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Unicef lança guia voltado para a educação infantil e a alfabetização

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Iniciativa traz podcasts com histórias e brincadeiras

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou, esta semana, o Guia de Possibilidades Pedagógicas, voltado para a educação infantil e a alfabetização. A proposta, em tempos de pandemia, é auxiliar educadores e famílias com crianças por meio de histórias e brincadeiras de, em média, 30 minutos.

No guia, são apresentadas orientações para o uso de podcasts com histórias e brincadeiras em sala de aula e em casa. O documento traz atividades divididas por faixa etária e o conteúdo é voltado para crianças com idade de frequentar a educação infantil (0 a 5 anos) e em processo de alfabetização (anos iniciais do ensino fundamental).

“Em um momento de pandemia e necessidade de isolamento social, as histórias e experiências educacionais em áudio convocam as crianças à cocriação e à imaginação, trazendo-as para serem protagonistas do seu desenvolvimento e aprendizagem. Elas não substituem as experiências coletivas vivenciadas no contexto das instituições de educação infantil, mas garantem a aproximação com as famílias, essencial neste momento adverso”, destacou o Unicef.

São mais de 180 programas com atividades correspondentes, que incentivam diálogos, desenhos, jogos, danças e músicas para serem feitas coletivamente. A partir da próxima segunda-feira (7), todo o conteúdo estará disponível também no site da iniciativa Deixa que Eu Conto. Todos os conteúdos podem ser baixados de forma gratuita. Cada programa está dividido em quadros (contação de histórias, músicas e brincadeiras, entre outros).

Amazônia

Entre as opções, há, por exemplo, um conjunto de programas de rádio diários para crianças e famílias com foco na cultura amazônica – incluindo histórias indígenas, ribeirinhas, quilombolas e os saberes da região. Os episódios são apresentados pelo educador paraense Leandro Medina e pela pesquisadora de culturas tradicionais Andrea Soares e trazem lendas, brincadeiras e outros conteúdos inspirados nas diferentes culturas que formam a Amazônia Legal brasileira.

Cultura afro-brasileira

Outra opção são podcasts que destacam a cultura negra no Brasil e promovem o enfrentamento ao racismo. Os episódios trazem músicas, brincadeiras, curiosidades apresentadas por contadores de histórias negros e quilombolas, incluindo Vovó Cici, Ivamar Santos, Suane Brazão, Kemla Baptista, Mafuane Oliveira e Samara Rosa.

Edição: Paula Laboissière

Publicado em 03/06/2021 – 07:30 Por Agência Brasil – Brasília

Nasa planeja duas novas missões a Vênus, as primeiras em décadas

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Previsão é para 2028 e 2030

A Nasa, a agência espacial norte-americana, anunciou nessa quarta-feira (2) planos para lançar duas novas missões científicas a Vênus entre 2028 e 2030 – as primeiras em décadas – para estudar a atmosfera e a história geológica do vizinho planetário mais próximo da Terra.

A agência espacial dos Estados Unidos disse que está disponibilizando cerca de US$ 500 milhões para o desenvolvimento de cada uma das duas missões, apelidadas de Davinci+ (abreviação de Atmosphere Venus Investigation of Noble Gases, Chemistry and Imaging) e Veritas (um acrônimo para Venus Emissivity, Radio Science, InSAR, Topografia e Espectroscopia).

A Davinci+ medirá a composição da densa atmosfera de Vênus para melhorar a compreensão de como ela evoluiu, enquanto a Veritas mapeará a superfície do planeta para ajudar a determinar sua história geológica e por que se desenvolveu de forma tão diferente da Terra, informou a Nasa.

A Davinci+ também deve proporcionar as primeiras imagens de alta resolução de características geológicas únicas em Vênus, que podem ser comparáveis ​​aos continentes da Terra e sugerem que Vênus tem placas tectônicas, de acordo com o anúncio da Nasa.

Publicado em 03/06/2021 – 09:31 Por Steve Gorman – Repórter da Reuters – LOS ANGELES

ONU pede a países recuperação de 1 bilhão de hectares de terra

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Relatório foi divulgado hoje pela organização

A Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje (3) aos países que cumpram os compromissos de recuperar 1 bilhão de hectares de terra, para enfrentar as crises climáticas e de biodiversidade.

A recuperação de pelo menos 1 bilhão de hectares degradados na próxima década é uma forma de enfrentar as ameaças das alterações climáticas, perda de natureza e poluição, diz a ONU em relatório hoje divulgado no âmbito da Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas 2021-2030.

Os países, afirma a organização, também precisam acrescentar compromissos idênticos em relação aos oceanos, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O documento destaca que a humanidade está utilizando cerca de 1,6 vezes a quantidade de serviços que a natureza pode fornecer de forma sustentável.

Isso significa, de acordo com o relatório, que os esforços de conservação por si só são insuficientes para prevenir um colapso em larga escala dos ecossistemas e perda de biodiversidade. Os custos globais da recuperação terrestre, não incluindo a parte marinha, estão estimados em pelo menos US$ 200 bilhões por ano até 2030, sendo que, estima a ONU, cada dólar investido na restauração cria até US$ 30 de benefícios econômicos.

Os ecossistemas que requerem uma recuperação urgente incluem terras agrícolas, florestas, prados e savanas, montanhas, turfeiras, áreas urbanas, zonas de água doce e oceanos.

O relatório diz ainda que as comunidades que vivem em quase 2 bilhões de hectares degradados de terra incluem algumas das mais pobres e marginalizadas do mundo.

“Esse documento apresenta também os motivos pelos quais todos nós temos de nos empenhar no esforço global de recuperação. Baseando-se nas mais recentes provas científicas, expõe o papel crucial desempenhado pelos ecossistemas, desde florestas e terras agrícolas a rios e oceanos, e traça as perdas que resultam de uma má gestão do planeta”, escreveram no prefácio do documento o diretor executivo do PNUMA, Inger Andersen, e o diretor-geral da FAO, QU Dongyu.

Eles acrescentam que a “degradação já afeta o bem-estar de cerca de 3,2 mil milhões de pessoas – ou seja, 40% da população mundial”, e que em cada ano se perdem serviços ecossistêmicos que valem mais de 10% da produção econômica global.

A recuperação dos ecossistemas consiste em travar e inverter a degradação, o que resulta em ar e água mais limpos, mitigação de condições meteorológicas extremas, melhor saúde humana e recuperação da biodiversidade, incluindo melhor polinização das plantas.

Segundo a ONU, a restauração contribui ainda para a realização de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo a saúde, água limpa, e paz e segurança, e para os objetivos das três “convenções do Rio” sobre Clima, Biodiversidade e Desertificação.

A recuperação, se combinada com a redução da conversão dos ecossistemas naturais, pode ajudar a evitar 60% das extinções de biodiversidade esperadas. Além do que, diz o relatório, pode ser altamente eficiente na produção de benefícios econômicos, sociais e ecológicos. A agroflorestação, por exemplo, tem o potencial de aumentar a segurança alimentar para 1,3 mil milhão de pessoas.

As duas agências da ONU responsáveis pelo relatório lançam hoje também uma ferramenta para monitorar os esforços de restauração, que permite aos países medir o progresso dos projetos de restauração em ecossistemas-chave.

A Assembleia-Geral da ONU declarou 2021-2030 como a década para a recuperação dos ecossistemas, liderada pelo PNUA e pela FAO. A iniciativa visa a acelerar a promoção global da recuperação de ecossistemas degradados.

Publicado em 03/06/2021 – 11:13 Por RTP – Nova York

Anvisa é reeleita para novo mandato em comitê internacional

Decisão foi tomada hoje em assembleia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seguirá como membro do Comitê Gestor do Conselho Internacional de Harmonização de Requisitos Técnicos para Produtos Farmacêuticos de Uso Humano (ICH). A agência foi reeleita para um novo mandato de três anos, em decisão tomada hoje (3) pela Assembleia do ICH, com a presença de autoridades reguladoras e associações da indústria de todo o mundo.

O ICH é uma iniciativa que reúne autoridades regulatórias e a indústria farmacêutica para discutir aspectos científicos e técnicos do desenvolvimento e registro de produtos farmacêuticos. Além da Anvisa, também foram reeleitas autoridades reguladoras da China e da Coreia do Sul. Também compõem o Comitê Gestor do ICH autoridades reguladoras do Canadá, dos Estados Unidos, do Japão, da Suíça, União Europeia, além de associações internacionais da indústria.

A Anvisa é a única autoridade da América Latina membro regulador do ICH. São 48 especialistas da agência em 28 grupos de trabalho, com a finalidade de discutir a harmonização de temas regulatórios, como a eficácia, segurança e qualidade dos medicamentos.

Edição: Graça Adjuto

Publicado em 03/06/2021 – 13:47 Por Agência Brasil – Brasília

Lesões na pele podem ser indicativo de covid-19

Erupções cutâneas, urticárias e manchas devem ser analisadas

Lesões na pele como púrpura, necrose e lesões vasculares podem ser indicativo de covid-19. É o que aponta a revisão sistemática de estudos científicos feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O estudo mostra que manifestações cutâneas podem ser tanto indicativos como consequências da doença. “Algumas são como se fossem manifestações do vírus, com os outros sintomas gerais, como febre, por exemplo, e outras, principalmente as mais tardias, são consequência. São problemas da vascularização, da coagulação, e acabam acarretando sequelas na pele”, disse à Agência Brasil a assessora do Departamento de Medicina Interna da SBD, Camila Seque, responsável pela pesquisa.

Segundo os estudos, esses sintomas aparecem em  6% a 10% dos casos. De acordo com o documento, as lesões de pele podem surgir em até quatro semanas após o início dos sintomas gerais da doença mas, principalmente, no primeiros 15 dias. Os quadros de exantema (manchas vermelhas) e urticária costumam ser mais precoces, com início concomitante aos sintomas gerais ou nos dois primeiros dias. As manifestações vasculares, como pseudo-eritema pérnio (manchas roxas nas extremidades de mãos e pés), púrpura e necrose são tardias, ocorrendo em geral após a segunda semana de infecção.

“Não tem um quadro único, específico. São [manifestações] muito polimorfas”, informou Camila. Segundo ela, embora as lesões melhorem com a melhoria do  quadro da infecção, em alguns casos, elas podem se agravar. As manifestações vasculares com necrose das extremidades podem gerar, inclusive, amputação de membros.

O pior quadro inclui as manifestações vasculares tardias, que ocorrem em pacientes também em estado mais grave, internados em UTI, intubados, idosos com comorbidades e que tomam muitos remédios. “É todo um contexto já bem mais complicado”.

A especialista diz que lesões mais leves, como urticárias e erupções cutâneas podem aparecer em pacientes assintomáticos, do ponto de vista sistêmico. “Elas podem ser uma manifestação única da covid-19”, revela.

Em relação ao tratamento das lesões associadas à covid-19, Camila Seque afirma que, em geral, quando se trata a doença com as medicações para o quadro sistêmico, as lesões de pele acabam melhorando, acompanhando a melhora do quadro do paciente. Caso as manifestações cutâneas se tornem mais resistentes, isso pode exigir tratamento específico. “Mas, em geral, isso não é necessário”, tranquiliza a médica.

Edição: Claudia Felczak

Publicado em 03/06/2021 – 13:51 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Covid-19: Brasil recebe 527 mil novas doses de vacina da Pfizer

Lotes, procedentes de Miami, chegam nesta quinta a Campinas

O Ministério da Saúde recebe, no fim da tarde de hoje (3), o último de três lotes, vindos de Miami, com doses da vacina contra covid-19 da Pfizer/BioNTech. O lote, que chega ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), tem 527 mil doses. Somadas às outras remessas, de 936 mil doses cada, que chegaram na  última terça-feira (1º) e ontem (2), serão mais 2,3 milhões de doses nesta semana.

Com o novo lote, mais de 5,8 milhões de doses terão sido entregues ao Ministério da Saúde pela farmacêutica desde o fim de abril. Dessas 3,5 milhões de doses de vacinas da Pfizer já foram distribuídas aos estados brasileiros e ao Distrito Federal.

Dois contratos firmados entre o governo federal e a farmacêutica vão garantir 200 milhões de doses da vacina até o fim do ano. Segundo o Ministério da Saúde, nesta semana o Brasil atingiu a marca de mais de 100 milhões de doses de vacinas dos laboratórios contratados, distribuídas ao país pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Edição: Graça Adjuto

Publicado em 03/06/2021 – 14:11 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

EUA anunciam doação de vacinas para Ásia, América Latina e África

Lote faz parte das 80 milhões de doses que serão compartilhadas

O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou hoje (3) que os Estados Unidos doarão quase 19 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para o consórcio global de vacinas Covax Facility.

A proposta de Biden é de que estas doses sejam compartilhadas entre países do sul e do sudeste asiático (7 milhões); América Latina e Caribe (6 milhões) e da África (5 milhões). O Brasil é citado entre os mais de 14 países latino-americanos e caribenhos que dividirão, entre si, as 6 milhões de unidades que o consórcio deverá destinar às duas regiões.

Além das 19 milhões de doses, pouco mais de 6 milhões de unidades de imunizante serão fornecidas diretamente aos países com alto número de casos da doença e, nas palavras de Biden, “parceiros e vizinhos, incluindo Canadá, México, Índia e Coreia do Sul.”

As 25 milhões de doses da vacina fazem parte dos 80 milhões de imunizantes que, no mês passado, o presidente norte-americano anunciou que compartilharia com outros países até o fim de junho.

Países

As quase 19 milhões de doses que serão entregues ao consórcio Covax Facility serão compartilhadas da seguinte forma:

» Cerca de 6 milhões para os seguintes países das américas do Sul e Central: Brasil, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, Guatemala, El Salvador, Honduras, Panamá, Haiti. República Dominicana e outros países da Comunidade do Caribe;

» Aproximadamente 7 milhões para os seguintes países asiáticos: Índia, Nepal, Bangladesh, Paquistão, Sri Lanka, Afeganistão, Maldivas, Malásia, Filipinas, Vietnã, Indonésia, Tailândia, Laos, Papua Nova Guiné, Taiwan e Ilhas do Pacífico;

» Cerca de 5 milhões para países do continente africano que serão selecionados em coordenação com a União Africana.

Já as seis milhões de doses prometidas a países “prioritários e parceiros” serão direcionadas para o México, Canadá, Coreia do Sul, Cisjordânia, Gaza, Ucrânia, Kosovo, Haiti, Geórgia, Egito, Jordânia, Índia, Iraque e Iêmen, e também para imunizar trabalhadores da linha de frente da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segurança Global

“Compartilharemos essas vacinas para salvar vidas e para liderar o mundo no sentido de pôr fim à pandemia, com a força do nosso exemplo e de valores”, declarou Biden ao detalhar a iniciativa, esta manhã, e prometer, para os próximos dias, mais informações sobre os procedimentos de distribuição das doses.

“Reconhecemos que extinguir esta pandemia significa acabar com ela em todos os lugares. Enquanto o vírus [da covid-19] continuar se alastrando em qualquer outra parte do mundo, o povo americano seguirá vulnerável”, acrescentou Biden.

O presidente norte-americano lembrou que os Estados Unidos já transferiram mais de 4 milhões de doses de vacina para o Canadá e o México. E que seu governo apoia a renúncia temporária a direitos de propriedade intelectual no caso dos imunizantes como forma de acelerar a produção global de vacinas.

“Meu governo apoia os esforços de renúncia temporária aos direitos de propriedade intelectual para as vacinas contra a covid-19 porque, com o tempo, precisaremos de mais empresas as produzindo para que possamos compartilhá-las de forma equânime”, comentou Biden durante seu pronunciamento.

“A forte liderança norte-americana é essencial para acabarmos com esta pandemia e para fortalecermos a segurança global da saúde para o futuro – a fim de melhor prevenir, detetar e responder à próxima ameaça”, concluiu.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Publicado em 03/06/2021 – 14:50 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília