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Butantan deve receber no sábado mais 6 mil litros de IFA

Instituto já entregou 52 milhões de doses de vacina ao governo federal

No próximo sábado (26), o Instituto Butantan deve receber mais 6 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), suficientes para produzir cerca de 10 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra a covid-19.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, os insumos, provenientes da China, devem chegar no Aeroporto de Viracopos, em Campinas. “A autorização já foi emitida pelo governo da China. O embarque já está preparado. Estamos aguardando apenas autorização para que o voo fretado, que está em Bruxelas, na Bélgica, possa seguir até Pequim para o embarque de 6 mil litros de IFA e chegada no Aeroporto de Viracopos no próximo sábado”, disse Doria.

A última remessa de insumos para a CoronaVac chegou no dia 25 de maio, com 3 mil litros.

A produção das vacinas pelo Instituto Butantan, que prevê processos de envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade, leva cerca de 20 dias.

A expectativa do Instituto Butantan é de entregar 100 milhões de doses da vacina ao Ministério da Saúde até agosto, cumprindo o estabelecido em contrato assinado com o governo federal.

De acordo com Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, a expectativa é de que cheguem mais 12 mil litros de insumo em julho e 12 mil litros em agosto, suficientes para uma produção total de 40 milhões de doses da vacina.

Até o momento, 52 milhões de doses da CoronaVac já foram entregues ao Ministério da Saúde para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Edição: Fernando Fraga

Publicado em 23/06/2021 – 14:43 Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Acordos do governo devem implementar ações contra discriminação racial

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Medidas envolvem quatro ministérios

Os ministérios da Educação (MEC), da Justiça e Segurança Pública (MJSP), da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e da Saúde (MS) assinaram hoje (23) quatro acordos de cooperação técnica para implementar ações de promoção da igualdade racial e de enfrentamento ao preconceito e à discriminação. Um quinto acordo foi assinado com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MP-MS), com o mesmo objetivo.

Segundo o MMFDH, a assinatura dos acordos permitirá a elaboração de “estratégias para o desenvolvimento de políticas públicas que promoverão a igualdade racial nas escolas, entre profissionais de saúde e no sistema penitenciário”.

“Vamos enfrentar com coragem este tema que ainda nos deixa muito tristes”, comentou a ministra Damares Alves, durante a cerimônia para assinatura dos acordos, da qual participaram os ministros Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública) e Marcelo Queiroga (Saúde), além de representantes do Ministério da Educação, do MP-MS e parlamentares.

Pedagógico

O acordo entre o MMFDH e MEC prevê a formação continuada de professores do ensino fundamental I (6 a 10 anos de idade), para implementação de ações de conscientização da igualdade racial nas escolas. A intenção, de acordo com os ministérios, é incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”.

“Este acordo faz parte do projeto Igualdade Racial no Brasil, com diferentes iniciativas que procuram diminuir o preconceito racial existente e garantir a efetivação da igualdade de oportunidades e a defesa dos direitos étnicos individuais e coletivos”, disse o secretário adjunto de Educação básica do Ministério da Educação, Mauro Luiz Rabelo. O projeto prevê que ao menos mil professores do ensino fundamental sejam capacitados, mas, de acordo com Rabelo, este número pode ser ampliado e beneficiar a milhares de outros profissionais.

“A oferta de formação continuada aos professores possibilita a conscientização de tratamento de forma igualitária na sala de aula, para implementação de ações que visam a promoção da igualdade étnico-racial na escola”, acrescentou Rabelo.

Segurança

Com o Ministério da Saúde, o MMFDH assinou dois acordos. O primeiro prevê a implementação do projeto “A segurança pública na promoção da igualdade racial”, que visa a capacitar agentes do Sistema Único de Segurança (SUSP) quanto à temática da igualdade étnico-racial.

O segundo acordo objetiva a implementação do projeto “Raça/Cor no Sistema Prisional: respeito e acesso a direitos”, voltado à capacitação de policiais e equipes técnicas que atuam em unidades penais a fim de qualificar as ações e atividades de promoção da igualdade étnico-racial no sistema penitenciário nacional.

“São convênios importantes que tratam da formação dos profissionais para lidarem de frente com este tema”, comentou o ministro Anderson Torres ao admitir a necessidade do Estado “proteger as pessoas que precisam de proteção”.

Saúde

Com o acordo assinado pelos ministérios da Saúde e da Mulher, Família e Direitos Humanos, será possível elaborar estratégias e ações intersetoriais voltadas à promoção da equidade. Além da população negra, as ações também contemplarão povos e comunidades tradicionais, a população albina, bem como outros segmentos sociais em situação de vulnerabilidade social.

“Estamos firmando esta parceria com o Ministério da Saúde para contemplarmos aquelas populações mais vulneráveis e segmentos até então invisibilizados, como, por exemplo, a população albina, que demanda atenção especializada”, justificou o secretário nacional de Políticas de Promoções da Igualdade Racial, do MMFDH, Paulo Roberto.

“Quando falamos em promoção da igualdade, não estamos falando em [conceder] privilégios, mas sim em [proporcionar] igualdade de oportunidade” disse o o secretário, e completou “para que cada cidadão possa desenvolver seu próprio potencial dentro da sociedade”.  Paulo Roberto garantiu que o governo “reconhece as profundas desigualdades históricas” existentes no país. “Qualquer tipo de discriminação deve ser frontalmente rechaçada, sobretudo a discriminação racial”, acrescentou o ministro Marcelo Queiroga.

Assinado com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul, o quinto acordo técnico prevê a implementação, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, ações conjuntas de enfrentamento do racismo e combate da discriminação étnico-racial, além de proteção aos jovens vítimas de violência.

Segundo o MMFDH, só no segundo semestre de 2020, os canais de denúncia Disque 100 e Ligue 180, da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, registraram 154.650 denúncias e 392.684 violações relacionadas a cor ou raça da vítima. Até maio de 2021, foram 128.408 denúncias e 516.260 violações.

“O que a gente quer é dizer basta para tudo isto”, afirmou a ministra Damares Alves. “Ainda tem gente no país que diz que não há racismo no Brasil. Então, que esta pessoa me dê um nome para esta dor?”

Edição: Aline Leal

Publicado em 23/06/2021 – 14:49 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Calendários distintos de imunização provocam migração por vacinas

É a corrida pela vacina: oportunidade de se sentir mais seguro

Muita gente tem saído da própria cidade para se vacinar em locais onde a campanha está mais adiantada. É a corrida pela vacina: uma oportunidade de ficar imunizado com um pouco mais de antecedência e se sentir mais seguro no retorno às atividades.

Algumas cidades, como o Rio de Janeiro, não exigem comprovante de endereço. Lá, o índice de doses aplicadas em pessoas residentes em outras cidades ou estados é de cerca de 10%, entre a primeira e a segunda doses. Segundo a prefeitura, o Sistema Ùnico de Saúde (SUS) é universal e é legítimo que as pessoas possam se vacinar em todo o território nacional sem restrição devido ao endereço.

Luisa Menegaz, moradora do Distrito Federal, está no grupo dos que se deslocaram pela vacina. Gestante, ela tentou diversas vezes se vacinar em Brasília, mas acabou indo para a cidade de Anápolis, em Goiás. “Em Brasília fui várias vezes em vários postos tentar uma xepa e ter alguma orientação, ou se teria alguma previsão, e eles não tinham, não consegui. Então fui lá em Anápolis e deu super certo”, conta.

O advogado Cristiano Teles reconhece que se trata de um direito universal, mas destaca a possibilidade de estados e municípios restringirem a vacinação aos moradores da região, porque o esquema é regionalizado.

“O estado ou município poderia proibir uma pessoa de outro estado ou de outro município de tomar vacina visto que o calendário que está sendo realizado pelo estado que a pessoa está migrando para lá ele é operacionalizado de acordo com a população daquela região. Então a partir do momento que a gente tem esse movimento migratório visando a vacinação há um desequilíbrio regional o que por óbvio não afeta só quem está vindo em busca de vacina e não consegue mas também afeta a própria população regional”, comenta.

Foi o que aconteceu em São Luís, no Maranhão. A cidade já vacinou mais de 80% da população com a primeira dose, mas para ser vacinado na capital maranhense é necessário apresentar comprovante de residência.

A orientação é dada também pela própria Secretaria de Saúde do estado. A superintendente de Epidemiologia da Secretaria, Tayara Pereira, explica o porquê de se vacinar apenas os moradores de cada cidade.

“A gente tem que levar em consideração que as doses de vacinas são recebidas pelo Estado e distribuídas para cada município conforme o seu público, conforme a sua população. Então a gente tem sempre esse cuidado e essa orientação. Que sejam vacinadas apenas os seus munícipes”, diz Tayara.

Já no estado de São Paulo, não há uma diretriz para que as vacinas sejam aplicadas apenas em moradores. De acordo com o governo, cada município tem autonomia para atuar e conduzir a vacinação da forma como considerar conveniente.

Na mesma linha, o Ministério da Saúde destaca que se vacinar é um direito a ser garantido a toda população, sem discriminação. Mas, lembra que estados e municípios têm autonomia para traçar a própria estratégia de imunização, conforme as demandas locais.

matéria atualizada às 15h49 para acréscimo de informação

Edição: Maria Claudia

Publicado em 23/06/2021 – 13:45 Por Maíra Heinen – Repórter da Rádio Nacional – Brasília
Atualizado em 23/06/2021 – 15:49

Governo deve anunciar prorrogação do auxílio nesta semana, diz Guedes

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Ministro se reuniu com empresário na Fiesp, em São Paulo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (23), durante encontro com empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o presidente da República Jair Bolsonaro deve anunciar, em breve, a prorrogação do auxílio emergencial por mais três meses. “O presidente deve anunciar, talvez ainda nesta semana, mais três meses de auxílio [emergencial]”, disse Guedes.

O ministro também ressaltou o trabalho do governo, em parceria com os empresários, para enfrentar a crise ocasionada pela pandemia de covid-19. Ele disse que neste momento em que a população está sendo vacinada, a recuperação econômica em V já aconteceu, com a criação de 1 milhão de empregos nos últimos quatro meses do ano passado, totalizando 140 mil empregos formais em 2020.

“É a primeira vez que houve uma recessão com a criação de empregos formais. Neste ano já criamos 960 mil empregos. O Brasil está transformando, com sucesso, o que era uma recuperação cíclica, baseada em consumo, em retomada do crescimento sustentável, com base em investimentos que estão aumentando”, disse o ministro.

BIP e BIQ

Ele lembrou que o governo federal renovou programas bem sucedidos e que planeja anunciar novos programas como o Bônus de Inclusão Produtiva, que prevê que jovens, entre 18 e 21 anos, que saem da universidade e não conseguem um emprego formal recebam do governo entre R$ 250 e R$ 300 para trabalhar em escolas técnicas ou empresas e se qualificarem. A empresa paga o mesmo valor, o chamado Bônus de Incentivo à Qualificação. A estimativa é a de que mais de 2 milhões de jovens sejam beneficiados. Guedes disse ainda que neste ano o governo pagará o valor total do programa.

“Isso seria um treinamento no trabalho. Não é um emprego. Vamos conversar com as redes privadas, empresas, com o Senai, Sesi, Senac para ver se eles estão dispostos. Nós damos esse valor de um lado e a empresa dá esse mesmo valor de outro lado. Ele vai receber metade de um salário mínimo para ser treinado meio expediente. Para a empresa é muito bom e para o jovem também porque ele vai ficar fora da rua, vai ser socializado, incluído produtivamente”, explicou Guedes.

Congresso

O ministro destacou ainda o trabalho do Congresso Nacional, como a aprovação do marco do saneamento, da nova lei do gás, e a autonomia do Banco Central. Guedes afirmou que a Reforma Tributária está bem encaminhada e em um primeiro estágio entra na Câmara e em seguida no Senado, para tratar do chamado passaporte tributário, que é a regularização de situações anormais, permitindo o desconto para empresas que estiverem devendo os tributos.

“Nós realmente vamos aplicar descontos generosos para pequenas e médias empresas. Para os grupos maiores, vamos conversar sobre isso. Mas a ideia é tirar o Estado do cangote do povo. Nós vamos reduzir os impostos, vamos apostar na reativação da economia e em que se a arrecadação aumentar, e nós estimamos que vai, vamos imediatamente rebaixando os impostos”, garantiu Guedes. 

Edição: Denise Griesinger

Publicado em 23/06/2021 – 15:51 Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Casos de estupro aumentam 27% no Rio, mostram dados do ISP

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Estudo mostra também que houve redução em outros índices criminais

Os casos de estupro, no estado do Rio de Janeiro, aumentaram 27,7% de janeiro a maio, comparado com igual período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23), pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo do estado.

Nos primeiros cinco meses do ano, foram registrados 2.155 casos de estupro, contra 1.687 casos de janeiro a maio de 2020. No mês de maio deste ano, foram registrados 431 estupros, contra 261 no ano passado, um aumento de 65,1%.

O ISP mostra que houve redução em outros índices criminais no estado. Os homicídios dolosos caíram 9% nos cinco primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2020. No total, foram 1.495 mortes. Foi registrada ainda a redução de 3% em maio de 2021 em relação a maio do ano passado.

O indicador de crimes violentos letais intencionais, que agrega homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e latrocínio, teve queda de 8% nos cinco meses e de 2% em maio na comparação com 2020.

Nos cinco primeiros meses do ano, 3.136 armas foram confiscadas, 190 delas fuzis. Isso significa que, em média, um fuzil foi apreendido por dia em 2021. Só em maio, 662 armas foram apreendidas em todo o estado, sendo 30 fuzis.

No quesito crime contra o patrimônio, os roubos de veículos apresentaram diminuição de 9% nos cinco primeiros meses de 2021. Já o roubo de carga caiu 12% entre janeiro e maio deste ano na comparação com 2020.

Os dados completos podem ser acessados na página na página do ISP na internet , na aba Bases e Visualizações.

Edição: Fernando Fraga

Publicado em 23/06/2021 – 16:03 Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

PF faz operação contra grupo que fraudava concursos

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Certames eram fraudados desde 2005

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (23) a operação Erasure contra uma organização criminosa que fraudava concursos desde, ao menos, 2005. Um dos certames fraudados foi o concurso do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), em 2017.

De acordo com a PF, o esquema conseguiu a aprovação, de forma fraudulenta, de diversas pessoas que pagavam pelo serviço criminoso. A polícia estima que o grupo tenha obtido mais de R$ 29 milhões com o esquema.

A quadrilha utilizava equipamentos como pontos eletrônicos de comunicação, professores para realizarem as questões das provas, e contava com candidatos que prestavam o concurso para obter as questões e deixar o local do certame no tempo mínimo exigido.

Segundo a PF, durante as investigações para o início da operação, a Justiça Federal já afastou, de forma cautelar, um servidor que havia tomado posse no TRE-SP em 2017.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação e organização criminosa.

Edição: Lílian Beraldo

Publicado em 23/06/2021 – 16:10 Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

STF confirma decisão que considera Moro parcial no caso do tríplex

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Marco Aurélio e Luiz Fux votaram contra parcialidade do ex-juiz

Por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (23) manter a decisão que reconheceu a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro na condução do processo do triplex envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato. 

Em abril, quando o placar da votação estava em 7 votos a 2 pela parcialidade, o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Marco Aurélio. 

Em votos proferidos hoje, Marco Aurélio e o presidente do tribunal Luiz Fux votaram contra o reconhecimento da parcialidade do ex-juiz. Para os ministros, os diálogos entre procuradores da Operação Lava Jato, que foram alvo de hackers, são ilegais e não podem ser considerados no processo. 

“Estes autores que obtiveram prova ilícita, roubada e lavada, foram denunciados e presos por isso, então não há como não se considerar ilícita esta prova”, afirmou Fux. 

A Corte finalizou o julgamento do recurso da defesa de Lula para manter decisão da Segunda Turma da Corte, que decidiu, em março, pela parcialidade de Moro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também recorreu da decisão. 

Com a confirmação da decisão do colegiado, o processo sobre o triplex deverá ser retomado do início e ser remetido para a Justiça Federal em Brasília. Antes da decisão sobre a parcialidade de Moro, a pena do ex-presidente era de 8 anos e 10 meses de prisão. 

Edição: Aline Leal

Publicado em 23/06/2021 – 16:32 Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília