Presidente
falou sobre casos da covid-19 em live no Facebook.
Na véspera do Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (1º), o
presidente Jair Bolsonaro lamentou que “grande parte da população”
esteja proibida de trabalhar, por causa do isolamento social e do fechamento do
comércio em função da pandemia da covid-19. Ele voltou criticar a adoção dessas
medidas e avaliou que elas não fizeram efeito na contenção da curva de
contaminação.
“Eu já disse, 70% da população vai ser infectada [pelo novo
coronavírus]. Pelo que parece, pelo que estamos vendo agora, todo o empenho
para achatar a curva praticamente foi inútil. Agora, efeito colateral disso:
desemprego. O povo quer voltar a trabalhar. Todo mundo sabe que, quanto mais
jovem, menos problemas tem de ter uma consequência danosa em sendo infectado
pelo vírus”, afirmou Bolsonaro durante sua live
semanal, transmitida pelo Facebook.
Medidas de isolamento social, como fechamento de comércio não essencial,
suspensão de aulas presenciais e aglomerações, estão entres as principais ações
defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotadas por autoridades
sanitárias de vários países, como forma de conter o avanço da covid-19. O
Brasil contabiliza mais de 85,3 mil casos oficiais notificados e quase 6 mil
mortes pela novo coronavírus, segundo atualização mais recente do Ministério da
Saúde.
Nomeação na PF
Durante a live, Bolsonaro voltou a
defender a nomeação de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal
e fez um apelo para que o Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a decisão que
suspendeu a indicação e posse do delegado no cargo.
“Eu faço um apelo ao ministro do STF, aos demais ministros, não é por
mim, é pela vida pregressa desse homem, pelo seu passado, por tudo aquilo que
ele já fez pela pátria, no combate à corrupção, no combate à criminalidade ,
que reveja essa situação para que ele possa assumir”, disse o presidente,
depois de ler um curriculo de Ramagem na transmissão.
Na manhã de ontem (29), o ministro Alexandre de Moraes decidiu suspender o
decreto de nomeação e a posse de Alexandre Ramagem no cargo. Na decisão, o
ministro citou declarações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que ao deixar
o cargo na semana passada acusou o presidente Jair Bolsonaro de tentar
interferir politicamente na PF. Ramagem é próximo da família do presidente e
atuou em sua segurança pessoal, após a vitória no segundo turno das eleições.
Edição: Juliana Andrade
Publicado em 30/04/2020 – 20:54 Por Pedro
Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília