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Governo inaugura cabo submarino que conecta Brasil à Europa

A cerimônia foi realizada hoje na cidade de Sines, em Portugal

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, participou hoje (1º) da inauguração das operações do cabo submarino de fibra óptica de alta capacidade entre Brasil e Europa. A cerimônia ocorreu na cidade de Sines, em Portugal.

O projeto foi financiado pela Comissão Europeia que contribuiu com €25 milhões,  pela empresa EllaLink que aplicou €150 milhões e pelo Governo Federal, por meio do MCTI que investiu €8,9 milhões.

A conexão é efetuada  diretamente da cidade de Fortaleza (Brasil) a Sines (Portugal), com passagens pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde.

O cabo também elimina a necessidade de os dados passarem pelos Estados Unidos. De acordo com a EllaLink, que vai permitir um acesso de alta qualidade aos serviços e aplicações de telecomunicações. A promessa é de que a conexão direta de alta velocidade reduza a latência, que é a capacidade de tempo que um pacote de dados leva para ir de um ponto a outro, em até 50%.

O cabo submarino tem 6 mil quilômetros de extensão. Entre outras aplicações, a infraestrutura de cabos será usada para serviços e nuvem e negócios digitais, mas também em ações de ciência, tecnologia e educação ao longo de 25 anos.

Agora vemos durante a pandemia a importância de trabalharmos juntos para vencermos esse inimigo comum que é o covid-19. É através da ciência que temos condição de vencer e, para a ciência funcionar, precisamos de operação de troca de informações”, disse o ministro durante a cerimônia.

Edição: Valéria Aguiar

Publicado em 01/06/2021 – 15:50 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Guedes diz que governo vai liberar R$ 1 bi para educação

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Corte total no orçamento do MEC chegou a R$ 4,5 bilhões

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (1°) que o orçamento do Ministério da Educação (MEC) será desbloqueado, nos próximos dias, em cerca de R$ 1 bilhão. O corte total no orçamento do MEC foi de R$ 4,5 bilhões este ano. O ministro, entretanto, não detalhou quando será efetuada a liberação.

De acordo com Guedes, que participou de audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para tratar do bloqueio de recursos, o desbloqueio será possível em razão do aumento na arrecadação.

No dia 14 de maio, o governo disse que estudava a liberação de R$ 2,5 bilhões para as universidades federais, que passam por contingenciamento de recursos. Os valores ajudarão a recompor o orçamento de gastos discricionários (não obrigatórios).

“Vamos agora desbloquear R$ 4,5 bilhões [para todo o governo]. O próprio MEC que teve, atualmente, R$ 2,5 bilhões bloqueados, a perspectiva é de atendimento das demandas de educação”, informou o ministro, dizendo que parte dos recursos será destinada para a criação de vagas em seis novas universidades. “O segundo grande pleito que tinha é pelo menos esse desbloqueio de até R$ 1 bilhão para o MEC”, acrescentou.

Durante a audiência, Guedes foi cobrado a respeito de cortes na pasta que estariam inviabilizando a execução das atividades. De acordo com a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), que elaborou o requerimento para a presença do ministro na comissão, assinado conjuntamente pelos deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Glauber Braga (Psol-RJ), os percentuais do Orçamento aplicados na educação estão em menor patamar do que em anos anteriores.

Redução de repasses

A deputada professora Dorinha (DEM-TO), que preside a comissão, criticou a redução de repasses para a educação, enquanto outras áreas, como a defesa, tiveram um incremento orçamentário.

“Enquanto [o Orçamento da] saúde e educação caem, e a educação muito mais que a saúde, a defesa cresce. Não tenho nada contra a defesa, só coloco que a política está levando dinheiro para a defesa e tirando da educação”, alertou a deputada que disse ainda completando que, se a situação persistir, não será possível cumprir as metas do Plano Nacional de Educação.

Segundo a deputada, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, chegou a sinalizar para a comissão que a escassez de recursos pode afetar a realização de exames, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e o funcionamento das universidades. A deputada apontou ainda que o congelamento das verbas discricionárias da pasta prejudica diretamente o funcionamento das 69 instituições de ensino no próximo semestre.

“O ministro da Educação fez um apelo sobre a falta de recursos para a realização do Enem, que não tem recursos para realizar os exames da Educação Básica, os cortes de bolsas de pesquisa. Da mesma forma, o apelo dos reitores de que vão fechar as portas, que não têm como manter as universidades e institutos federais funcionando”, cobrou a deputada.

Guedes disse que o Ministério da Economia não era o responsável por definir onde os cortes eram executados e que a decisão sobre os bloqueios é da “política”.

“Os [orçamentos dos] ministérios estão descendo, não foi só o de educação, percentualmente… E, sim, alguns ministérios subiram e isso são decisões políticas. O Brasil é uma potência emergente e precisa também de recursos para a defesa. Eu represento um governo que tem lá as suas prioridades”, respondeu.

Fies

O ministro também voltou a criticar o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) como política de acesso ao ensino superior e defendeu a entrega de “vouchers”, para os estudantes mais pobres.

“O jovem que está começando a sua vida, consegue pegar um empréstimo no Fies. Aí quando ele vai entrar no mercado de trabalho tem uma pandemia dessa, derruba emprego, derruba o PIB, não tem criação de empregos”, disse. “Defendo o voucher para esses estudantes da periferia, o Fies funciona melhor para uma família de classe média, estabelecida, que tem condições de pagar essa dívida depois”, acrescentou.

Mais cedo, o ministro avaliou que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2021 aponta para um crescimento forte da economia este ano.   Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve crescimento de 1,2%, na comparação com os últimos três meses do ano passado.  Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 2,048 trilhões.

Edição: Lílian Beraldo

Publicado em 01/06/2021 – 16:04 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Enem 2021 está marcado para 21 e 28 de novembro

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Versões impressa e digital do exame serão realizadas na mesma data

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou as datas das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021. Pelo Twitter, ele informou que as provas serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro, para as versões impressa e digital.

“Conforme eu já havia anunciado dias atrás, o Enem 2021 acontecerá e será aplicado neste ano. As provas serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro, para as versões impressa e digital. É isso mesmo! A mesma prova, nas mesmas datas, para as duas modalidades”, postou o ministro na rede social.

Realizado anualmente, o Enem é o maior exame para ingresso no ensino superior do país, contando com milhões de inscrições em todo o território nacional. As notas do Enem podem ser usadas para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Publicado em 31/05/2021 – 20:52 Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Prova de vida do INSS volta a ser obrigatória a partir de hoje

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Procedimento evita fraudes e garante pagamento do benefício

A partir de hoje (1º), a prova de vida para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que moram no Brasil volta a ser obrigatória. A exigência estava suspensa desde maio de 2020 por causa da pandemia de covid-19 e não causava a suspensão do benefício. Com o retorno da obrigatoriedade, os aposentados e pensionistas que não realizarem a confirmação do cadastro terão o benefício suspenso.

A prova de vida é obrigatória para todos que recebem benefícios por meio de conta-corrente, poupança ou cartão magnético. De acordo com o INSS, cerca de 36 milhões de beneficiários devem realizar a prova de vida anualmente para continuar a receber. O procedimento serve para evitar fraudes e garante a manutenção do pagamento. 

“É importante que os segurados que não fizeram a prova de vida, realizada uma vez por ano, façam o procedimento”, destacou o INSS.

De acordo com a Portaria 1.299, que retomou a obrigatoriedade da prova de vida para os residentes no Brasil, ela começará com os benefícios em que não houve a realização por nenhum canal disponibilizado para esse procedimento. Eles integram o primeiro lote do processo de comprovação de vida por biometria facial.

Esses beneficiários selecionados para fazer a prova de vida por biometria facial e que ainda não realizaram o procedimento, devem fazê-lo pelo aplicativo Meu Gov.br ou Meu INSS, disponível para baixar na Play Store e na Apple Store. Após realizar a prova de vida por biometria facial, o segurado pode consultar o resultado pelo Meu INSS.

Os segurados aptos a realizar o procedimento online, serão informados por SMS no celular, ou ainda por e-mail, ou aplicativo Meu INSS. O instituto alerta que enviará o SMS somente pelo número 280-41, qualquer outra mensagem referente à prova de vida de outro número deve ser desconsiderada.

“O INSS identificou cerca de 160 mil beneficiários que deveriam ter feito a prova em fevereiro de 2020.  Esses beneficiários podem fazer o procedimento de forma remota nos aplicativos Meu INSS e Meu gov.br, evitando dessa forma o bloqueio de seus benefícios”. 

Além dos aplicativos Meu Gov.br e Meu INSS, alguns bancos permitem que a prova de vida seja feita por meio de biometria, nos caixas eletrônicos ou nos seus próprios aplicativos.

Também é possível realizar a prova de vida normalmente em uma agência do banco em que recebe o benefício. Nesse caso, o segurado deverá levar um documento de identidade com foto. Esse documento pode ser o RG, a carteira de motorista ou a Carteira de Trabalho.

Para evitar aglomerações nas agências, o INSS elaborou um calendário. O cronograma começa em junho para quem deveria ter feito a prova de vida em março e abril de 2020. No mês seguinte, julho, para os beneficiários que deveriam ter feito a prova de vida em maio e junho. O calendário segue até dezembro com a prova de vida para quem deveria ter feito em março e abril de 2021.

Os beneficiários que têm dúvida sobre a realização da prova de vida ou dificuldade de locomoção podem buscar ainda atendimento pela Central 135 e agendar a visita de um servidor do INSS. A central funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. 

Também é possível cadastrar uma pessoa como procuradora para realizar o exame. Essa opção, contudo, somente está disponível para os beneficiários que têm dificuldade de locomoção. O procedimento deve ser feito pelo aplicativo Meu INSS.O instituto informou ainda que para os beneficiários residentes no exterior, a “retomada do processo de bloqueio dos créditos, suspensão e cessação dos benefícios por falta de comprovação de vida” será divulgada em outra portaria.

Competência de vencimento da comprovação de vidaCompetência da retomada da rotina
Março e abril de 2020Junho de 2021
Maio e junho de 2020Julho de 2021
Julho e agosto de 2020Agosto de 2021
Setembro e outubro de 2020Setembro de 2021
Novembro e dezembro de 2020Outubro de 2021
Janeiro e fevereiro de 2021Novembro de 2021
Março e abril de 2021Dezembro de 2021

Edição: Graça Adjuto

Publicado em 01/06/2021 – 07:00 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Maratona divulga uso de ouvidorias para defender direitos do cidadão

Ouvidorias desenvolvem ações para melhoria do serviço público

Ser um canal de comunicação entre a sociedade e os órgãos públicos, recebendo críticas, sugestões, elogios e solicitações, é o papel das ouvidorias espalhadas por todo o país.  “A ouvidoria é um canal de expressão da sociedade e todas as manifestações do cidadão, sejam críticas ou elogiosas, contribuem com a gestão na medida em que revelam os erros e acertos”, afirma a ouvidora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Christiane Samarco.

Para tornar esse trabalho mais conhecido, o governo federal promove, durante todo o mês de junho, a Maratona em Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos. A iniciativa será desenvolvida pelo Grupo de Trabalho de Comunicação da Rede Nacional de Ouvidorias, presidido pela Ouvidoria da EBC, com o apoio da Controladoria-Geral da União, por meio da Ouvidoria-Geral da União. A maratona inclui atividades com o propósito de divulgar os canais de diálogo que a população tem disponíveis com as ouvidorias de seus municípios.

Cada ouvidoria publicará cards e áudios em suas redes sociais e poderá desenvolver ações em sua localidade. As peças estão disponíveis na página da Rede. Por meio da #essedireitoédetodos, a mensagem é sempre a de encorajar o cidadão a recorrer às ouvidorias para denunciar, solicitar, sugerir, elogiar e reclamar a respeito dos serviços prestados em sua cidade. As três ouvidorias que comprovarem maior número de visualizações ganharão medalhas de ouro, prata e bronze de engajamento social.

Participação direta da sociedade

A Maratona em Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos marca o aniversário de quatro anos da Lei 13.460/2017, sancionada no dia 26 de junho, que trata da participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços da administração pública.

CARDS ELETRÔNICOS

CARDS ELETRÔNICOS – Controladoria-Geral da União

Para o ouvidor-geral da União, Valmir Dias, as ações da maratona reforçam a importância da lei como um marco no estabelecimento de direitos claros aos cidadãos no uso dos serviços públicos. Ele lembra, porém, que ainda há desafios: “Talvez o maior deles seja dotar o usuário do conhecimento necessário para que possa perceber que um serviço público de qualidade é um direito seu, e não um favor que lhe é prestado”.

Segundo o ouvidor-geral, as atividades programadas para o mês de junho são cruciais neste processo de conscientização social, a fim de que as melhorias dos serviços sejam universalizadas. “Cada unidade nos ajudará a inundar as redes sociais de nossas instituições com a mensagem de que os usuários importam ao Estado, e de que a ouvidoria pública está de portas abertas para acolhê-los e atendê-los em suas demandas individuais e, principalmente, para transformá-las em soluções coletivas.”

Na EBC

Como os demais órgãos públicos, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) conta com sua própria ouvidoria.  “O ato de sugerir, criticar, elogiar e apresentar solicitações à Administração Pública, por meio das ouvidorias, é um ato de cidadania.”, afirma a ouvidora da EBC. Segundo ela, durante a pandemia, muitas sugestões e solicitações de leitores foram transformadas em conteúdo jornalístico. “Sobretudo quando recebemos mais de uma demanda sobre o mesmo tema, temos um forte indicativo de que o assunto é uma boa pauta para o jornalismo.”, acrescenta.

A EBC ainda conta com um diferencial, a Ouvidoria Inclusiva: “O público surdo que só se comunica na Língua Brasileira de Sinais se via acolhido em boa parte da programação, que oferta recursos de acessibilidade, mas não tinha um canal específico para dialogar com a empresa e expressar sua opinião. Por isso, criamos a Ouvidoria Inclusiva”, diz Christiane Samarco. O novo recurso conta com o auxílio dos tradutores de Libras da própria EBC, que se dispuseram a ajudar sem qualquer custo para a empresa. “Recebemos e respondemos mensagens de vídeo, gravadas em Libras, para promover a inclusão do público surdo, que soma 10 milhões de brasileiros”.

Publicado em 01/06/2021 – 07:30 Por Claudia Felczac – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Graça Adjuto

CNI defende metodologia para jovens e adultos concluírem ensino médio

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Nova EJA, segundo a confederação, é aplicada pelo Sesi

Diante de um cenário educacional com alto número de adultos sem a conclusão do ensino médio completo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu a aplicação de uma metodologia do Serviço Social da Indústria (Sesi), a Nova Educação para Jovens e Adultos (EJA). De acordo com a entidade, o modelo traz benefícios para a conclusão dessa etapa educacional.

“A modalidade tem como principais diferenciais a redução do tempo de formação, sendo 12 meses para o ensino médio, e de permanência do aluno em sala de aula, com até 80% de ensino a distância; reconhecimento de saberes, que identifica competências desenvolvidas nas experiências de vida e trabalho para um ensino mais personalizado; escolha de itinerários ligados a oito áreas da indústria; e material didático de direito autoral próprio”, informou a CNI, em nota.

Essa metodologia é adotada em 22 estados, e o número de matrículas vem crescendo. Passou de 6,8 mil alunos em 2017 para 36,7 mil em 2020. Existe ainda o projeto da EJA Profissionalizante. Nele, o estudante tem a possibilidade de concluir o ensino médio e um curso de qualificação profissional no período de um ano. A taxa de conclusão do EJA Profissionalizante é de 93%. O projeto-piloto foi realizado nos estados da Bahia, do Pará e de Santa Catarina nos anos de 2016 e 2017.

“Nós somos o país com um dos maiores índices de abandono e reprovação, sendo o ensino médio a etapa mais crítica. A educação de jovens e adultos que já foram derrotados pelo sistema, às vezes uma, duas, três vezes, deve ser considerada prioritária. E não adianta aplicar a mesma metodologia de ensino, com 1.200 a 1.400 horas. Na primeira dificuldade pessoal ou familiar, esse aluno vai embora”, disse o diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi.

O Censo Escolar de 2020 mostrou queda acentuada de matrículas no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA). No período, em ano com a pandemia já deflagrada no país, foram 270 mil estudantes a menos nas salas de aula. Além disso, dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que 51,2% (69,5 milhões) dos adultos, pessoas de 25 anos ou mais, não concluíram o ensino médio.

O Sesi faz parte do Sistema S, um conjunto de entidades, administradas por federações e confederações patronais, voltadas para treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. São elas: o Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac), Serviço Social de Transporte (Sest), Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Publicado em 01/06/2021 – 08:00 Por Agência Brasil – Brasília

Edição: Graça Adjuto

Quatro grandes organizações internacionais pedem igualdade nas vacinas

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Apelo é da OMS, OMC, FMI e Banco Mundial

Quatro grandes organizações internacionais apelam hoje (1º) aos líderes mundiais para que assumam “novo compromisso” de uma distribuição mais equitativa das vacinas contra a covid-19 no mundo, para que o planeta consiga vencer a pandemia.

O apelo comum, publicado no diário norte-americano Washington Post e assinado pelos líderes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, alerta que as desigualdades facilitam o aparecimento de variantes do novo coronavírus, que por sua vez provocam novas ondas da pandemia nos países em desenvolvimento.

Segundo os especialistas, a desigualdade na distribuição de vacinas entre países ricos e pobres complica e prolonga a pandemia, que já matou mais de 3,5 milhões de pessoas no mundo.

“Já abundantemente claro que não haverá uma recuperação vasta da pandemia de covid-19 sem que se ponha fim à crise sanitária. O acesso à vacinação é a chave para ambos”, escrevem os líderes das quatro organizações.

“Acabar com a pandemia é possível – e requer uma ação global agora”, destacam a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, o presidente do Banco Mundial, David Malpas, e a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala.

Na véspera da Cúpula do G7, que ocorre no Reino Unido este mês, as organizações pedem aos líderes mundiais que acertem “uma estratégia mais bem coordenada, apoiada em novos financiamentos, para vacinar o planeta”, e que aceitem investir US$ 50 bilhões em um plano antipandemia já apresentado pelo FMI.

A OMS, que em março classificou como “grotesca” a desigualdade vacinal, apelou no mês passado aos países que têm abundância de vacinas para que forneçam doses aos menos equipados antes de começar a vacinar crianças e adolescentes nos seus territórios.

O sistema Covax, apoiado pela Organização das Nações Unidas, foi criado para facilitar a partilha de vacinas com os países pobres, mas os ricos assinaram contratos com as farmacêuticas e ficaram com a maioria dos imunizantes disponíveis.

Os países-membros do G7 (EUA, Canadá, Japão, Reino Unido, Alemanha, França e Itália), reunidos em Londres no mês passado, comprometeram-se a apoiar o sistema Covax, mas não anunciaram novos financiamentos, apesar dos apelos para que ajudem os países pobres.

Publicado em 01/06/2021 – 08:45 Por RTP – Lisboa