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Tempestade tropical Elsa ganha força em direção ao centro-sul de Cuba

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Governo cubano emitiu alertas de furacão

A tempestade tropical Elsa ganhou força na noite desse domingo (4), quando seu centro se aproximou  do centro-sul de Cuba. O governo da ilha caribenha emitiu alertas de furacão para as províncias de Cienfuegos e Matanzas.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) previu que o Elsa ficará um pouco mais forte antes de chegar a Cuba.

Mais cedo no domingo, o Elsa chegou ao leste cubano, açoitando palmeiras com ventos intensos e causando chuvas constantes em partes do litoral sul.

Sediado em Miami, o NHC disse que dados de uma aeronave indicaram ventos contínuos máximos de cerca de 100 quilômetros por hora e rajadas mais fortes. No sábado, a entidade rebaixou o Elsa, antes classificado como furacão.

Um furacão é caracterizado por ventos de ao menos 121 quilômetros por hora.

“Há muito vento e ondas de um metro ou mais”, disse Wilfredo Muñoz López, que aluga quartos a turistas em Cabo Cruz, por telefone. “Ninguém está nas ruas. Todos estão em casa ou em abrigos, já que acreditamos que ficará pior.”

Meteorologistas locais estão alertando para chuvas intensas durante dias, e as piores atingirão o centro e talvez o oeste de Cuba.

“Não há muito vento, mas muita chuva, mesmo para essa área”, disse a dona de casa Misladi Pulgar, no sopé das montanhas de Sierra Maestra, mais continental do que Cabo Cruz. “Eles retiraram todos que moram perto dos rios e reservatórios.”

* Reportagem adicional de Andre Paultre

Publicado em 05/07/2021 – 13:05 Por Marc Frank e Kate Chappell* – Repórteres da Reuters – Havana

Covid-19: 837 municípios relataram falta de vacinas na última semana

Esquema vacinal teve funcionamento normal em mais de 2 mil cidades

Pelo menos 837 municípios brasileiros tiveram problemas com falta de vacinas contra a covid-19 na semana de 28 de junho a 2 de julho de 2021. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (5), são da pesquisa semanal feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o número representa pouco mais de 27% dos municípios dos 3.079 gestores que responderam o levantamento. Já para 71,5% – 2.220 municípios – que responderam a pesquisa, a vacinação seguiu normalmente.

Quando a pergunta diz respeito especificamente à primeira dose da vacina contra o novo coronavírus 96,7% dos municípios que apontaram que faltaram doses para imunizar a população. 

Ainda segundo o levantamento, 13,1% dos municípios que declararam que tiveram dificuldades para completar o esquema vacinal de duas doses por falta de imunizantes na última semana.

Destes, 62% relataram a falta da segunda dose para a Butantan/CoronaVac, enquanto 63% relataram falta da Fiocruz/AstraZeneca. Cerca de 30% dos municípios que não tiveram vacina em estoque relataram falta da vacina da Pfizer.

Infectados

Pela quarta vez consecutiva a CNM aponta aumento no número de infectados. Nesta edição, 21,3% dos gestores declararam que houve aumento do número de pessoas infectadas; 37,5% afirmam que patamar se manteve igual, e 36,8% afirmam que houve diminuição no número de casos. 

Quando perguntados se houve aumento de óbitos nos municípios, 25% deles declararam que o índice se manteve estável, 16,1% indicaram aumento e 13,3% diminuição. “Chama a atenção que em 44,1% dos municípios pesquisados esta semana não houve óbitos em virtude da covid-19”, diz a CNM.

Faixa etária

A pesquisa revela que 97,4% dos municípios já iniciaram a vacinação dos grupos abaixo de 60 anos sem comorbidades, e em 2,2% ainda não se iniciou. A maioria dos entrevistados indicou que a imunização envolve,  nesta semana, pessoas entre 45 a 49 anos, sendo apontada por 29,9% dos respondentes. A vacinação entre 40 e 44 anos segue em 29,2% dos Municípios; entre 35 e 39 anos está sendo realizada em 6,2%; e abaixo dessa idade em cerca de 6%.

Ocupação UTIs

Sobre a ocupação dos leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) nesta semana, 21,5% dos entrevistados disseram que seus municípios estão com a capacidade acima de 95% ocupadas, ou seja, mais de 660 cidades; acima de 90% são 17,8%; acima de 80% são 16%; entre 60% e 80% são 18,5%; e abaixo de 60% somente 11%. Na avaliação da CNM, isso indica “a gravidade do problema das internações nesta semana.”

Lockdown

Sobre a adoção de medidas de lockdown nacional em virtude de uma nova onda de infecção, por causa de novas variantes e com o apoio por parte dos governos a fim de que a população tenha renda nesse período, 52,8% dos gestores concordam, ou seja, 1.625 cidades. Já os que não concordam somaram 44,6% dos respondentes e 2,6% não souberam opinar sobre o assunto.

Na avaliação dos gestores que concordam com um lockdown nacional, 75,9% avaliaram que 15 dias seria o tempo adequado, já 14% escolheram 21 dias e 7,5% 30 dias. “Entende-se que é o momento, no mês de agosto, de se decretar e cumprir um lockdown como fizeram outros países que tiveram sucesso e alguns Municípios do Brasil. Para poder interromper e colocar o vírus no chão, o ideal cientificamente é 21 dias, mas com 15 já seria uma hipótese real. Fecharíamos os aeroportos e deixaríamos só os serviços essenciais”, disse o presidente da entidade Paulo Ziulkoski. Para ele, a medida faria o número de contaminação diminuir e evitaria uma maior mortalidade no país.

Kit Intubação

Os dados apresentam que, neste período, há risco de falta de medicamentos do kit intubação em 13,2% dos Municípios da amostra, demonstrando que uma parcela considerável das cidades ainda corre o risco de não ter esses medicamentos para atendimento aos pacientes com covid-19 em estado grave. Houve uma queda em relação às semanas anteriores.

Isolamento

Outro dado da pesquisa revela que medidas de isolamento social, como fechamento de serviços não essenciais e outras ações, ainda estão sendo adotadas por 76,1% dos municípios na última semana. Em 22,8%, não houve esse tipo de medida. O percentual, segundo a CNM, vem se mantendo nas últimas semanas.

Segundo Paulo Ziulkoski, a expectativa da CNM é de que os dados sejam utilizados para auxiliar os municípios brasileiros e a União com ações concretas para mitigar os problemas nos sistemas de saúde de todo o país. Os dados da pesquisa serão entregues ainda hoje pela entidade ao Palácio do Planalto e ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL).

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Publicado em 05/07/2021 – 14:41 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Vacina magnetizada? Microchips na injeção? Veja os fatos sobre vacinas

Desinformação compartilhada em redes sociais afeta ritmo da vacinação

Usuários de redes sociais estão compartilhando, em todo o mundo, vídeos em que pessoas que foram imunizadas contra a covid-19 fixam moedas e outros pequenos objetos metálicos no braço. Segundo afirmam os usuários, o fato de conseguirem firmar objetos sobre o local onde é aplicada a vacina comprovaria a existência de um campo magnético contido no imunizante.

As teorias são muitas: desde microchips de identificação e nanorobôs de monitoramento a uma fantasiosa conexão com a rede 5G que permitirá o rastreio em tempo real de cidadãos. O bilionário e filantropista criador da Microsoft, Bill Gates, estaria por trás da suposta nova tecnologia, acreditam alguns internautas.

Mas é possível que a vacina esteja relacionada a alguma dessas afirmações? A Agência Brasil explica.

Desinformação

Segundo o imunologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o que acontece na verdade é uma onda de desinformação que se propaga rapidamente nas redes sociais.

O médico informa que não há qualquer componente magnético na composição das vacinas, e que não é fisicamente possível criar um campo magnético no corpo ao ser imunizado. “Todas as vacinas disponíveis no mundo, e as quatro disponíveis aqui no Brasil, têm em comum a alta segurança. São vacinas extremamente seguras, não relacionadas a efeitos colaterais graves. Todas têm uma excelente eficácia na prevenção das formas graves da covid-19”, afirma Kfouri.

O Ministério da Saúde esclareceu à Agência Brasil que é normal que algumas vacinas multidose – aquelas que vêm em frascos que são utilizados para mais de uma pessoa – usem timerosal – um conservante à base de mercúrio, que tem sido utilizado durante décadas para evitar a contaminação por bactérias e fungos. A quantidade, entretanto, é insignificante e não tem capacidade de gerar os efeitos mostrados nos vídeos.

Assista na Agência Brasil


Mas por que as vacinas geram sintomas?

Na verdade, os sintomas são causados pela resposta imunológica do corpo. Ao reconhecer o antígeno presente na vacina, o corpo automaticamente aciona as defesas naturais para lutar contra o inimigo presumido.

Isso quer dizer que as moléculas presentes na vacina acionam um alarme de perigo. O corpo não consegue diferenciar um vírus ativo das partículas imunizantes contidas na vacina, seja ela baseada na tecnologia de vírus inativado, proteína encapsulada ou de RNA mensageiro – as três principais tecnologias de fabricação de vacinas contra covid-19.

Ao perceber a presença do “invasor”, o corpo dá início a uma cascata complexa de reações. Várias moléculas de defesa são despejadas imediatamente no sistema imunológico. O metabolismo acelera, e o corpo corre para que os monócitos – as células que atuam como soldados para defender o organismo de vírus e bactérias – cheguem ao campo de batalha o mais rápido possível.

“Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação massiva da população. Eventuais reações, como febre e dor local, podem ocorrer após a aplicação de uma vacina, mas os benefícios da imunização são muito maiores que os riscos das reações temporárias”, informa o Ministério da Saúde.

A luta geralmente acontece na região onde o imunizante penetrou a corrente sanguínea, ou seja, no braço. A ardência, dor local e a sensação de temperatura aumentada indicam onde a resposta imunológica está sendo aplicada.

É comum que os sintomas pós-vacina sejam idênticos aos da doença, já que o propósito do imunizante é exatamente simular uma invasão bacteriana ou viral (no caso da covid-19) para “treinar” a resposta do corpo contra a doença. A resposta, portanto, condiz com os efeitos que seriam causados pelo vírus vivo, mas sem o risco da replicação descontrolada do agente invasor.

Algumas tecnologias de vacina, no entanto, geram reações mais fortes do que outras devido à quantidade de material viral contido nas doses.

Alimentos contra covid-19?

Segundo informa o Ministério da Saúde, a gravidade da pandemia é proporcional à quantidade de fake news e desinformação. Outro boato recente combatido pelo ministério é o que trata sobre alimentos que teriam efeitos positivos sobre a doença, o que não é fundamentado por nenhuma pesquisa ou estudo até o momento.

“A população deve tomar ainda mais cuidado com as informações que recebe e compartilha no celular e nas redes sociais, principalmente aquelas que garantem uma solução milagrosa, sem evidência científica. Por isso, vale reforçar que qualquer tratamento deve ser indicado por profissional médico”, alerta a pasta.

O Ministério da Saúde também adverte para o fato da vacina contra gripe não ter absolutamente nenhum efeito imunizante sobre a covid-19 – desinformação também propagada em redes sociais. 

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Publicado em 05/07/2021 – 06:00 Por Agência Brasil – Brasília

Fundação Renova restaura áreas atingidas por rompimento de barragem

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Obras em Bento Rodrigues foram concluídas no primeiro trimestre

A restauração florestal em áreas atingidas por depósito de rejeitos depois do rompimento da Barragem do Fundão, no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 quilômetros (km) do centro do município de Mariana (MG), foi concluída no primeiro trimestre deste ano pela Fundação Renova. Já foram destinados R$ 356 milhões para a reparação de cerca de 550 hectares de florestas e áreas de Preservação Permanente (APPs) localizadas em Mariana, Barra Longa, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Ponte Nova (Alto Rio Doce). Esses municípios sofreram o primeiro impacto ambiental do rompimento, que ocorreu no dia 5 de novembro de 2015.

De acordo com a Renova, o trabalho envolveu 202 propriedades rurais impactadas diretamente pelos rejeitos, com adesão e autorização dos produtores rurais. No total, as áreas atingidas receberam cerca de 300 mil mudas de 96 espécies nativas. “Todos os hectares foram protegidos, seja por cercamento ou pela própria vegetação nativa existente no local. Foram executados em torno de 526 km de cerca para proteger e delimitar as APPs”, assegurou a fundação.

Em 2015 e 2016, quando começou a restauração para controle de erosão, houve o plantio emergencial de 800 hectares com gramíneas e leguminosas de rápido crescimento. Ao mesmo tempo, calhas, margens e planícies foram regularizadas e receberam nova vegetação, além da realização da recomposição da mata ciliar, fundamental para a qualidade dos cursos d’água.

A definição da metodologia de preparo inicial do solo afetado e sobrevivência de espécies levou em consideração o resultado positivo de um plantio piloto, feito em 2017, com espécies nativas para testes de restauração florestal sobre rejeitos.

O gerente do Uso Sustentável da Terra da Fundação Renova, Giorgio Peixoto, chamou atenção para a inovação do método. “O plantio sobre o rejeito é uma situação inovadora dentro da comunidade científica e no mercado de restauração florestal. Até então, todas as atividades tiveram que ser adaptadas para esse tipo de área. O tamanho da cova, a adubação após as análises de solo e até mesmo as mudas nativas tiveram um cuidado e tratamento diferenciados”.

De acordo com a Renova, o reflorestamento em 2018 se tornou viável a partir de estudos do solo impactado, coordenados por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Um deles foi desenvolvido pela especialista em microbiologia do solo Maria Catarina Kasuya, que analisou amostras de mudas que receberam substrato à base de tipos de fungos e bactérias para repovoar áreas afetadas e permitir um crescimento com qualidade e eficácia.

A pesquisa mostrou ainda que a revegetação emergencial auxiliou na repovoação da biomassa microbiana dos solos onde houve deposição de rejeitos. “Com os microrganismos, foi possível cultivar mudas resistentes a solos críticos, como trechos onde há rejeitos”, informou a fundação.

Além disso, os estudos feitos pelo professor titular do Departamento de Engenharia Florestal da UFV, Sebastião Venâncio, indicaram que o rejeito não impede o processo de recuperação ambiental se houver a aplicação de técnicas de manejo e melhoria na fertilidade do solo com nutrientes adequados.

O Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), que criou a Fundação Renova em 2016, previa o reflorestamento de 2 mil hectares. No projeto foi realizado o mapeamento da região a ser reflorestada e depois de estudos detalhados, a fundação concluiu que, da área de 2 mil hectares, cerca de 550 são passíveis de reflorestamento. O restante, em torno de 1.450 hectares, corresponde a corpos d’água, construções civis, rochas, estradas consolidadas, áreas agrícolas, áreas íngremes, areal, as vilas de Bento Rodrigues e de Paracatu de Baixo, cidades da sede de Barra Longa, faixa de servidão de rede elétrica, mineroduto, gasoduto e rodovia, passagem para dessedentação animal e áreas de inundação. “Com o detalhamento das regiões, foi possível destinar cada uma dessas áreas a ações específicas de atuação da Fundação Renova na reparação”, completou.

Com a conclusão da restauração florestal em áreas diretamente atingidas, a Fundação Renova vai protocolar os resultados na Câmara Técnica de Restauração Florestal e Produção de Água (CTflor) e no Comitê Interfederativo (CIF).

A próxima fase é o monitoramento ecológico da região para avaliar a efetividade e o sucesso da restauração e dos métodos usados. “A partir do levantamento de dados, será analisada a necessidade de ações corretivas. A entidade ficará ainda encarregada pelas manutenções até 2026, como roçadas, adubações, combates a formigas e replantios, caso necessário. Para essa etapa de monitoramento, a previsão é que sejam destinados R$ 81 milhões” afirmou a Renova.

Reflorestamento de áreas atingidas em Mariana

Reflorestamento de áreas atingidas em Mariana – Imagem cedida pela Fundação Renova

Na visão do gerente Giorgio Peixoto, as ações feitas na calha do rio e em seus afluentes geram aumento na produção de água e no lençol freático. “Além disso, as atividades reduziram os riscos de erosões ao evitar o carreamento de sedimentos ao rio. As ações também possibilitaram a melhoria da qualidade da água nos rios, o aumento da qualidade do solo a partir da infiltração no solo. Permitiram ainda uma recuperação mais rápida das áreas de preservação permanente”, comentou.

Segundo a Renova, as ações seguiram o programa de reflorestamento estabelecido pelo TTAC, que prevê a revegetação e aplicação de enrocamento (dispositivo amortecedor formado por estrutura executada em pedra) e outros métodos nas áreas onde houve depósito dos rejeitos.

Produtores rurais

Para fazer a adesão de 202 proprietários na restauração ambiental, foi necessária a retificação ou a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O trabalho começou após a assinatura de um termo de adesão à adequação ambiental por parte do dono do terreno e a apresentação do projeto específico da propriedade. “Com a autorização, a Fundação Renova iniciou o cercamento para proteger e delimitar a área de APP. Em seguida, com o preparo de solo, a equipe em campo realizou o combate a formigas, adubação e o plantio das mudas nativas”, informou.

Além de autorizarem e aderirem à adequação ambiental, alguns proprietários realizaram também atividades de implantação, como o plantio e a manutenção do que foi plantado. “Nesse processo, o dono do terreno efetua a atividade e recebe por isso, com os insumos sendo fornecidos pela Fundação Renova. É uma forma de parceria que cria um sentimento de dono de uma área preservada e gera uma receita a mais para o atingido”, afirmou Giorgio Peixoto.

Fundação Renova

A Fundação Renova é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, criada com o propósito exclusivo de gerir e executar os programas e ações de reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão.

Edição: Graça Adjuto

Publicado em 05/07/2021 – 06:50 Por Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Agro Nacional tem nova temporada na TV Brasil

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Programa entrevista a ministra da Agricultura, Tereza Cristina

Agro Nacional voltou à grade de programação da TV Brasil nesta segunda-feira (5), em sua terceira temporada. Apresentado pela jornalista Priscila Rangel, o programa aborda questões do campo e do agronegócio e vai ao ar às segundas, quartas e sextas, às 6h30, com 26 minutos de duração.

Na primeira semana, o público acompanha uma grande reportagem seriada sobre os cafés do tipo Robustas Amazônicos, em Rondônia. A atração mostra a produção e o legado sustentável da cultura na região e a produção de café orgânico em uma aldeia indígena da etnia Aruá. 

Apresentado pela jornalista Priscila Rangel, o programa aborda questões do campo e do agronegócio e vai ao ar às segundas, quartas e sextas, às 6h30, com 26 minutos de duração.

Apresentado pela jornalista Priscila Rangel, o programa aborda questões do campo e do agronegócio e vai ao ar às segundas, quartas e sextas, às 6h30, com 26 minutos de duração. – Fernando Frazão/Agência Brasil

Outro destaque é a entrevista com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Dividida ao longo dos três programas da semana, o bate-papo revela o compromisso da ministra com o desenvolvimento no campo e as alternativas e investimentos na produção e no pequeno produtor rural. Na edição de segunda, Tereza Cristina fala sobre agricultura familiar e o bom momento do setor, apesar da pandemia de covid-19.

O programa traz ainda matérias sobre o que são plantas alimentícias não convencionais (Panc) e a arte das bolsas feitas de palha de milho. Tem também receita de caldinho de feijão com perfume de cachaça e informações a respeito do trabalho de silagem do milho usado na alimentação de bovinos.

Sobre o programa

Agro Nacional traz o universo do campo para a telinha. Com entrevistas, reportagens e dados atualizados, a produção da TV Brasil aborda temas que envolvem a cultura rural de maneira simples e com linguagem acessível a todos os públicos.

Em quadros variados, a atração da emissora pública exibe matérias da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de parceiros como o canal Vale Agrícola e das emissoras afiliadas que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).  

Com uma perspectiva que abrange as peculiaridades das diferentes regiões do Brasil, o programa discute assuntos diversos como tecnologia 4.0, alimentos orgânicos, economia baseada no agronegócio, gastronomia, sustentabilidade e também aspectos sobre a cultura e a produção agrícola.

O programa destaca as agendas dos principais eventos do setor, que movimenta milhões de reais no país. O Agro Nacional também mostra os índices e tabelas de preços que regulam o mercado produtor brasileiro.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site play.ebc.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: tvbrasil.ebc.com.br/webtv

Edição: Graça Adjuto

Publicado em 05/07/2021 – 08:00 Por TV Brasil – Brasília

Mercado financeiro prevê PIB de 5,18% e inflação de 6,7%

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Para 2022, a estimativa de inflação permanece em 3,77%

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) elevaram novamente a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 5,05% para 5,18%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2,10%, percentual ligeiramente menor do que o projetado na semana passada (2,11%).

O mercado financeiro manteve a projeção de expansão do PIB para 2023 e 2024, em 2,5%. As estimativas estão no boletim Focus de hoje (5), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo BC, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,97% para 6,7%. O IPCA é a inflação oficial do país. A estimativa supera o limite superior da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Para 2022, a estimativa de inflação permanece em 3,77%. Já a projeção do índice relativo a 2023 e 2024 é de 3,25%.

Taxa de juros

A expectativa do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) é de que encerre o ano em 6,50%. Para 2022, a previsão é de uma Selic em 6,75%. Há uma semana, a previsão para o mesmo ano era de 6,5% – mesmo percentual projetado para 2023 e 2024.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 4,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Câmbio

A expectativa para a cotação do dólar caiu para R$ 5,04 ante os R$ 5,10 projetados há uma semana. Para o fim de 2022, 2023 e 2024, a previsão do valor do dólar para o final do período permanece estável em R$ 5,20; R$ 5,05; e R$ 5,00, respectivamente.

Edição: Kleber Sampaio

Publicado em 05/07/2021 – 09:44 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

PF investiga quadrilha suspeita de aplicar golpe com criptomoedas

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Grupo teria operado esquema de pirâmide financeira

A Polícia Federal deflagrou hoje (5), em Curitiba (PR), a Operação Daemon, que apura a prática de crimes falimentares – meio pelo qual os credores buscam créditos recuperados – de estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, além de delitos contra a economia popular e o sistema financeiro nacional.

Na ação, cerca de 90 policiais federais cumprem, na cidade e na Região Metropolitana, um mandado de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba.

Além disso, foram decretados o sequestro de imóveis e bloqueio de valores. As ordens judiciais cumpridas visam não apenas a cessação das atividades criminosas e a participação dos investigados nos crimes, bem como o rastreamento patrimonial para viabilizar, ainda que parcialmente, a reparação dos danos gerados às vítimas.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2019, pela Polícia Civil do Paraná, após inúmeras denúncias formalizadas por possíveis vítimas dos delitos sob apuração.

Os investigados eram responsáveis pelo controle de três corretoras de criptomoedas e, com investimento em estratégias de marketing, passaram a atrair diversos clientes para que investissem recursos pessoais nas plataformas do grupo empresarial.

Ataque cibernético

Segundo a polícia, por cerca de dois anos, as atividades foram conduzidas com aparência de legalidade, mas em meados de 2019, subitamente, o grupo noticiou que havia sido vítima de um ataque cibernético e, por isso, bloqueou todos os saques de valores das plataformas das corretoras.

Foi instaurada uma apuração criminal sobre o suposto ataque dos hackers, solicitada pelo próprio grupo empresarial junto à Polícia Civil. Contudo, os administradores deste grupo retardavam o andamento das investigações, recusando o fornecimento de informações e documentos para o desfecho da apuração, ao passo em que prometiam aos clientes lesados o ressarcimento, de maneira parcelada, da integralidade dos valores depositados.

Entretanto, os débitos pendentes não foram quitados sob a justificativa de acordos extrajudiciais oficializados e pela alegação do andamento da investigação para a apuração do ataque cibernético.

Como o grupo não cooperou com a investigação, os responsáveis pelo inquérito se manifestaram no sentido de que os indícios revelavam que eles não tinham sido vítimas de ataque e, pelo contrário, eram na verdade suspeitos das práticas dos crimes de estelionato, quadrilha e contra a economia popular. Diante da manifestação, o Ministério Público Estadual promoveu o arquivamento da investigação.

Com a manifestação das autoridades estaduais desfavorável ao grupo, o líder das empresas, no final de 2019, decidiu e obteve sucesso no pedido de recuperação judicial. Com isso, conseguiu, sob a justificativa de que necessitava de socorro judicial para reorganização do grupo e pagamento das dívidas, a interrupção de todas as ações cíveis que respondiam as empresas e autorização para continuação das atividades de negociação de criptomoedas.

No início de 2020, após ser constatado que o grupo oferecia ao público contratos de investimento coletivo sem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as investigações foram para a Justiça Federal, momento em que a PF passou a conduzir a apuração da possível prática de crime contra o sistema financeiro nacional e os demais conexos.

Com o aprofundamento das investigações, foi constatado que o grupo empresarial teria operado esquema de pirâmide financeira.

“Os investigados apostavam na promoção da imagem de sucesso do grupo, com exibição de posses e bens de luxo e realização de grandes eventos. No entanto, da maneira ardilosa, os valores ingressos nas plataformas virtuais das corretoras do grupo (tanto por transferência de criptomoedas, quanto por depósitos bancários), eram em grande parte desviados em benefício próprio do líder do conglomerado empresarial, de sua esposa e de outros investigados.

As investigações apuraram ainda que o líder deste grupo empresarial já havia sido condenado na Suíça pelos crimes de estelionato e falsificação de documentos”, detalhou a PF em nota.

Segundo a PF, os valores movimentados por meio do mecanismo criado pela área de tecnologia não correspondiam à realidade. Ao consultar as plataformas virtuais das corretoras, os clientes acompanhavam uma suposta posição de seus investimentos que, desde o momento em que ingressavam nas contas das empresas, eram empregados de maneira indevida para o enriquecimento dos gestores.

Desta forma, os clientes acreditavam que estavam realizando operações nas corretoras e obtendo lucros diários e garantidos, suspeitando das irregularidades somente em 2019, após o bloqueio dos saques.

Também foi apurado que o líder do grupo usou as negociações virtuais com criptomoedas para ludibriar o administrador judicial e o próprio juízo falimentar, apresentando como garantia uma carteira com bitcoins que nunca foram de sua propriedade. “Demonstra-se assim que o investigado se utilizava do processo de recuperação judicial a fim de ganhar tempo para ocultar o produto de seus possíveis delitos anteriores”, diz nota da PM.

Além disso, também foi revelado que o líder da organização criminosa, valendo-se do relacionamento com outras pessoas investigadas, passou a movimentar e gerir recursos e bens à margem do controle do juízo falimentar.

Segundo estimativa feita pelo administrador judicial do processo de recuperação judicial, o valor devido pelo grupo econômico totaliza cerca de R$1,5 bilhão o que diz respeito a mais de sete mil credores.

Edição: Maria Claudia

Publicado em 05/07/2021 – 09:51 Por Agência Brasil – Brasília