da campanha de vacinação contra a influenza entre os idosos, que estão entre os grupos que apresentam mais riscos. O governador explicou que as pessoas dessa faixa etária receberão as vacinas em casa.

Cumprimentos

Caiado pediu que as pessoas tenham cuidado ao cumprimentar. O governador pediu que haja menos abraços, beijos, apertos de mão para evitar a transmissão do vírus. “Ao não ter o cumprimento nós estamos diminuindo a transmissão do vírus. A mão é o lugar onde mais se contamina. Peço que as pessoas entendam que isso não é falta de educação, é um momento que estamos vivendo”, relatou.

Por Diário de Goiás

Bolsonaro faz teste para coronavírus; resultado deve sair na sexta

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Após o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, testar positivo para coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro também fez exames para verificar a presença ou não do Sars-CoV-2. A tendência é que o resultado saia nesta sexta-feira (13).

Médicos acreditam que o presidente possa ser um paciente assintomático, ou seja, ter o vírus, mas sem apresentar sintomas.

Bolsonaro deve permanecer no Palácio da Alvorada até que o resultado do exame saia.

Outros integrantes da comitiva que viajou com o presidente e Wajngarte aos Estados Unidos fizeram exames.

Por Diário de Goiás

Operação mira suspeitos de associação criminosa na Agetop

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A Polícia Civil cumpriu nesta quinta-feira (12) mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a servidores da antiga Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). Segundo investigação policial, eles são suspeitos de fazer parte de uma associação criminosa, que agia com empresas, para desviar recursos destinados às obras do Aeródromo de Mambaí, no nordeste goiano, entre 2014 e 2018.

A investigação aponta ainda que os serviços eram medidos e pagos sem a execução por parte da empresa, com adiantamentos ou valores superfaturados.

Conforme a Polícia Civil, o grupo tinha uma divisão de tarefas e se apropriou de R$ 2,214 milhões. O valor teria sido pago a uma das empresas investigadas, que não executou a obra.

O Aeródromo de Mambaí teve obras iniciadas em local diferente do que estava previsto no contrato administrativo. Também não havia escritura pública, e o terreno pertencia à Bahia.

Defesa

Marcos Musse, ex-diretor da Agetop, é um dos investigados na Operação Mambaí. Em nota, a defesa de Musse afirmou que a ação não tem “qualquer lastro com a realidade”, pois o diretor agiu com a “maio retidão perante a função que exercia”.

Publicado pelo Diário de Goiás

Papa doa € 100 mil à Caritas da Itália para combater coronavírus

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Em missa sem público, Francisco pede orações pelos governantes.

O papa Francisco doou € 100 mil à Caritas da Itália como contribuição para o tratamento das pessoas que sofrem com a atual epidemia de coronavírus e para os que ajudam a cuidar dos doentes. A Caritas é uma organização humanitária da Igreja Católica que atua em mais de 200 países, com atividades voltadas especialmente para os mais carentes.

A doação, feita por meio do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Integral, será destinada principalmente aos serviços essenciais em benefício dos pobres e vulneráveis da Itália. Dicastério é o nome dado aos departamentos do governo da Igreja Católica que compõem a Cúria Romana.

Em comunicado, o Dicastério enumera serviços em refeitórios, centros de acolhimento, alojamentos e centros de escuta, atividades garantidas todos os dias pelas Caritas diocesanas e paroquiais.

Em missa na manhã desta quinta-feira (12) na Casa Santa Marta, o papa Francisco pediu orações “pelos governantes que devem tomar medidas” para enfrentar a enfermidade em seus países.

“Continuamos rezando juntos, neste momento de pandemia, pelos enfermos, pelos familiares, pelos pais com filhos em casa”, disse o pontífice durante a missa na capela da Casa Santa Marta. Atualmente, missas são o único ofício religioso permitido em toda a Itália, em razão das medidas adotadas para frear a difusão do Covid-19. Celebradas sem público, as missas matutinas de Francisco são transmitidas diretamente pelo Vaticano. 

Até até 3 de abril, estão suspensas em toda a Itália atividades como missas e funerais.

*Com informações do Vatican News e da Télam

Publicado em 12/03/2020 – 17:12 Por Agência Brasil* – Cidade do Vaticano

Alesp aprova projeto que fixa multa para divulgação de notícias falsas

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PL depende da aprovação do governador João Dória.

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o Projeto de Lei (PL) 538/2018, que estipula multa de até R$ 5,5 mil para quem elaborar e disseminar informações e notícias falsas, por qualquer meio, com o objetivo de obter vantagem de qualquer tipo, prejudicar pessoa física ou jurídica ou distorcer a verdade. O PL foi encaminhado para o governador do estado, João Doria, que agora decide se irá sancioná-lo ou não.

Com a medida em vigor, também ficarão sujeitas a punição pessoas que utilizarem mecanismos automáticos de distribuição massiva de informações inverídicas e fraudulentas, como é o caso dos bots (robôs virtuais). Os bots são softwares concebidos para responder de maneira padrão a algum comando e podem, portanto, acabar sendo programados para esse fim.

O PL estabelece, ainda, que, se alguém compartilhar informação falsa e comprovar que não teve a intenção de prejudicar a honra ou a imagem de outra pessoa, não será punido. A sanção também não recairá sobre pessoas que difundirem informações alegando que se tratam de opinião pessoal ou material “de evidente ou previamente informado cunho humorístico”.

Caso o autor da infração seja reincidente, a multa será aplicada em dobro. O valor também dobrará quando o agente propagador das mensagens for servidor público. Se ele utilizar recursos da repartição onde trabalha para cometer o ato ilícito, a multa será quadruplicada. Além da multa, os infratores ficam sujeitos a responder civil, administrativa e penalmente.

A votação do projeto de lei ocorreu nesta quarta-feira (11), em sessão extraordinária, e durou um minuto. Os parlamentares que votaram contra a proposta foram Arthur do Val (Patriota); Gil Diniz (PSL); Heni Ozi Cukier (Novo), líder do partido na Casa, que registrou voto em nome de toda a sigla; Janaina Paschoal (PSL); e Ricardo Mellão (Novo). O projeto tramitou em regime de urgência, a pedido do deputado estadual Rogério Nogueira (DEM), que foi um dos nove suplentes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Fake News da Alesp, criada no final de 2018.

Procurada pela Agência Brasil, Janaina Paschoal disse que reconhece a seriedade do tema, mas questiona o critério que será adotado para julgar o que é fake news. “Muitas vezes, externei minha apreensão com relação a quem definirá o que são fake news. Não raras vezes, uma pessoa poderosa, inconformada com críticas, assevera estar sendo vítima de fake news. Eu votei não, de forma bastante consciente, por entender que as fake news devem ser ‘combatidas’ com mais informação, sendo certo que o ordenamento jurídico já contempla instrumentos para socorrer quem se sente ofendido”, afirmou.

A reportagem também procurou o autor do projeto, deputado estadual Edmir Chedid (DEM), mas o parlamentar informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tinha disponibilidade para conceder entrevista até o horário de fechamento desta matéria. Após o encerramento da votação, ele recomendou que as redes sociais sejam usadas com responsabilidade e que as pessoas verifiquem se dados são verdadeiros antes de repassá-los adiante, conforme cita matéria veiculada no site da Alesp.

Edição: Valéria Aguiar

Publicado em 12/03/2020 – 15:57 Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil – São Paulo