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COI anuncia novas datas para Olimpíada e Paralimpíada do Japão em 2021

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Thomas Bach fez anúncio após conversa com autoridades japonesas.

Os Jogos de Tóquio (Japão) estão oficialmente remarcados. A Olimpíada será disputada entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021. Já a Paralimpíada ocorrerá entre 24 de agosto e 5 de setembro, também do ano que vem.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30) após uma conferência por telefone entre o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e as autoridades japonesas. O adiamento dos Jogos, confirmado na última terça-feira (24), deu-se por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19) que, além de colocar em risco a saúde de atletas, técnicos, dirigentes e torcedores, prejudicou a preparação dos esportistas com o cancelamento de competições e o fechamento de clubes e centros de treinamento.

“Estou confiante que, trabalhando junto com o Comitê Organizador dos Jogos, patrocinadores e governo japonês, poderemos enfrentar esse desafio sem precedentes. A humanidade se encontra em um túnel escuro, e esses Jogos podem ser a luz no fim deste túnel”, declarou Bach, após a reunião, conforme nota oficial publicada no site do COI.

“As novas datas dão certeza aos atletas, aos patrocinadores e ao resto do mundo. A prioridade de todos no movimento paralímpico deve ser manter-se a salvo com famílias e amigos nesse momento sem precedentes. Vamos trabalhar com as federações internacionais e estabelecer novos critérios de qualificação, respeitando totalmente aqueles já classificados aos Jogos”, afirmou, também em nota, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês), Andrew Parsons.

Entre os próximos detalhes a serem solucionados, estão a confirmação dos locais de prova – os comitês responsáveis pelos Jogos precisarão renegociar contratos para utilização de estruturas acordadas para 2020 – e a situação dos ingressos que já haviam sido comercializados.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Publicado em 30/03/2020 – 10:20 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

Forças Armadas ampliam produção de álcool em gel e cloroquina

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Laboratórios atuam em parceria com Ministério da Saúde.

O Ministério da Defesa anunciou que os laboratórios químicos das Forças Armadas aumentaram a produção de álcool em gel e de cloroquina. A produção em caráter emergencial acontece de forma conjunta no Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM), no Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) e no Laboratório Químico Farmacêutico da Força Aérea (LAQFA), todos localizados no Rio de Janeiro.

“Temos 10 mil bisnagas de álcool gel em embalagens de 85ml em estoque. A ideia é produzir 180 mil bisnagas”, declarou a coronel médica do Exército Carla Clausi, subdiretora de Saúde Operacional do Exército.

A Aeronáutica também vai ampliar a produção a partir de hoje (30). O Laboratório Químico da Força Aérea produzirá mais de 1.200 litros de álcool em gel. Após essa data, a expectativa, de acordo com o Ministério da Defesa, é aumentar a produção para 8 mil litros desse produto para limpeza das mãos.

“Nós também adquirimos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como macacão, touca e luva, para distribuir aos hospitais da FAB. Vamos enviar esses produtos, de forma emergencial, para uso dos médicos e enfermeiros que estão enfrentando o Coronavírus”, afirmou a tenente-coronel farmacêutica Andreia Brum, diretora interina do LAQFA.

O laboratório da Marinha também faz parte da força-tarefa. “O setor de pesquisa e desenvolvimento iniciou árduo trabalho para formular e adequar a estrutura fabril, a fim de permitir a produção de sanitizantes como o álcool em gel 70%. Na segunda-feira passada (20), foi prontificado o primeiro lote em escala industrial do referido produto”, informou o capitão de Mar e Guerra André Hammen, diretor do LFM.

Cloroquina 

Além da produção de álcool em gel, os três laboratórios estão unindo forças para ampliar a produção de cloroquina, medicamento recentemente autorizado pelo Ministério da Saúde para ser utilizado no tratamento de pacientes acometidos por coronavírus em estado grave. O laboratório do Exército é detentor do registro desse medicamento e iniciou a produção na segunda-feira passada (23).

Assim que a produção for concluída, cabe aos laboratórios da Força Aérea e da Marinha as etapas de embalagem e rotulagem. “As ações conjuntas permitirão acelerar a produção, de forma que sejam concluídos dois lotes por semana, o que representa cerca de 500 mil comprimidos”, explicou o Capitão de Mar e Guerra André Hammen.

Laboratórios químico-farmacêuticos

Os laboratórios químico-farmacêuticos das Forças Armadas atuam em parceria com o Ministério da Saúde, reduzindo o custo de produção e a compra de medicamentos importantes de alto custo e complexidade. Ao todo, são 21 laboratórios oficiais no país, que, juntos, produzem cerca de 30% dos medicamentos utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Edição: Narjara Carvalho

Publicado em 30/03/2020 – 10:41 Por Agência Brasil – Brasília

Trump diz que quarentena “não é necessária” para área de Nova York

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Medida seria para conter a expansão do coronavírus.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que uma quarentena para a região de Nova York para conter a disseminação do coronavírus não será necessária. Acrescentou que pediu às autoridades federais de saúde que emitam “um forte alerta de viagem” no lugar da quarentena.

Trump disse que o alerta será administrado pelos governos de Nova York, Nova Jersey e Connecticut em consultas com o governo federal.

“Uma quarentena não será necessária. Detalhes completos serão divulgados pelo CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças)”, escreveu o presidente norte-americano no Twitter.

Após o tuíte do presidente, o CDC emitiu um alerta contra viagens não essenciais aos moradores dos três estados por 14 dias.

No alerta divulgado em seu site, o órgão disse que o aviso não se aplica a funcionários de “indústrias de infraestrutura crítica”, incluindo caminhoneiros e profissionais de saúde pública, serviços financeiros e de abastecimento de alimentos.

Também antes de tuitar que a quarentena não seria necessária, Trump disse que avaliava colocar os três estados em isolamento.

Publicado em 30/03/2020 – 07:32 Por Agência Reuters – Washington

China prepara defesa contra segunda onda de coronavírus

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“Não há razão para descansar”, diz porta-voz do governo de Pequim.

Um número crescente de casos de coronavírus importados na China pode provocar uma segunda onda de infecções no momento em que transmissões domésticas “basicamente foram interrompidas”, disse uma autoridade sênior de saúde nesta domingo (29), ao mesmo tempo em que o alívio nas restrições de viagens também pode levar a mais riscos dentro do país.

A China, onde a doença surgiu pela primeira vez na cidade central de Wuhan, acumulou um total de 693 casos vindos do exterior, o que significa que “a possibilidade de uma nova rodada de infecções permanece relativamente grande”, declarou Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde (NHC).

Quase um quarto deles chegou a Pequim. “Pequim, a capital, ainda suporta os riscos”, disse Xu Hejian, porta-voz do governo de Pequim, a repórteres.

“Não há razão para descansar e relaxar ainda. Não é momento em que possamos dizer que tudo está indo bem.”

A maioria dos casos importados envolveu chineses voltando do exterior.

Um total de 3,3 mil pessoas morreram na China continental, e 81.439 infecções foram relatadas.

Publicado em 29/03/2020 – 19:06 Por Brenda Goh e Thomas Suen – Da Reuters – Wuhan (China)

Presidente Jair Bolsonaro visita localidades em Brasília

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Presidente esteve em supermercados e comércios abertos neste domingo.

O presidente Jair Bolsonaro visitou diferentes regiões administrativas no Distrito Federal hoje (29). Ele foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) e a supermercados e comércios abertos em diferentes locais da capital

Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada na parte da manhã. Ele foi ao HFA, mas não informou a razão. Além disso, passou pelas regiões administrativas de Sobradinho, Taguatinga e Ceilândia. Esses últimos são as áreas mais populosas do DF.

No retorno ao Palácio da Alvorada, o presidente voltou a reforçar sua posição pela abertura dos comércios. “Temos problema do vírus? Temos. Devemos tomar cuidado com os mais velhos. Mas temos a questão do desemprego também. O emprego é essencial. Se o Brasil não rodar, muitos vão perder o seu emprego”, declarou.

O presidente questionou protocolos das autoridades de saúde, dizendo que nem sempre devem ser seguidos. “Quantas vezes o médico não segue o protocolo? Por que não segue? Porque tem que tomar decisão. Chefe que sou, tenho que assumir riscos, tomar decisões. Não posso ficar em cima do muro e agindo politicamente correto, a nação afunda. E não vou me furtar de assumir posições”, comentou.

Em entrevista coletiva ontem (29), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que é preciso se preocupar com a economia e com atividades como logística, mas reforçou a importância de evitar aglomerações e circulação como forma de evitar que a disseminação do vírus aumente e haja uma sobrecarga no sistema de saúde.

“Se a gente sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar [equipamentos e atendimento de saúde] para o rico, para o pobre, o dono da empresa e o dono do botequim. Precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso. Vamos nos mover pela ciência e parte técnica.  Nosso problema não é a letalidade para o indivíduo. A conta é que esse vírus ataca o sistema de saúde e da sociedade como um todo”, ressaltou o ministro.  

Edição: Juliana Andrade

Publicado em 29/03/2020 – 15:22 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

Coronavírus: BNDES anuncia R$ 2 bilhões de crédito para área da saúde

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Limite de crédito é de R$ 150 milhões por empresa a cada seis meses.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar R$ 2 bilhões para as empresas do setor de saúde como apoio ao combate à propagação do novo coronavírus (covid-19). O programa de financiamento visa à ampliação imediata da oferta de leitos emergenciais e de materiais e equipamentos médicos e hospitalares. Empresas de outros setores que buscam converter suas produções em equipamentos e insumos para saúde também serão contempladas.

O presidente do banco, Gustavo Montezano, em transmissão ao vivo pelo YouTube, disse hoje (29) que o objetivo da instituição nessa linha setorial é ser rápido no repasse de recursos para enfrentar a epidemia. “A gente acredita que as 30 empresas que temos hoje mapeadas que vão utilizar parte dos R$ 2 bilhões serão capazes de suprir a necessidade de 15 mil ventiladores, o que corresponde a 50% da necessidade do SUS para 90 dias.”

O BNDES também estima que, com os recursos do programa, a quantidade de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) seja ampliada em 3 mil, o equivalente a mais de 10% da disponibilidade atual de leitos do SUS no país. Os monitores poderão aumentar em 5 mil – 20% da demanda do SUS para os próximos quatro meses, além da aquisição de 80 milhões de máscaras cirúrgicas, o que corresponde a 33% da necessidade do SUS nos próximos quatro meses.

O limite de crédito é de até R$ 150 milhões por empresa a cada período de seis meses, e o valor mínimo de financiamento em operações será de R$ 10 milhões. Segundo o banco de fomento, a constituição de garantias reais poderá ser flexibilizada para operações com até R$ 50 milhões em financiamento.

Empresas aéreas

Segundo Montezano, uma linha de crédito para ajudar as empresas aéreas que vêm sofrendo queda na demanda por causa restrição de viagens internacionais e nacionais devido ao coronavírus deve ser disponibilizada até o fim de abril.

“Os recursos serão investidos exclusivamente para as operações brasileiras das empresas. A gente quer fazer linhas que apoiem as concorrentes. Não queremos escolher uma única empresa. Os recursos não deverão ser usados para pagar credores financeiros.”

Na sexta-feira (27), o BNDES anunciou uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.

No último domingo (22), o banco anunciou as primeiras medidas emergenciais de apoio à economia brasileira no enfrentamento dos efeitos da pandemia do coronavírus com medidas no valor de R$ 55 bilhões.

Edição: Juliana Andrade

Publicado em 29/03/2020 – 17:23 Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Coronavírus: MP-GO pede e Justiça proíbe realização de carreatas durante pandemia

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Em atendimento integral a pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO), a Justiça concedeu decisão liminar com a obrigação de não fazer carreatas e passeatas em Goiânia até 30 de abril, a fim de evitar aglomerações e risco à saúde durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Decidiu, ainda, que o Estado deve tomar todas as providências no sentido de evitar a realização de tais eventos, inclusive se necessário, com o uso de suas forças de segurança, dentro dos limites legais e
respeitando os direitos fundamentais de todos os presentes. 

A peça do MP – um Pedido de Tutela Antecipada Antecedente em Ação Civil Pública para Imposição de Obrigação de Fazer e Não Fazer – cita que a realização de carreatas e passeatas em momento de pandemia fere os artigos 132 (Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente), 267 (Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos) e 268 (Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa) do Código Penal.

Assinam a petição os promotores de Justiça Wilsomar Alves Moreira, Heliana Godoi de Souza Abrão, Marcus Antônio Ferreira Alves e Saulo de Castro Bezerra. Nela, anexam documentos com informações sobre a situação epidemiológica no Estado e postagens em redes sociais convidando a população para realização de carreatas na manhã deste domingo (29/3) e na manhã de segunda-feira (30/3).  

O juiz plantonista Adegmar José Ferreira atendeu ao pedido do MP e determinou a “proibição de qualquer tipo de manifestação em Goiânia e, por conseguinte, em todo o território do Estado de Goiás durante o período de quarentena estabelecido nos Decretos Estaduais 9.633/20, 9637/20, 9.638 e 9.644/20, qual seja, até 30/04/2020, inclusive as agendadas para os dias 29 e 30 de março de 2020, na capital e interior”.

O pedido do MP cita também que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 11 de março, a situação de pandemia e emergência de saúde pública internacional, e a recomendação, por parte de especialistas na área da medicina, de realização de isolamento social como forma de conter o vírus.
O procurador-geral de Justiça, Aylton Flávio Vechi, afirma que a instituição se apoia nas recomendações da OMS e do governo estadual por meio dos decretos estaduais: “O MP-GO segue atento ao que é recomendado pela OMS e ao que está disposto nos decretos estaduais que visam à contenção do novo coronavírus, e assim orientamos a atuação de nossos membros.” (Texto: Pedro Palazzo / Arte: Francisco Santos – Assessoria de Comunicação MP-GO)