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Polícia do Rio monta força-tarefa para apurar desabamento de prédio

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Informações indicam que imóvel foi construído há mais de 20 anos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro montou uma força-tarefa para apurar as circunstâncias do desabamento do prédio na comunidade de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio, na madrugada de hoje (3), e o possível envolvimento de milicianos em construções irregulares na região.

A força-tarefa é integrada pela 16ª DP (Barra da Tijuca), a 32ª DP (Taquara), a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais.

Segundo informações preliminares da polícia, o imóvel que desabou foi construído há mais de 20 anos por pessoas que moravam no local e a construção não teria ligação com a milícia.

Policiais civis estiveram na comunidade e conversaram com testemunhas e vítimas.

A perícia no local começará a ser feita assim que os bombeiros liberarem a área.

“Diligências já estão sendo realizadas para esclarecer as causas do desabamento e o possível envolvimento de milicianos em outros empreendimentos imobiliários da região”, completou, em nota.

Edição: Lílian Beraldo

Publicado em 03/06/2021 – 15:24 Por Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Covid-19: Fiocruz prevê entrega de 100 milhões de doses no 2º semestre

Acordo com AstraZeneca permite IFA para 50 milhões de doses

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) adiantou hoje (2) que a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional deve permitir a entrega de 50 milhões de doses da vacina contra covid-19 em 2021. Segundo a fundação, foi firmado novo acordo com a AstraZeneca para a importação de IFA suficiente para mais 50 milhões de doses, somando 100 milhões de doses a serem entregues no segundo semestre.

A projeção inicial da fundação, divulgada ainda em 2020, era a produção de 110 milhões de doses com IFA nacional em 2021, mas a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, explicou que essa era uma estimativa feita ainda com a vacina em fase de testes.

“As 110 milhões foram uma estimativa com os dados que tínhamos antes mesmo de a vacina ser aprovada, antes de várias etapas terem acontecido e os problemas iniciais com o IFA”, citou a presidente da fundação, ao reforçar que a Fiocruz trabalha para conseguir mais IFA e produzir mais vacinas. “Nosso esforço é por IFA adicional, e isso já está contratualizado. Um esforço para mais IFA, se for possível, porque há uma carência [internacional]. Essa vacina está sendo usada em 170 países”.

A Fiocruz assinou nesta semana o acordo de transferência de tecnologia com a AstraZeneca para garantir a produção de IFA nacional. Até o fim de julho, serão entregues 100,4 milhões de doses produzidas somente com IFA importado e previstas no acordo de encomenda tecnológica, assinado no ano passado.

Além do esforço para ampliar a produção do segundo semestre, a Fiocruz busca reduzir a possibilidade de haver uma interrupção de entregas, já que as doses da encomenda tecnológica serão liberadas até julho e as da produção nacional de IFA só devem ter a distribuição autorizada pela Anvisa em outubro. Além de carregamentos adicionais de IFA importado, a fundação tenta conseguir também mais doses prontas, como as 4 milhões que chegaram da Índia em janeiro.

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, ressaltou que todas as alternativas estão sendo avaliadas e articuladas para que mais vacinas sejam disponibilizadas à população. Sobre a previsão inicial de doses totalmente nacionais, ele reforçou que o maior conhecimento sobre a vacina permitiu fazer uma previsão mais precisa.

“À medida em que a gente foi conhecendo melhor o processo, detalhando melhor os protocolos de produção e conhecendo melhor os rendimentos, à medida que a gente foi tendo essas informações, a gente teve uma capacidade maior de fazer uma previsão mais precisa”, disse ele. “Nesse momento, a gente viu que até pode produzir mais do que 50 milhões de doses, mas dificilmente a gente consegue entregar, porque várias dessas doses estarão em controle de qualidade”.

Mesmo assim, o diretor destaca a dificuldade de fixar previsões de doses. “Vai depender do rendimento que a gente vai conseguir do IFA. O IFA varia lote a lote, tem concentrações virais diferentes, volumes diferentes, e isso pode gerar mais ou menos doses”.

Zuma avalia que a assinatura do contrato de transferência de tecnologia ter acontecido no fim de maio não atrasou a produção do IFA, porque as informações técnicas já vinham sendo compartilhadas pela AstraZeneca desde agosto do ano passado. A negociação do acordo, afirma ele, trouxe a possibilidade de aperfeiçoamentos futuros na vacina serem compartilhados com a Fiocruz, assim como a fundação se compromete a compartilhar quaisquer melhoramentos que faça na vacina. 

Edição: Valéria Aguiar

Publicado em 02/06/2021 – 16:13 Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Unicamp muda data de vestibular e volta a aceitar nota do Enem

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Primeira fase será realizada no dia 7 de novembro

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) alterou a data da primeira fase do seu vestibular para o dia 7 de novembro de 2021. A segunda fase da prova está mantida para os dias 16 e 17 de janeiro de 2022.

Segundo a Unicamp, a alteração na data da primeira fase – agendada inicialmente para 21 de novembro – ocorreu porque o governo federal marcou a aplicação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2021 para os dias 21 e 28 de novembro.

“A Unicamp optou por redefinir a data, de maneira a facilitar o acesso de estudantes interessados em mais de um processo seletivo. A escolha da data ocorreu após reunião com outras universidades”, destacou a instituição em nota.

As inscrições para o Vestibular Unicamp 2022 terão início no dia 2 de agosto de 2021 e deverão ser feitas até dia 8 de setembro. O valor da taxa de inscrição será de R$ 180 e poderá ser pago até o dia 10 de setembro. Os detalhes do vestibular da Unicamp podem ser vistos no site da instituição.

Volta do Enem

A Unicamp confirmou ainda que voltará a realizar em 2021 a modalidade Enem-Unicamp para ingresso na universidade em 2022. No ano passado, a instituição não pôde utilizar esse sistema de ingresso porque, em razão da mudança da data do Enem, a Unicamp não recebeu os resultados a tempo das matrículas em 2021.

Os detalhes da modalidade Enem-Unicamp ainda serão divulgadas pela instituição. No entanto, os pedidos de isenção da taxa de inscrição já podem ser feitos.

Edição: Lílian Beraldo

Publicado em 02/06/2021 – 16:06 Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Cerca de 1,8 mi de contribuintes podem saber se caíram na malha fina

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Consulta pode ser feita pela internet, no portal e-CAC

Cerca de 1,8 milhão de contribuintes já podem saber se caíram na malha fina do Imposto de Renda. A Receita Federal liberou a consulta ao extrato da declaração de 2021.

O extrato pode ser conferido no Centro de Atendimento Virtual (e-CAC) da Receita Federal. Para ter acesso ao site, o contribuinte deve informar ou o certificado digital (se tiver um), ou o login no Portal Gov.br ou digitar número do CPF/CNPJ, o código de acesso e a senha.

Quem não tiver o código de acesso, ou tiver o código vencido, precisa digitar os números dos recibos das duas últimas declarações entregues à Receita e gerar um novo código. Quem está declarando pela primeira vez precisa informar apenas o número do recibo deste ano.

Na última segunda-feira (31), horas antes do fim do encerramento do prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2021, o supervisor do Programa do Imposto de Renda, José Carlos Fonseca, disse que a Receita esperava que cerca de 1,8 milhão de declarações, das 34.168.166 enviadas, fossem retidas na malha fina. Segundo Fonseca, o total deve cair pela metade e ficar em 900 mil até o pagamento do último lote de restituição, no fim de setembro, por causa do envio de declarações retificadoras.

Fonseca ressalta que a autorregularização, em que o contribuinte confere o extrato, verifica as pendências e envia uma declaração retificadora com a correção de dados errados ou imprecisos, tem aumentado ano a ano. Se feito antes do pagamento do último lote de restituição, o procedimento evita que o contribuinte receba intimação da Receita Federal ou seja investigado pelo Fisco.

Como conferir

Para conferir o extrato, o contribuinte deve acessar o link “Meu Imposto de Renda”, no lado esquerdo da tela, na página de abertura do e-CAC. Em seguida, aparece uma linha do tempo com as últimas declarações entregues. Basta verificar a declaração de 2021 para conferir se o documento caiu na malha fina. Quem não tem problemas na declaração verá a mensagem “Em fila de restituição”, bastando esperar os próximos lotes.

Quem já tiver recebido a restituição verá a mensagem “Processada”. Neste ano, a Receita pagará cinco lotes de restituição. O primeiro foi depositado no último dia 31. Os demais pagamentos ocorrerão em 30 de junho, 30 de julho, 31 de agosto e 30 de setembro.

Edição: Nádia Franco

Publicado em 02/06/2021 – 16:05 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Covid-19: Fiocruz recebe bancos de células e vírus para produzir IFA

Eles vieram dos Estados Unidos em baixas temperaturas

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) recebeu hoje (2), no Rio de Janeiro, um banco de células e outro de vírus para iniciar a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina contra a covid-19. A fabricação do insumo tornará o país autossuficiente na produção da vacina Oxford/AstraZeneca na Fiocruz, substituindo o IFA importado da China.

Ao receber os bancos, a presidente da fundação, Nísia Trindade, comemorou a produção do IFA como uma forma de dar autonomia à produção da vacina e fortalecer o complexo econômico e industrial da Fiocruz. 

“Esperamos dar, de uma forma significativa, mais essa contribuição ao nosso país e apoiar o esforço global de controle dessa pandemia e de superação desse grave quadro de crise”, disse.

Os bancos de células e vírus são a base para a produção do IFA e chegaram ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro às 8h03, vindos dos Estados Unidos. O banco de células foi enviado em nitrogênio líquido, mantido a uma temperatura de aproximadamente -150ºC, e o banco de vírus em gelo seco, a cerca de -80ºC.

Descongelamento

O descongelamento do material será a primeira etapa do trabalho, que passará por uma série de passos de produção e controle de qualidade que duram cerca de 45 dias. A vacina Oxford/AstraZeneca utiliza adenovírus de chimpanzé modificados geneticamente para carregar informações genéticas do coronavírus e despertar a resposta imune do corpo humano. 

Esses vírus precisam ser multiplicados em biorreatores, em ambiente controlado, e filtrados para a produção de um concentrado viral puro que é novamente congelado para aguardar a formulação da vacina, quando é diluído em outras substâncias como termoestabilizadores capazes de fazer com que a vacina resista em refrigeradores comuns.

Bio-Manguinhos produzirá dois lotes de pré-validação e três de validação do IFA, que precisarão ser verificados pela AstraZeneca em um teste de comparabilidade que será feito no exterior.

Além disso, a Fiocruz vai abrir um novo processo de submissão contínua para alterar o registro da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência reguladora precisa autorizar a mudança no local de fabricação do IFA para que as doses possam começar a ser entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), o que está previsto para outubro. 

Até o momento, Bio-Manguinhos já recebeu os certificados de Boas Práticas de Fabricação (cBPF) e de condições técnico-operacionais (CTO), que permitem o início da produção, mas não são o suficiente para autorizar a aplicação das doses na população.

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, estima que a capacidade de produção de IFA na Fiocruz poderá permitir a fabricação de 15 milhões de doses por mês. O instituto vai iniciar a produção em grande escala antes da aprovação da Anvisa, para já ter um estoque de doses prontas quando a agência autorizar o uso. 

Plataforma revolucionária

O vice-presidente de produção e inovação da Fiocruz, Marco Krieger, ressaltou que o Brasil começará a produzir IFA nacional de uma plataforma tecnológica revolucionária.

“Estamos vendo uma revolução no mundo nesse campo das vacinas. A ciência deu uma resposta muito rápida e temos aqui a satisfação de, no primeiro ano em que essas tecnologias estão sendo utilizadas no enfrentamento da emergência sanitária, temos a oportunidade de fazer a produção 100% nacional”, disse ele. 

Acrescentou que “a gente precisa pensar em usar as novas tecnologias para os novos desafios, mas também para os velhos problemas. Receber a tecnologia tem um duplo significado para a gente usar essa tecnologia em vários cenários associados à saúde pública”.

Publicado em 02/06/2021 – 14:48 Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

SP receberá mais insumos para produção da CoronaVac em 28 de junho

Ingredientes serão usados na produção de 10 milhões de doses de vacina

Mais insumos para a produção da CoronaVac devem chegar ao Brasil no dia 28 de junho. A informação foi divulgada hoje (2) pelo governo de São Paulo.

A CoronaVac é uma vacina contra a covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A Sinovac envia ao Butantan a matéria-prima (insumos) para que os processos de envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade sejam feitos no Brasil. Todo esse processo dura entre 15 e 20 dias. Só então as doses são disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) para distribuição para a população.

Segundo comunicado, a previsão é de que São Paulo receba um lote com seis mil litros de insumos farmacêutico ativo (IFA) – quantidade suficiente para a fabricação de 10 milhões de doses da vacina.

A última entrega de IFA proveniente da China para a produção da CoronaVac chegou ao Brasil no dia 25 de maio. O Instituto Butantan recebeu três mil litros de insumos – suficientes para a fabricação de 5 milhões de doses do imunizante. As doses estão em produção.

Até agora, o Butantan já entregou 47,2 milhões de doses ao PNI, cumprindo o primeiro contrato estabelecido com o Ministério da Saúde para entrega de 46 milhões de doses. Agora, o instituto trabalha para entregar outras 54 milhões de doses referentes a um segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde, totalizando 100 milhões de doses.

Carta à União Europeia

Após a aprovação da CoronaVac pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uso emergencial, o governo de São Paulo enviou uma carta aos membros da Comunidade Europeia para que o imunizante seja aprovado pelos países europeus.

O governo do estado informou que o documento foi encaminhado hoje (2) pela manhã, e solicita aos presidentes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu que incluam a vacina do Butantan na lista de imunizantes aceitos para circulação de viajantes. “A medida é importante para normalização do fluxo de pessoas e de negócios entre o Brasil, especialmente São Paulo, com os países da Comunidade Europeia”, disse João Doria.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Publicado em 02/06/2021 – 14:02 Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Missão oficial vai aos EUA para conhecer redes privativas de 5G

Missão embarca no domingo e retorna no próximo dia 11

Uma comitiva organizada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, embarca no próximo domingo (6) aos Estados Unidos, para uma missão oficial que pretende conhecer as redes privativas destinadas à quinta geração de internet (5G) naquele país.

Além de encontros com autoridades norte-americanas, o grupo se reunirá com potenciais investidores do setor de telecomunicações. Após visitar Washington e Nova York, a missão retornará ao Brasil no dia 11.

O governo pretende implantar, no Brasil, a chamada 5G stand alone, que, segundo o ministro, é chamada de 5G Ferrari por ser 100 vezes mais veloz que a quarta geração, a internet 4G. “Mas não é só velocidade. A internet 5G vai conectar coisas. É a famosa Internet das Coisas, por meio da qual teremos aumento muito grande no agronegócio, na telemedicina, no setor automotivo, na segurança, nos investimentos nas escolas e na educação”, disse Faria.

“A próxima década será a década do 5G. Com isso precisaremos de muito investimento”, disse ele ao detalhar os motivos da missão oficial, que contará com a participação de representantes da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); do Ministério da Defesa; da Secretaria-Geral da Presidência; do Tribunal de Contas da União; além dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Segundo o ministro, a missão conhecerá a rede privativa do Departamento de Defesa dos EUA e visitará os departamentos de Defesa e de Estado daquele país, além de dialogar com investidores. “Vamos ao Departamento de Segurança Interna, que é quem faz todo o controle de fronteiras e de ataques cibernéticos nos EUA”. De acordo com Faria, somente esse departamento norte-americano tem seis redes privativas.

“Vamos também falar com o Departament of National Inteligency, que é a diretoria de inteligência equivalente ao nosso GSI, responsável por coordenar as atividades de inteligência norte-americanas, e à FCC, que é a comissão federal de comunicações, equivalente à nossa Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]”, acrescentou.

Também estão previstas reuniões com investidores e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “No setor privado, vamos a várias empresas e conversaremos com seis fundos de investimentos, bancos e com consultorias. Outros membros da comissão participarão de outros encontros com o FBI e com a CIA”, completou.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante coletiva de imprensa sobre missão oficial aos EUA, que tem como objetivo conhecer as redes privativas de 5G e promover o diálogo com potenciais investidores em telecomunicações.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante coletiva de imprensa sobre missão oficial aos EUA, que tem como objetivo conhecer as redes privativas de 5G e promover o diálogo com potenciais investidores em telecomunicações. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leilão 5G

Faria mantém a previsão de o leilão da internet 5G ocorrer em julho, apesar de o Tribunal de Contas da União não ter reduzido de 150 para 60 dias o prazo estimado para a análise da matéria, conforme acenado. “Espero que, nas próximas semanas, o TCU possa apreciar o leilão no pleno. Depois de sair do TCU, teremos 30 dias na Anatel para a realização do leilão. Não acredito que teremos retrocessos, e a ida de ministros e técnicos do TCU [aos EUA] deve ajudar a darmos celeridade [ao processo]”, disse Faria.

A expectativa do ministro é que, até julho do ano que vem, o país já tenha o 5G stand alone em todas as 27 capitais, e que, até 2028, todas as obrigações previstas para as empresas vencedoras do certame sejam implementadas. “A cada ano serão investimentos escalonados e obrigações como a de levar internet 4G a todas localidades [com população] acima de 600 habitantes, e a de conectar o Norte do país.”

Ele acrescenta que não existe, até o momento, “nenhuma sinalização de risco ou de retrocesso” com relação ao trâmite no TCU, até porque o tribunal sabe da importância do 5G para o país. “O Brasil é hoje um modelo para América Latina. Os outros países estão esperando o que o Brasil vai fazer, para depois seguir”, disse.

“Teremos [com o 5G e a Internet das Coisas] crescimento de 20% por ano só no agronegócio. Com a telemedicina, médicos poderão fazer cirurgias a distância em pacientes [que vivem] no interior do país. Teremos um Brasil todo conectado. Para a retomada econômica, o 5G será de importância total. Isso já está compreendido pela sociedade e pelo TCU”, completou.

Edição: Denise Griesinger

Publicado em 02/06/2021 – 14:01 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília